Empresas compram menos casas em Portugal – mas por preços mais altos

Sociedades, administrações públicas e instituições compraram cerca de 21 mil casas em Portugal ao longo de 2025.
Empresas a comprar casas em Portugal
Foto de Vlada Karpovich no Pexels

A venda de casas em Portugal atingiu máximos em 2025. E foram as famílias as principais responsáveis, uma vez que representaram a maioria das transações. Já as empresas protagonizaram cerca de 21 mil compras de casas, menos quase 3% face ao ano anterior. Ainda assim, contribuíram para inflacionar o preço da habitação no país (que também atingiu recorde), dado que adquiriram habitações 6% mais caras do que as famílias.

Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) referentes a 2025 não deixam margem para dúvidas: “Do total de 169.812 alojamentos transacionados, 148.632 habitações foram adquiridas por famílias” (87,5% do total), representando um aumento anual de 10,5%.

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Os outros 12,5% de transações habitacionais foram protagonizados por empresas – o que o INE chama de “restantes setores institucionais”, incluindo sociedades financeiras (e não financeiras), administrações públicas e instituições sem fins lucrativos. Portanto, as empresas foram responsáveis por 21.180 transações em 2025, menos 2,8% face ao ano anterior.

Embora as empresas tenham adquirido menos habitações, também contribuíram para o aumento recorde dos preços das casas em 2025, de 17,6%. Isto porque o valor médio das casas adquiridas pelas sociedades cresceu 9,5%, fixando-se em 255.601 euros no ano passado. Além disso, as empresas adquiriram habitações 6,3% mais caras do que as famílias (240.518 euros, mais 12,6% face a 2024). Ainda assim, o INE destaca que “o diferencial entre os dois valores baixou”, tendo em conta que no ano anterior era de 9,3%.

Venda de casas a famílias e empresas
INE

“Em 2025, a Região Autónoma da Madeira (18,1%), a Grande Lisboa (15,4%) e o Algarve (14,6%) foram as regiões com maiores pesos relativos de aquisições de habitação pelos restantes setores institucionais [empresas], encontrando-se no extremo oposto o Centro (10,0%) e a Península de Setúbal (10,1%)”, detalha o instituto no boletim divulgado esta segunda-feira, dia 23 de março.

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