Gestão integrada é crucial para responder às necessidades dos condomínios

CEO do LDC Group elogia a criação do Caderno Digital do Edifício, devendo a modernização reforçar a capacidade de resposta.
Caderno Digital do Edifício
Magnific

O Governo está a preparar a criação do chamado Caderno Digital do Edifício, que “vai ser um agregador da vida útil do edifício”, adiantou recentemente a secretária de Estado da Habitação. Segundo Patrícia Gonçalves Costa, trata-se de “um momento muito importante para a política pública de habitação”, porque será possível ter num só documento um agregar de todos os documentos que fazem a vida útil do edifício. Para Pedro Pinheiro, CEO do LDC Group, grupo detentor da marca Loja do Condomínio, a gestão integrada é essencial para responder às necessidades reais dos condomínios.

De acordo com Pedro Pinheiro, a gestão de condomínios é um setor que mudou profundamente, sendo atualmente uma atividade muito mais complexa. “Hoje, os condóminos procuram serviços integrados que assegurem uma capacidade de resposta rápida a problemas concretos: uma infiltração, uma falha elétrica, uma zona comum por limpar ou uma reparação adiada têm impacto direto no conforto, na segurança e na valorização do património”, refere, num artigo preparado para o idealista/news. Tudo isto, num cenário em que é cada vez mais complicado encontrar prestadores qualificados e disponíveis, alerta.  

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O CEO do LDC Group considera, posto isto, que a criação do Caderno Digital do Edifício reforça a necessidade de modernização e de maior capacidade de resposta, surgindo a gestão integrada de condomínios (além da administração, o cliente pode contratar serviços complementares como limpeza, manutenção, conservação, pequenas reparações ou apoio técnico) como uma resposta natural às necessidades atuais dos edifícios e dos seus moradores

Um modelo, avisa, que deve ser uma opção e nunca uma imposição, visto que um condomínio deve poder escolher entre um plano simples de administração ou planos integrados, se entender que estes lhe oferecem mais eficiência, previsibilidade, comodidade e uma solução economicamente mais vantajosa. 

Pedro Pinheiro, CEO do LDC Group
Pedro Pinheiro, CEO do LDC Group, grupo detentor da marca Loja do Condomínio LDC Group

Três grandes princípios a ter em conta

1 – Menos complexidade, melhor serviço

Quem conhece a realidade dos condomínios sabe que a maioria dos problemas nestes espaços reside na execução: encontrar prestadores disponíveis, acompanhar intervenções, garantir prazos, validar a qualidade do serviço e corrigir falhas de forma rápida. Mas tudo isto exige tempo, disponibilidade e conhecimento. Se o condomínio tiver de articular diretamente vários fornecedores para cada necessidade, aumenta a dificuldade: mais contactos, mais esperas, mais deslocações, mais incerteza e, muitas vezes, mais custos.

Uma oferta integrada simplifica esta realidade. Permite organizar serviços relacionados de forma mais coordenada, reduzir duplicações e tempos mortos, melhorar a previsibilidade, assegurar uma resposta mais consistente e, em muitos casos, reduzir custos administrativos inerentes à gestão fragmentada de vários prestadores.

2 – Eficácia comprovada em mercados europeus maduros

A experiência confirma a necessidade. Em vários mercados europeus mais maduros (como o Reino Unido, a Alemanha, os Países Baixos e os países nórdicos), a articulação entre administração de condomínios e serviços operacionais é uma prática comum.

Nestes mercados, a integração assenta em princípios claros: transparência contratual, aprovação pelos clientes e liberdade de escolha. Não substitui a decisão dos condóminos; acrescenta uma alternativa para quem valoriza uma solução mais simples, coordenada e eficiente.

Afinal, entende-se que administração, limpeza, manutenção e conservação fazem parte da mesma realidade quotidiana: garantir que o edifício funciona bem, que os espaços comuns estão cuidados, que os problemas são resolvidos e que o património é preservado. Quando estes serviços são pensados em conjunto, é possível planear melhor, atuar de forma mais preventiva, evitar custos de urgência e reduzir situações sem resposta por falta de coordenação entre intervenientes.

3 – Transparência e liberdade de escolha

A defesa da integração não pode ser confundida com falta de transparência. Pelo contrário: quanto mais completa for a oferta, mais clara deve ser a informação prestada ao cliente. Os condomínios devem saber o que estão a contratar, quais os serviços incluídos, quais são opcionais, que níveis de resposta podem esperar e em que condições podem alterar a solução escolhida.

O cliente deve poder comparar e decidir entre um plano simples de administração e diferentes planos integrados, com total clareza sobre o valor acrescentado de cada opção. Aliás, muitas empresas de administração de condomínios já oferecem soluções integradas, direta ou indiretamente, e esta evolução surgiu porque os clientes procuram respostas mais completas e porque a gestão dos edifícios exige cada vez mais rapidez, qualidade, previsibilidade e eficiência económica.

“Para alguns clientes, a melhor solução será uma administração simples. Para outros, será uma gestão integrada (...). No final, o objetivo deve ser simples: garantir que cada condomínio tem acesso à solução que melhor responde às suas necessidades (...)”

Em jeito de conclusão, Pedro Pinheiro considera que o futuro da gestão de condomínios deve passar por modelos flexíveis, capazes de acomodar realidades diferentes, sendo esta a visão da LDC. 

“Para alguns clientes, a melhor solução será uma administração simples. Para outros, será uma gestão integrada. Ambos os modelos são legítimos e devem poder coexistir. No final, o objetivo deve ser simples: garantir que cada condomínio tem acesso à solução que melhor responde às suas necessidades. O papel das empresas é apresentar opções claras, responsáveis e competitivas. A decisão deve estar sempre onde pertence: nas mãos dos clientes”, remata. 

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