O mercado residencial de luxo continua a valorizar a nível mundial. No segundo semestre do ano passado, o aumento dos preços superou a evolução das rendas, algo que não acontecia desde 2021. Neste contexto, a cidade de Lisboa destaca-se, situando-se entre os cinco mercados mundiais com maior potencial de valorização em 2026.
De acordo com o relatório Prime Residential World Cities da Savills, que analisa o mercado residencial de luxo em 30 cidades do mundo, a subida média dos preços em 2025 alcançou os 1,8%. Para este ano, a consultora imobiliária prevê um crescimento médio de 1,3%, com a cidade de Lisboa a chegar ao top 5 dos mercados com previsões de crescimento acima dos 4%. Além da capital portuguesa, integram o top 5 as cidades de Seul (Coreia do Sul), Tóquio (Japão), Madrid (Espanha) e Cidade do Cabo (África do Sul).
Por outro lado, os mercados de Nova Iorque (EUA), Londres (Reino Unido), Paris (França), Dubai (Emirados Árabes Unidos) ou Sydney (Austrália) esperam um crescimento mais moderado, podendo não alcançar os 2%.
Lisboa: subida dos preços pode chegar aos 5,9%
Depois de um aumento de 4,4% em 2025, a Savills antecipa, para este ano, uma subida entre 4% e 5,9% nos preços do segmento residencial premium em Lisboa. Estes aumentos devem-se a fatores como a qualidade de vida, a procura internacional consistente e a oferta limitada.
“Lisboa mantém-se como um dos mercados residenciais prime mais sólidos da Europa, com uma base de procura que resiste a ciclos mais voláteis"
Rita Bueri, Head of Residential Lisboa da Savills
Em comunicado, Rita Bueri, Head of Residential Lisboa da Savills, sublinha que “Lisboa mantém-se como um dos mercados residenciais prime mais sólidos da Europa, com uma base de procura que resiste a ciclos mais voláteis”. E acrescenta: “Estamos a assistir a um mercado mais equilibrado, com compradores exigentes e pouca oferta qualificada, o que continua a sustentar a valorização dos preços neste segmento”.
Seul lidera previsões de aumentos e Madrid acompanha Lisboa
O mesmo relatório da Savills revela que Seul registou aumentos de preços de 14,3% em 2025 e aponta para que o crescimento para este ano se situe entre 6% e 7,9%, dada a forte restrição de solo e escassez de produto disponível. Por sua vez, e apesar de haver dúvidas sobre a sustentabilidade do seu ritmo de valorização para este ano, Tóquio foi o mercado onde os preços mais subiram em 2025, com um crescimento de 30%.
No mesmo intervalo de previsão de crescimento de Lisboa (4% - 5,9%) encontra-se também Madrid, com a falta de oferta no centro da cidade e a procura interna e internacional a sustentarem estas subidas de preços. Já nos mercados de Roma (Itália), Atenas (Grécia) ou Paris (França) a recuperação tem sido gradual.
Do outro lado do mundo, cidades norte-americanas como Nova Iorque, Los Angeles ou São Francisco esperam um crescimento moderado, devido às condições de financiamento e aos preços elevados. Por sua vez, o Dubai (Emirados Árabes Unidos) valorizou 3,6% no segundo semestre do ano passado e 11,2% no conjunto do ano, embora as suas previsões de subida para 2026 fiquem bem abaixo desses valores, a rondar os 1,9%.
Nos mercados asiáticos, as principais cidades chinesas deverão ter quebras entre -2% e -3,9%, devido à menor procura e aos desafios demográficos. Em contrapartida, para Hong Kong as previsões são de crescimento entre 2% a 3,9% em 2026.
“A oferta cronicamente limitada, os fluxos de capital internacionais e a procura por cidades globais, sobretudo aquelas com forte componente de estilo de vida e vantagens fiscais, vão continuar a impulsionar o crescimento dos mercados residenciais prime em todo o mundo”, revela Kelcie Sellers, Associate Director World Research da Savills, citado na nota.
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