A Doos Box “aterrou” em Portugal no início de 2020, antes da pandemia da Covid-19 ter chegado ao país. Trata-se de uma empresa de origem espanhola que comercializa mobiliário de cartão (efémero) para home staging e decoração de interiores. Uma “técnica” que muitos agentes imobiliários estão a usar para dar vida a casas à venda que estão vazias. E é um segmento com pernas para andar, tendo em conta as palavras de Nuno Correia da Silva, representante da Doos Box em Portugal.
Portugal está, pela primeira vez, representado no Conselho de Administração do TEGOVA, o maior e mais importante grupo europeu de associações de avaliadores de imóveis. Este foi o mote para a entrevista realizada com Paulo Barros Trindade, presidente da direção da ASAVAL (Associação Profissional das Sociedades de Avaliação), que foi eleito, por um período (renovável) de três anos, como membro da administração do TEGOVA. “Há diferenças importantes na forma como as avaliações são efetuadas nos diferentes países europeus”, diz ao idealista/news, salientando que “há muitas oportunidades para tentar melhorar a prática da avaliação imobiliária” em Portugal.
Se há setor que se manteve resiliente durante a pandemia foi o da promoção imobiliária. Manteve e mantém. A verdade é que a crise parece ter passado – ou estar a passar – ao lado do setor, visto que continuaram a comprar e vender-se muitas casas, apesar dos preços também acompanharem esta tendência de crescimento. Paralelamente, há novos projetos a serem lançados e a saírem do papel. Um negócio que continua a dar frutos e a despertar o interesse de estrangeiros, apesar de haver muitos portugueses a investir em imobiliário. Mas qual é a receita do sucesso? Que segredos há por desvendar? O que esperar da promoção imobiliária no futuro? Contamos tudo, com a ajuda de quem sabe e anda no terreno.
O imobiliário foi um dos setores que melhor resposta deu à pandemia da Covid-19. Resiliência e confiança são, por isso, palavras de ordem, apesar de haver alguns desafios no horizonte, como por exemplo a aposta na sustentabilidade e no aumento da oferta de casas construídas para o mercado de arrendamento, o chamado ‘Build to Rent’. Isso mesmo foi abordado na apresentação do estudo “Emerging Trends in Real Estate Europe 2022 - Road to Recovery”, realizado pela PwC e pelo Urban Land Institute (ULI) e apresentado em Lisboa esta terça-feira (9 de novembro de 2021). A capital portuguesa caiu, de resto, uma posição no ranking das melhores cidades europeias para investir em imobiliário, ocupando agora a 16ª posição.
A SOLYD Property Developers é uma das promotoras imobiliárias mais ativas no mercado residencial nacional. E mesmo em tempos de pandemia da Covid-19 não tirou o pé do acelerador. A aposta tem passado sobretudo por empreendimentos de construção nova em Lisboa, como por exemplo o projeto Altear, e pela oferta de casas para a classe média/média alta, com os portugueses em destaque. E há novidades à vista. Prometendo mais detalhes para breve, Sónia Santos, Marketing & Sales Manager da SOLYD, revela ao idealista/news que será apresentado num futuro próximo um novo projeto em Miraflores, às portas da capital. “São cinco edifícios residenciais mais um edifício de escritórios”, conta.
O grupo Bondstone tem vários projetos imobiliários residenciais em carteira, como o Greenstone, no Porto, e o The Coral, em Lisboa. Mas há novidades na calha. Sem entrar em grandes detalhes, por questões de confidencialidade, António Pereira Dias, Chief Financial Officer (CFO) do grupo Bondstone, revela ao idealista/news que serão lançados em breve quatro projetos novos. “Grande parte deles são residenciais, mas também há algumas soluções de logística, de parques logísticos. São processos que ainda estão numa fase confidencial, por isso não podemos falar com grande detalhe. Mas queremos até ao final do ano fechar este 'pipeline'”.
Foi em abril de 2021, em plena pandemia da Covid-19, que se soube que o grupo francês Kardham tinha “aterrado” em Portugal, tendo aberto uma filial em Lisboa. As expectativas em torno da operação nacional são elevadas, não fosse “Portugal uma terra de crescimento e de oportunidades”, revela Jean-François Couëc, Managing Partner do grupo Kardham, em entrevista ao idealista/news.
Paulo Caiado assumiu a presidência da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) em maio de 2021, depois de Luís Lima se ter demitido do cargo. Em entrevista ao idealista/news, realizada durante o Salão Imobiliário de Portugal (SIL), revela que está a ser feito um corte com o passado. “Até aqui, os destinos da APEMIP eram conduzidos num regime, num modelo, muito unipessoal, muito presidencialista”, afirma, salientando que se vivem tempos de “renovação” e “proximidade”.
Que vantagens tem quem investe numa casa barco? Será esta, cada vez mais, uma opção a ter em conta para viver, nomeadamente em tempos de pandemia? São muitas as perguntas que podem ser colocadas, mas uma coisa parece ser certa: este é um negócio que está a crescer em Portugal. “Pela nossa experiência, é um investimento que está a ganhar cada vez mais interesse”, conta ao idealista/news Rita Barata Castro, Communication Manager da Ecosteel, empresa que comprou, este ano, a Gofriday, entrando assim no mundo das casas barco.
De Lisboa a Caldas de Aregos, no concelho de Resende, são quase quatro horas de carro, sendo que a última fase do caminho é feita entre troços de estrada onde quase não se vê ninguém (pessoas e carros). O destino é o cais turístico-fluvial de Caldas de Aregos, onde se encontra atracada a casa barco de Toni Blackburn e Stefan Friese, entre outras embarcações. Um verdadeiro refúgio em tempos de pandemia que dá ainda mais “glamour” à zona envolvente, onde a natureza e os espaços verdes vivem em plena harmonia e sintonia com as inquietantes águas do rio Douro. Um cenário de beleza rara.
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