Cheias: plataforma solidária liga empresas de construção a zonas afetadas

Plataforma Mãos à Obra conecta empresas e técnicos de construção às câmaras municipais das regiões mais atingidas pelo mau tempo.
Construção
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Lusa
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A plataforma solidária Mãos à Obra pretende recolher contactos de empresas e profissionais da área da construção civil e disponibilizá-los diretamente às câmaras municipais das regiões mais afetadas pelo mau tempo, indicaram na passada sexta-feira, dia 6 de fevereiro de 2026, os criadores do projeto.

A plataforma (maosaobra.eu) foi lançada por um grupo de amigos, alguns emigrantes, outros ex-residentes do estrangeiro, com o objetivo de ajudar na resposta às necessidades de reconstrução e recuperação dos estragos provocados pela depressão Kristin, nomeadamente nas regiões de Leiria, Marinha Grande, Coimbra e Santarém.

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Em comunicado, o grupo explica ter acompanhado os efeitos do mau tempo, à distância e no país, considerando que o “problema central no processo de recuperação” decorre da “dificuldade em encontrar, em tempo útil, empresas e profissionais da área da construção civil para responder às necessidades de reconstrução/recuperação dos estragos”.

“A plataforma Mãos à Obra tem por objetivo recolher contactos de empresas e profissionais da área da construção civil (pedreiros, engenheiros, eletricistas, canalizadores, entre outros) e disponibilizá-los diretamente às câmaras municipais das regiões mais afetadas (Leiria, Marinha Grande, Coimbra e Santarém), permitindo uma resposta mais rápida e eficaz no terreno”, refere na nota.

Para tal, os profissionais e as empresas interessadas devem inscrever-se e partilhar os seus contactos através de um formulário, sendo que as listas são depois entregues às referidas câmaras municipais, que avaliarão as necessidades locais e entrarão diretamente em contacto com os registados na plataforma.

“A Mãos à Obra não coordena intervenções nem assume responsabilidade pelas ações tomadas pelas câmaras municipais ou pelos inscritos na plataforma, funcionando exclusivamente como um ponto de ligação”, adverte.

De acordo com o comunicado, os criadores da plataforma são Fabiana Bravo, jornalista do BOM DIA, que vive atualmente na ilha Terceira, nos Açores, e Álvaro Magalhães, engenheiro de ‘software’ e colaborador do BOM DIA, a viver em Berlim, Alemanha.

Fazem também parte do grupo André Martins, engenheiro eletrotécnico, que vive e trabalha na Irlanda, Filipe Mendonça, ‘frontend developer’ luso-brasileiro residente em Berlim, e Manuel Dutra, formado em engenharia civil pelo Instituto Superior Técnico e também ‘frontend developer’.

“Apesar da distância geográfica, os criadores partilham a mesma convicção: a tecnologia pode (e deve) servir para aproximar pessoas e acelerar soluções concretas, sobretudo em momentos de emergência”, refere a nota.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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