Os cortes no emprego no setor privado recuaram 1% no primeiro trimestre, mas a Inteligência Artificial (IA) esteve na origem de um aumento de 40% nos despedimentos no setor tecnológico, segundo o The Wall Street Journal. Cresce a preocupação quanto ao impacto da IA no mercado de trabalho, numa altura em que, mês após mês, se sucedem anúncios de reduções de efetivos por parte de grandes empresas, entre as quais a Nike, a Morgan Stanley, a Amazon ou a Oracle.
No primeiro trimestre, foram registados 217.362 despedimentos nos EUA, de acordo com a consultora Challenger, Gray & Christmas, um número 56% inferior ao verificado entre janeiro e março do ano passado. Esta descida explica-se pelo facto de o início de 2025 ter ficado marcado por cortes significativos na administração federal. Ainda assim, no conjunto do setor privado, os despedimentos diminuíram apenas 1% no arranque do ano.
Os maiores cortes ocorreram na Oracle e na UPS, com 30 mil despedimentos cada. A completar o pódio encontra-se a Amazon, que dispensou 16 mil trabalhadores, e em quarto lugar surge a Meta Platforms, com uma redução de oito mil postos de trabalho. A fechar o top cinco está a Heineken, com seis mil despedimentos.
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