O Programa Regressar voltou a bater recordes em 2025, com 2851 candidaturas nos primeiros seis meses do ano, mais 30% do que no mesmo período de 2024. Criado em 2019 pelo Governo de António Costa, o programa tem como objetivo incentivar o regresso de emigrantes portugueses e lusodescendentes, especialmente aqueles que saíram durante o período da troika, e abrange também os respetivos familiares.
Portugal já não lidera a lista dos países da União Europeia com maior proporção de emigrantes. Segundo o relatório Emigração Portuguesa 2024, elaborado pelo Observatório da Emigração, o país passou para a quinta posição, sendo agora ultrapassado por países como Roménia, Bulgária, Lituânia e Croácia.
As estimativas mais recentes das Nações Unidas apontam para a existência de 1,8 milhões de emigrantes portugueses em todo o mundo em 2024, sendo este um dos números mais elevados de sempre: desde 1990, só em 2015 é que foi superado.
Em quatro anos, entre 2019 e 2022, os benefícios fiscais do programa Regressar atraíram a Portugal quase 4.000 emigrantes. Estes novos contribuintes ganham mais do dobro de um trabalhador que cá tenha permanecido, mas pagam uma taxa de IRS inferior à do trabalhador médio em Portugal.
Os dados mais recentes divulgados pelo Observatório da Emigração (OE) permite concluir que Portugal tem a taxa de emigração mais alta da Europa e uma das maiores do mundo, havendo muitos jovens que fazem as malas e rumam a outros destinos em busca de melhores condições de vida. As estimativas apontam para que 30% dos nascidos em Portugal com idades entre 15 e 39 anos deixaram o país em algum momento e vivem atualmente no exterior. São mais de 850 mil.
O Governo deixou claro na proposta de Orçamento de Estado para 2024 (OE2024) que quer “prosseguir e acompanhar” o Programa Regressar, para continuar a atrair portugueses que estão a viver no estrangeiro a voltar a Portugal. E a proposta de lei traz novidades: passa a haver um limite de rendimentos excluídos de tributação a 50% e este benefício fiscal foi alargado a quem nunca viveu no país. Fiscalistas acreditam que novos critérios do Regressar podem transformar o programa numa alternativa ao regime de residentes não habituais, que vai ser extinto.
Solicitar um crédito habitação para comprar casa é algo que levanta sempre diversas dúvidas, sobretudo, se não possuíres residência em Portugal. Se fores emigrante ou estrangeiro sem autorização de residência permanente no nosso país, tens de ter em conta várias condições e documentos a apresentar na hora de pedires um empréstimo habitação. E o valor do financiamento do crédito habitação também será diferente. Explicamos como os não residentes podem pedir um crédito habitação em Portugal neste guia preparado pelo idealista/news.
Quando fizeram as malas para tentar uma nova vida lá fora, em Portugal tinham um salário médio de mil euros por mês. No novo destino, em termos médios, estão agora a receber cerca de três vezes mais.
As remessas dos emigrantes subiram 8,6% no primeiro semestre deste ano, para 1.541 milhões de euros, enquanto o dinheiro enviado pelos imigrantes para os seus países de origem diminuiu 0,5% para 243 milhões.
Um advogado canadiano especializado em imigração disse que os portugueses do ramo da construção civil que trabalharam no Canadá podem reaver o dinheiro das contribuições efetuadas para os sindicatos do setor. Uma medida que deverá abranger cerca de 25.000 pessoas.
O presidente do Sindicato da Construção de Portugal revelou que estão a regressar por mês de Angola para Portugal 500 trabalhadores emigrantes do setor, antecipando um agravamento da situação dados os salários em atraso em “mais de 200” empresas portuguesas que ali operam.
A família e os amigos são sem dúvida o que os emigrantes portugueses dizem sentir mais saudades quanto partem para outro país. Mas há outras coisas, pequenas e simples, ou nem por isso, que no dia a dia sente falta quem vive fora. É o caso da jornalista do Dinheiro Vivo, Ana Rita Guerra, que trocou Lisboa por Los Angeles, nos EUA, e agora conta as 10 coisas de que mais sente falta do cantinho lusitano.
Plano Estratégico para as Migrações. É assim que o Governo designa a nova estratégia para estimular o regresso dos emigrantes portugueses ao país, em várias frentes, e que deverá ser hoje aprovado em Conselho de Ministros.
Estás a pensar em emigrar para Reino Unido, Suíça ou Alemanha e não tens ali emprego ou meios de subsistência garantidos? Então cuidado. Estes países, que são três dos principais destinos dos portugueses quando decidem emigrar, estão a convidar os imigrantes, que estão desempregados ou sem rendimentos, a fazer as malas e a voltar ao ponto de partida.
Este gráfico mostra o fluxo migratório no mundo entre 2005 e 2010. Ou seja, permite perceber de onde e para onde emigram as pessoas. No caso de Portugal, e tendo em conta o período em análise, o destino eleito para “mudar de vida” foram os países da América Latina.
Nunca os emigrantes portugueses tinham enviado tanto dinheiro para Portugal como no ano passado. Segundo dados do Banco de Portugal (BdP), em 2013, as remessas ultrapassaram pela primeira vez os três mil milhões de euros, mais 9,6% que em 2012.
Os suíços votaram, em referendo, a limitação da entrada de cidadãos de países da União Europeia (UE) no seu mercado laboral, através da instituição de quotas anuais, que devem entrar em vigor até ao prazo máximo de três anos.
Crise, austeridade, desemprego. Tudo fenómenos que fazem com que os portugueses tenham, cada vez mais, de emigrar e buscar melhores condições de vida noutros locais. Só no último ano, deixaram o País 120 mil portugueses, número que se vai repetir já em 2013.
Governo quer negociar saída mais suave do programa de ajustamento: A Europa vai começar a discutir oficialmente a saída de Portugal do programa de ajustamento da troika em janeiro (dia 27), na primeira reunião do ano do Eurogrupo e do Ecofin, sendo que o Governo quer lá chegar com perspetivas de um
Perto de metade dos jovens até aos 34 anos admite emigrar ou, alguns, já vivem mesmo fora do país. Os resultados são de um estudo internacional sobre emigração promovido pela Zurich e feito em 12 países.
A crise está a obrigar muitos portugueses a procurar melhores condições de vida além-fronteiras. Como podes ver no gráfico em cima, no ano passado, mais de 121 mil cidadãos nacionais abandonaram o país em 2012, um novo máximo.
Em 2012 saíram de Portugal 121.418 pessoas, ultrapassando o máximo registado em meados da década de 1960 e estima-se que esta tendência de partida não deverá abrandar em 2013.