Frederico Gonçalves

Frederico Gonçalves

Fred foi o primeiro a chegar ao idealista/news em Portugal, em 2010, depois de ter estudado jornalismo e passado por redações. Desde então, dedica-se a conhecer a fundo o setor imobiliário, assumindo o desígnio de escrever sobre o mercado com dedicação, garra e qualidade. E sempre com um sorriso.

Casas de ultra, ultraluxo: "É um mercado que tem procura em Portugal”

Se há segmento no imobiliário que já mostrou ser resiliente a crises é o residencial de luxo. E nem a pandemia ou os efeitos da guerra na Ucrânia - um aumento brutal dos custos da energia e da taxa de inflação que forçou o Banco Central Europeu (BCE) a subir as taxas de juro diretoras -, parecem estar a deixar marcas neste nicho de mercado em Portugal. Pelo contrário. “Teremos um projeto de ultra, ultraluxo, não apenas de ultraluxo (…). É um mercado que tem procura em Portugal. Sempre a manter a qualidade, queremos demonstrar que podemos fazer algo de ultra, ultraluxo e 100% produto português”, diz em entrevista ao idealista/news Federico Rosales, managing director da Príme Portugal Investment (Príme), prometendo revelar mais novidades sobre este empreendimento em breve.

Como aumentar a oferta de casas? Permitindo “construir em altura”

A Mondego Capital Partners (MCP) está de pedra e cal em Portugal. A promotora imobiliária luso-israelita já transacionou mais de 100 milhões de euros em território nacional desde 2018, estando envolvida em projetos em mais de 120 unidades residenciais e comerciais. E vai continuar a investir no país, revela ao idealista/news Gonçalo Ahrens Teixeira, adiantando que o pipeline previsível para os próximos anos “pode chegar a 300 milhões de euros”. Uma das formas de conseguir aumentar a oferta de habitação para a classe média passa “por rever os índices de construção e permitir construir em altura”, assegura o Managing Partner & CEO da empresa. 

Magia da luz? "Iluminação inteligente melhora o bem-estar em casa"

“A poupança de energia na iluminação [em casa] pode fazer toda a diferença”. Quem o diz é Jordi Manrique, diretor de comunicação e relações institucionais da Signify Portugal e Espanha, lembrando que “a transição da iluminação convencional para a iluminação LED conectada já permite economizar até 85% de energia”. Em entrevista ao idealista/news, o responsável da empresa fala sobre a evolução que a iluminação tem sofrido nos últimos anos rumo a um futuro que se pretende que seja cada vez mais sustentável e inteligente.  

“A pandemia deixou fortes marcas no setor imobiliário"

A pandemia da Covid-19 paralisou o mundo. Incerteza e resiliência caminharam lado a lado durante largos meses e foram muitos os desafios que surgiram e… foram sendo superados. Um cenário ao qual não ficou imune o setor do imobiliário e da construção, que se viu forçado a adaptar e/ou reinventar. A verdade é que as pessoas continuam a precisar de casas para viver, sendo que as necessidades que agora sentem são diferentes das de antes. Mário Almeida, administrador da promotora imobiliária FERCOPOR, diz ao idealista/news isso mesmo, que “a pandemia deixou fortes marcas no setor imobiliário”, revelando que “as áreas grandes (…) são fortemente valorizadas pelos clientes” e que “a ligação com o exterior é algo indispensável”. 

Casas de luxo: quando o segredo é mesmo a alma do negócio

O segmento residencial de luxo continua a atrair investidores a Portugal, que se mantém como um destino interessante, apesar da instabilidade causada a quem pretende investir no país, nomeadamente com o anúncio de medidas como o fim dos vistos gold. Comprar casas de luxo em Portugal é a decisão de muitos estrangeiros, desde celebridades a fortunas discretas, de várias partes do globo, mas também de portugueses, alguns bem famosos. É um nicho de mercado, que vale milhões, e onde o segredo é mesmo a alma do negócio. “Uma das coisas que os clientes mais valorizam é o sermos discretos”, revela ao idealista/news Joana Branquinho, CEO da ORIA Real Estate Advisors, especializada em imobiliário de luxo.

“Cooperativas aumentam a oferta de habitação a preços mais acessíveis”

A ideia de ressuscitar o movimento cooperativo parece estar a ganhar força em Portugal, sendo esta uma solução a ter em conta para aumentar a oferta de habitação no país, nomeadamente a preços comportáveis pela generalidade das pessoas. Isso mesmo indica, em entrevista ao idealista/news, Francisco Rocha Antunes, fundador e presidente executivo da MOME, gestora profissional de cooperativas de habitação que está a apostar, para já, na região do Grande Porto. “As cooperativas aumentam a oferta de habitação a preços mais acessíveis, permitindo que um maior número de pessoas tenha acesso a uma habitação própria”, conta. 

Imobiliário em 2023: "É um mercado em mudança que exige adaptação"

Será 2023 um ano de incertezas no setor imobiliário, nomeadamente no segmento residencial? “Prefiro falar em adaptação. Adaptação a um mercado com menos vendedores e menos compradores, com transações mais lentas e, em alguns casos, necessidade de revisão do preço”, antecipa ao idealista/news Gonçalo Nascimento Rodrigues. O coordenador da pós-graduação em Real Estate Investments do Iscte Executive Education considera que o mercado está a passar por “uma mudança que exige adaptação”, mas lembra que “em todas as fases dos ciclos do mercado imobiliário é boa altura para comprar habitação própria e permanente”.

Casas sustentáveis e inteligentes: "É uma nova forma de viver”

A Dynasty Homes (DH) é um grupo internacional de investimento que se encontra na Europa (Reino Unido, França e Portugal, por exemplo), EUA e Médio Oriente, tendo aterrado no território nacional “há cerca de oito anos”, revela ao idealista/news Bobby O’Reilly, cofundador e sales & marketing director da empresa. “Temos em carteira 12 projetos, que incluem a remodelação e construção de novas casas e apartamentos”, adianta, salientando que a DH compromete-se a “construir algo que não seja apenas janelas, tijolos e um telhado, mas uma casa adequada às necessidades e requisitos da família moderna”. 

Imobiliário não pode ter “constantes alterações das regras do jogo”

“Portugal tem sido na última década o principal palco europeu para grandes performances no setor imobiliário, pelo que não será de estranhar que grupos internacionais como o nosso queiram aqui ficar e reforçar a sua presença”. Augusto Homem de Mello, Sales & Marketing Director da RE Capital, diz ao idealista/news que a empresa pan-europeia de investimento, desenvolvimento e gestão de ativos está de pedra e cal no país, mas deixa um aviso: “O mercado só se manterá atrativo e com viabilidade se oferecer estabilidade, segurança e visão estratégica dos principais decisores. (…) Não podemos continuar a viver num contexto de constantes alterações das regras do jogo”. 

Custo do Home Staging: "Em média não passa 1%/2% do valor do imóvel"

O setor imobiliário parece estar a viver momentos de incerteza, quer devido à atual conjuntura económica mundial, que está também a deixar marcas em Portugal – alta taxa de inflação, taxas de juro a subir, custos de construção a aumentar etc. –, quer devido à instabilidade causada pelo polémico Programa Mais Habitação do Governo, que não reúne consenso entre os vários players do mercado. A verdade é que continuam a comprar e vender-se muitas casas. Será que o Home Staging tem contribuído para dar força a esta tendência? “Num mercado acelerado, as casas que têm Home Staging são as que se vendem primeiro”, diz ao idealista/news Rita de Miranda, presidente da APHS - Associação Portuguesa de Home Stagers.