Famílias têm dificuldades em ajustar-se à subida de juros, diz Centeno
O governador do Banco de Portugal (BdP) disse esta quarta-feira, dia 6 de dezembro, que a rapidez com que a subida das taxas de juro ocorreu criou um problema de ajustamento às empresas e famílias que tiveram dificuldades em reagir.
Nova subida dos juros diretores? BCE diz que é “bastante improvável”
A inflação na Zona Euro continua a descer, estando cada vez mais perto do objetivo dos 2%. E esta trajetória tem-se revelado uma “agradável surpresa” para os mercados monetários. Isto porque os números mais recentes da inflação, que deverá fixar em 2,4% em novembro, “tornou uma nova subida de taxas de juro bastante improvável”, avançou Isabel Schnabel, membro da Comissão Executiva do Banco Central Europeu (BCE). Mas alertou que as taxas de juro devem manter-se restritivas o tempo que for necessário, até porque a reta final de descida da inflação antecipa-se “difícil”. Já o mercado aposta na primeira descida dos juros diretores em 2024.
Crédito habitação: famílias mais jovens têm maiores taxas de esforço
Há dois anos, o universo do crédito habitação era bem diferente. As taxas de juro estavam nos níveis mais baixos de que há registo. E as famílias tinham maior poder de compra, uma vez que não estava pressionado pela alta inflação que se instalou a partir de 2022. Mas nem por isso deixou de haver famílias em dificuldades. Fazendo um retrato ao país, o Instituto Nacional de Estatística (INE) revela que já em 2021, 20% dos mutuários com taxas de esforço mais elevadas utilizavam mais de um quinto do rendimento para fazer face às prestações da casa. E, na altura, as famílias mais jovens já apresentavam taxas de esforço superiores à dos mutuários dos restantes escalões etários.
Subida dos salários deve ser “prudente” para conter inflação e juros
O mercado de trabalho encontra-se robusto na Zona Euro. E o atual perfil salarial está alinhado com a estabilidade de preços. Por isso mesmo, o governador do Banco de Portugal (BdP) defende que deve haver “prudência” na hora de decidir os aumentos dos salários, para evitar que haja espirais salários-preços na área euro, ou seja, que o reforço dos rendimentos das famílias impulsione a inflação. Isto porque o Banco Central Europeu (BCE) pode voltar a aumentar as taxas de juro diretoras para travar a inflação se considerar necessário.
Novos créditos habitação: montante atinge máximo histórico em outubro
As famílias continuam a comprar casa em Portugal, recorrendo ao financiamento bancário. Apesar de os juros estarem em alta e de as famílias continuarem a sentir o alto custo de vida fruto da inflação, o montante dos novos créditos habitação atingiu um novo recorde em outubro, tendo sido concedidos 1.880 milhões de euros pela banca. E a taxa de juro média nestes novos empréstimos da casa desceram ligeiramente para 4,25%, estando praticamente estáveis desde junho.
Euribor a 6 e 12 meses caem: prestações ficam mais baratas em dezembro
Há boas notícias para as famílias que estão a pensar contratar um crédito habitação a taxa variável este mês. Depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter decidido avançar com aquela que foi a primeira pausa na subida das taxas de juro diretoras em outubro, as taxas Euribor reagiram, com a Euribor a 6 e 12 meses a caírem em novembro. Isto quer dizer que quem avançar com um novo empréstimo habitação em dezembro vai pagar menos de prestação da casa do que quem se antecipou e contratou no mês anterior, tal como revelam as simulações do idealista/créditohabitação. Esta descida também vai ser sentida nos créditos habitação existentes que vão ver a prestação da casa a ser revista este mês.
Inflação na Zona Euro volta descer para 2,4% em novembro
A inflação na Zona Euro está cada vez mais perto do objetivo de 2% traçado pelo Banco Central Europeu (BCE). Segundo a estimativa do Eurostat, a taxa de inflação na área euro desceu de 2,9% em outubro para 2,4% em novembro. Isto quer dizer que a inflação está apenas a 0,4 pontos percentuais (p.p.) acima da meta do regulador europeu, sendo favorável à manutenção dos juros do BCE nos atuais patamares restritivos, ao invés de novos agravamentos, num momento em que descer as taxas é ainda "prematuro".
Ajudar a pagar a casa e despesas: poupanças em Portugal caem mais rápido
A vida está mais cara desde 2022. A inflação começou a escalar e a pressionar o poder de compra. E os juros começaram a subir elevando as prestações da casa. Para fazer face ao aumento do custo de vida, muitos portugueses recorreram às suas poupanças acumuladas durante a pandemia.
Prestação da casa: créditos multiusos antigos excluídos dos apoios
Os créditos hipotecários complementares ao crédito habitação – eram habituais nos contratos mais antigos, anteriores a 2018, conhecidos como “crédito para obras” – estão a ser excluídos do acesso às medidas de apoio do Governo, anunciadas para garantir maior estabilidade no pagamento das prestações.
