Rendas das casas vão continuar a subir em 2026 e ainda faltam incentivos para colocar casas para arrendar, dizem especialistas.
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Pacote fiscal no arrendamento
Foto de Mikhail Nilov no Pexels

Mais um passo foi dado para que o pacote fiscal da habitação veja a luz do dia. Esta quarta-feira, dia 18 de fevereiro, o Parlamento aprovou na especialidade a versão final do diploma que vem reduzir o IVA para 6% na construção e o IRS para 10% no arrendamento, por exemplo. Mas estas medidas não são aplaudidas por todos players do setor imobiliário. Os inquilinos e proprietários admitem mesmo que as rendas vão continuar a subir em 2026 e ainda faltam incentivos para colocar casas para arrendar a preços mais acessíveis. 

Para Pedro Ventura, presidente Associação de Inquilinos Lisbonenses, o pacote fiscal do Governo “não ataca o problema central”, disse citado pela CNN Portugal. "As medidas têm impacto, sobretudo, na parte fiscal sobre a propriedade e não sobre o valor das rendas", pelo que “as rendas vão continuar a subir”, conclui Pedro Ventura, criticando a ausência de controlo no aumento das rendas. Na sua visão, descer o IRS para 10% em todos os contratos (independentemente da duração) abre caminho para a instabilidade no mercado.

Por seu turno, Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários, diz que as medidas fiscais do Executivo da AD são “positivas”, mas admite que “não são suficientes". Isto porque, segundo disse à mesma publicação, o pacote não vem resolver o problema principal que é a legislação do arrendamento, a qual considera “muito desequilibrada” desde 2015, não incentivando os proprietários a colocar casas para arrendar. Em causa estão os prazos legais para despejo e os longos processos na justiça.

"Não havendo casas, as rendas sobem. É a lei da oferta e da procura", resume à CNN Portugal António Frias Marques, presidente da Associação Nacional de Proprietários, mostrando-se pessimista sobre o impacto do pacote fiscal para 2026. A falta de capital e de mão de obra na construção impede uma resposta rápida do lado da oferta, mesmo com estes incentivos fiscais, considera.

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