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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou esta quinta-feira (09 de novembro) que irá dissolver a Assembleia da República e convocar eleições antecipadas para 10 de março de 2024, mas só publicará o decreto depois da aprovação final global do OE2024, marcada para 29 de novembro, qu
A crise na habitação está a afetar cada vez mais famílias em Portugal. Seis em cada 10 pessoas sentem dificuldade em pagar a casa e dois terços identificam a necessidade de reparações ou melhorias urgentes no local onde vivem. Em causa estão conclusões do barómetro da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS).
Ao fim de quase oito anos em funções como primeiro-ministro e, precisamente, um mês depois de o polémico pacote Mais Habitação entrar em vigor, António Costa apresentou, de forma inesperada e devido a uma investigação judicial, a sua demissão ao Presidente da República, que a aceitou de imediato, mas só a vai formalizar depois da aprovação do Orçamento de Estado para 2024 (OE2024). A decisão foi comunicada ao país por Marcelo Rebelo de Sousa esta quinta-feira, quando também anunciou que vai, depois disso, dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas para o dia 10 de março. Isto significa que a proposta do OE2024 do Governo ainda em funções, com votação final agendada para 29 de novembro, tem aprovação garantida pela maioria socialista e vai viabilizar, nomeadamente, algumas das medidas de apoio do Mais Habitação - o polémico programa que o Executivo de Costa desenhou para dar resposta à crise na habitação, mas que foi contestado tanto pela opinião pública, partidos da oposição e pelo setor imobiliário, e cujos resultados estão ainda por ver.
As famílias já podem avançar com a fixação da prestação do crédito habitação durante dois anos, uma nova medida do Governo que entrou em vigor no passado dia 2 de novembro.
O gigante norte-americano dos escritórios partilhados WeWork, em sérias dificuldades há vários anos, anunciou esta segunda-feira (6 de novembro de 2023) que vai declarar falência para negociar com os credores uma redução "significativa" da dívida – rondará os 18.600 milhões de dólares (17.325 milhões de euros) – e reestruturar as atividades.
Nos primeiros nove meses do ano, o investimento em imobiliário comercial somou 1.050 milhões de euros em Portugal, valor que apresenta uma quebra na ordem dos 46% face ao mesmo período de 2022. Em causa estão dados que constam no mais recente Market Pulse, da JLL. Trata-se de um recuo que se deve ao facto de haver “uma postura mais cautelosa dos investidores” e “um atraso na concretização de muitas operações, reflexo da crescente incerteza devido ao quadro macroeconómico e geopolítico”, refere a consultora. Esta é, de resto, “uma tendência global que está a afetar também Portugal”.
Vários bancos centrais optaram, no último ano, por aumentar as taxas de juro diretoras, de forma a tentar dar resposta à alta taxa de inflação. Foi assim, por exemplo, na Zona Euro, nos EUA e no Reino Unido, que agora decidiram, no entanto, tirar o “pé do acelerador”. O banco central do Japão mantém-se, no entanto, firme, com a taxa de juro diretora a permanecer em terreno negativo desde 2016.
O Estado português esteve, durante alguns anos, a cobrar em excesso o Imposto Sobre Veículos (ISV).
Os clientes que tenham renegociado os créditos habitação já depois de março deste ano podem aderir ao regime que fixa a prestação do empréstimo durante dois anos, disse o Banco de Portugal (BdP) à Lusa. Desde a passada quinta-feira, 2 de novembro, e até fim de março de 2024 os clientes bancários com crédito para aquisição ou construção de habitação própria permanente podem pedir a adesão ao regime que fixa por dois anos a prestação paga mensalmente ao banco e por um valor inferior ao atual.
Os principais bancos privados renegociaram mais de 73 mil créditos à habitação até setembro devido à dificuldade das famílias em pagarem as prestações mensais.
O Santander Totta renegociou mais de 36 mil créditos à habitação desde o início do ano, respondeu à Lusa fonte oficial.
Já o Novo Banco fe
As condições de acesso ao crédito habitação melhoraram na segunda metade dos anos 80, dadas as baixas taxas de juro e a implementação de políticas de incentivo à compra de casa com financiamento bancário. Esta melhoria no acesso aos empréstimos da casa beneficiou sobretudo a geração de 1977 e 1986 que registou a maior percentagem de proprietários jovens com crédito habitação. Mas o mesmo não se verifica na geração seguinte: a percentagem de jovens nascidos entre 1987 e 1996 com empréstimo habitação caiu.