Arrendar casa em Portugal: preços voltam a estabilizar em novembro
São muitas as famílias que estão a ser empurradas para o mercado de arrendamento em Portugal, numa altura em que comprar casa está mais difícil, devido aos elevados preços das casas à venda, a par dos juros altos no crédito habitação e da perda de poder de compra. Como resultado, e com uma oferta inferior à procura de casas para arrendar, as rendas das casas subiram em cinco grandes cidades em novembro face ao mês anterior, Porto incluído (+0,5%). Mas também há casos em que as rendas das habitações se mantiveram praticamente estáveis, em linha com a realidade nacional, como é o caso de Lisboa, aponta o índice de preços do idealista.
Inflação em Portugal desce para 1,6% em novembro
A inflação em Portugal continua a descer. Os dados provisórios do Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quinta-feira divulgados indicam que a inflação terá descido de 2,1% em outubro para 1,6% em novembro, sobretudo, devido à desaceleração dos preços dos alimentos. Esta é uma boa notícia para as famílias portuguesas que têm sentido o poder de compra pressionado nos últimos dois anos. Até porque, se os dados vierem a ser confirmados no próximo dia 14 de dezembro, significa que a inflação em Portugal está abaixo dos 2%, a meta do Banco Central Europeu (BCE) para assegurar a estabilização dos preços.
Comprar casa em Portugal: preços retomam subida de 1,2% em novembro
A venda de casas em Portugal está a arrefecer em 2023, devido à subida de juros e perda de poder de compra por via da inflação, a par da falta de confiança nos mercados. Mas apesar da procura estar a diminuir, esta continua a ser bem superior à oferta de casas. E, em resultado, os preços das casas para comprar em Portugal subiram 1,2% em novembro face ao mês anterior. Este é um cenário visível em quase todo o território português, já que as casas à venda ficaram mais caras em 13 capitais de distrito, entre outubro e novembro, com Ponta Delgada a liderar as subidas (3,5%), aponta o índice de preços do idealista.
Crise do imobiliário comercial na Europa está perto do fim, diz AEW
A crise que afetou o segmento de imobiliário comercial na Europa estará perto do fim, segundo a AEW, uma das maiores gestoras de investimento imobiliário do mundo. As perspetivas para o próximo ano são, também, cada vez mais otimistas.
Cerâmica portuguesa: habitação é “problema gravíssimo” para reter mão de obra
É uma casa portuguesa, com certeza, se à mesa não faltar uma peça de cerâmica. E o melhor do que se faz no país neste setor atravessou fronteiras há muito tempo, com sucesso um pouco por todo mundo, tal como destaca Miguel Casal, CEO e fundador do grupo Costa Nova, em entrevista ao idealista/news.
Crédito habitação: valor total está a cair há 10 meses consecutivos
A procura por crédito habitação está a abrandar em 2023, por via da perda de poder de compra, a par da subida dos juros e do contexto macroeconómico incerto. E também há cada vez mais famílias a avançar com amortizações antecipadas dos seus empréstimos da casa, aproveitando a suspensão da comissão (e não só). Os resultados destas tendências estão bem à vista: o valor total de créditos habitação em Portugal está a descer há dez meses seguidos, registando em outubro o menor valor desde maio de 2022.
Morar em casas pequenas: o desafio de mudar de espaço (e de vida)
A vida é feita de mudanças – mais ou menos difíceis. E a mudança de casa, quando acontece por razões “alheias” à vontade e sonhos pessoais, pode ser um grande desafio.
Imobiliário em Portugal a arrefecer: investimento desce 48% num ano
O contexto vivido na Europa nos últimos meses, pautado pelos elevados níveis da inflação, pelo aumento dos custos dos empréstimos e pela falta de ajuntamento dos preços de venda ao poder de compra, está a condicionar o investimento imobiliário. E o mesmo se passa em Portugal.
Blackstone está de olhos postos na compra de imóveis na Europa
A gigante norte-americana Blackstone já tem vários negócios imobiliários na Europa e em Portugal. E deverá reforçar o seu investimento em breve. Isto porque Steve Schwarzman, CEO da Blackstone, revelou que a empresa está de olhos postos numa série de oportunidades de compra de imóveis na Europa. Mas só vai avançar com as compras à medida que os bancos centrais se tornarem menos agressivos com os aumentos das taxas de juro de referência.
"Não acredito no desaparecimento dos escritórios"
A pandemia trouxe muitas alterações no segmento de escritórios. O teletrabalho ganhou força e as empresas, atentas a este fenómeno, reinventaram-se e adotaram, em muitos casos, o trabalho híbrido como regra. Mas será que a tendência veio para ficar? “Não acredito no desaparecimento dos escritórios, mas sim na transformação da sua função. O escritório torna-se ainda mais uma ferramenta de convívio, socialização e cultura da empresa, podendo contribuir para o recrutamento dos melhores candidatos”, diz ao idealista/news Swan Sallmard, Partner da South, empresa de gestão de ativos imobiliários que em Portugal tem mais de 250.000 metros quadrados (m2) de escritórios sob gestão no segmento prime, num total de 25 edifícios.
Portugal é o 9º país da Zona Euro com taxas de juro mais baixas
“Portugal continua a destacar-se pela sua resiliência”, sendo, em 2023, o 9º país com as taxas de juro mais baixas entre os países da Zona Euro, revelou o ministério das Finanças numa publicação partilhada no Instagram.