O Banco do Povo da China (banco central) está a manter a volatilidade do yuan no seu nível mais baixo desde 2010, o que poderá exercer pressão sobre a moeda nacional, informou a agência de notícias Bloomberg.
O banco central manteve a taxa de câmbio de referência - o seu principal instrumento para
É caso para dizer que o Banco Central Europeu (BCE) tirou o pé do acelerador, tendo feito recentemente uma pausa na subida das taxas de juro diretoras. Significa isto que a principal taxa de refinanciamento, que tem efeito direto nas taxas Euribor e consequentemente nos créditos habitação em Portugal, se manteve nos 4,5%. No artigo desta semana da Deco Alerta explicamos tudo sobre esta subida das Euribor, que está a ter impacto direto nas prestações que os portugueses pagam ao banco pelo empréstimo da casa – aqueles que têm contratos indexados a taxas variáveis.
Ter uma casa que preenche as necessidades das famílias está cada vez mais longe de vista. Estamos perante a “pior crise na construção da Europa em décadas”, motivada pelos elevados juros e altos preços dos materiais, o que tem reduzido ainda mais a oferta.
O mercado de arrendamento em Portugal continua dinâmico, num momento em que comprar casa com crédito habitação está mais caro e difícil por via da subida dos juros e do custo de vida. E como a procura continua superior à oferta, os preços das casas para arrendar permanecem em alta, tendo subido em cinco capitais de distrito entre outubro e o mês anterior, com Setúbal a liderar os aumentos (+4,4%). Também no Porto as rendas das casas subiram 2,1%. Mas em Lisboa permaneceram estáveis, à semelhança da realidade nacional. Isto porque os preços medianos das casas para arrendar em Portugal mantiveram-se estáveis nos 15,3 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de outubro, apresentando uma variação mensal de -0,4%, segundo aponta o índice de preços do idealista. Já em relação à variação trimestral, a subida das rendas foi de 2,2% e a anual de 26,3%.
Depois de passarem vários anos em mínimo históricos, as remunerações dos depósitos a prazo começaram a subir há cerca de um ano. E, de lá para a cá, a taxa de juro média nos novos depósitos a prazo chegou a 2,29% em setembro, o valor mais elevado desde abril de 2013.
O Banco de Inglaterra manteve esta quinta-feira (2 de novembro de 2023) as taxas de juro diretoras em 5,25%, pela segunda vez consecutiva, depois de numerosas subidas no último ano para controlar a inflação. Uma decisão idêntica à tomada pela Reserva Federal dos EUA (Fed), que manteve as taxas de juro inalteradas entre 5,25% e 5,5%, e pelo Banco Central Europeu (BCE), que após dez aumentos consecutivos manteve a taxa de refinanciamento bancário em 4,5%, o nível mais alto desde 2001.
A procura de crédito habitação arrefeceu ao longo de 2023, sobretudo, devido às elevadas taxas de juro conjugadas com a instabilidade do mercado. Mas, nos últimos meses, o montante concedido em novos empréstimos habitação tem vindo a recuperar, tendo subido 8% em setembro face a agosto, atingindo, assim, o maior valor dos últimos 15 anos. O que também é visível é que nesse mesmo período as famílias têm optado pelas ofertas a taxa mista, que representaram 55% dos novos empréstimos para habitação própria permanente em setembro.
O Novo Banco já renegociou quase 18 mil contratos de crédito habitação até setembro devido à dificuldade dos clientes em pagarem os empréstimos. A entidade divulgou esta quinta-feira (2 de novembro de 2023) que teve lucros de 638,5 milhões de euros entre janeiro e setembro, mais 49% do que nos primeiros nove meses de 2022.
O acesso à habitação em Portugal tem vindo a deteriorar-se nos últimos anos, devido aos elevados preços das casas, ao agravamento do custo de vida e às altas taxas de juro nos empréstimos. E prova disso é que a maioria dos jovens entre os 18 e 34 anos continua a ter dificuldades em emancipar-se, conseguir um emprego estável e comprar ou arrendar casa. Em Portugal, mais de 70% dos jovens continuou a viver em casa dos pais em 2022, sendo o terceiro caso mais grave entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Há muito a fazer para aumentar a oferta de casas e a OCDE faz várias recomendações neste sentido: desde logo, controlar o mercado de arrendamento está fora de questão.