Habitação acessível: linha do Banco de Fomento tem limite de 16,5 milhões
A linha do Banco de Fomento para a construção e reabilitação de habitação acessível, com uma dotação de 1,5 mil milhões de euros, vai ter prazos até 30 anos e um período de carência de três anos. Cada beneficiário tem um limite máximo de 16,5 milhões de euros e os custos são calculados em função do perfil de risco dos beneficiários e da maturidade da operação. Custos esses que podem variar entre 1,01% e 2,70%, acrescidos da taxa Euribor escolhida.
Bruxelas prepara medidas para facilitar a construção de habitação
A Comissão Europeia (CE) anunciou que apresentará em 2027 uma proposta legislativa para reduzir os entraves administrativos que afetam a construção e a reabilitação de habitação, com o objetivo de facilitar as obras, baixar os custos e aumentar a oferta residencial. A iniciativa integra um programa de trabalho que prevê também medidas para aliviar os preços da energia e a "retirada" de 18 iniciativas pendentes de aprovação.
"Há um défice significativo de construção pública em Portugal"
O presidente do Conselho Económico e Social (CES) disse que o problema da habitação não vai desaparecer em um ou dois anos, considerando que há um défice significativo de construção pública. Numa audição no Parlamento, no âmbito da apreciação, na especialidade, da proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), Luís Pais Antunes foi questionado pelo CDS-PP sobre a crise da habitação, ao que respondeu que a situação tem anos e causas "relativamente bem identificadas".
Centeno pede “paciência” para a construção de habitação em Portugal
O antigo governador do Banco de Portugal (BdP) pediu “paciência” para a recuperação do setor da construção de habitação e considerou que os EUA “estão a falecer” devido às políticas económicas da administração de Donald Trump. Mário Centeno falava na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, durante a conferência “Economia: Autonomia ou Dependência?”, na qual participou com a presidente da IL, Mariana Leitão.
Turismo não é a “causa principal” da crise da habitação
O comissário europeu para os Transportes Sustentáveis e o Turismo, o grego Apostolos Tzitzikostas, considera que o setor do turismo não é a “causa principal” da crise da habitação, ou de acesso à habitação, que se vive em Portugal e noutros países europeus. Um problema, de resto, que tem motivado vários protestos e manifestações um pouco por todo o país, nomeadamente em Lisboa e Porto.
Habitação: Chega quer medidas no OE2027 e PS fim de rendas de 2.300 euros
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que vai reunir-se com os presidentes do PS e do Chega esta quinta-feira (dia 5 de novembro de 2026), para ouvir as propostas sobre habitação dos principais partidos com assento parlamentar. Estes reagiram de imediato, mostrando disponibilidade para dialogar e encontrar soluções com o Governo. Esta quarta-feira, na véspera do encontro, o Chega disse que quer medidas já a constar no OE2027 e desafiou o Executivo a apresentar um pacote legislativo que ajude a mitigar o aumento do custo de vida. Já os socialistas apelaram ao fim de rendas moderadas de 2.300 euros.
“Construir mais casas parece uma solução simples, mas não é uma solução”
O geógrafo Simone Tulumello, investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, defende a recuperação e mobilização das casas vazias e o controlo de rendas como resposta à crise da habitação, ou de acesso à habitação, na qual se encontra o país. Ao contrário de outros players e especialistas do setor, considera que construir mais casas não resolve o problema, acabando até por agravar a crise climática.
Novos CCP e RJUE abrem “via de colaboração" entre privado e público na habitação
A crise da habitação, ou de acesso à habitação, está na ordem do dia, com o descontentamento da população a ganhar expressão nas ruas. O Governo, preocupado com o tema, tem feito alterações legislativas na tentativa de trazer mais casas ao mercado, mas não reúnem consenso. Recentemente, por exemplo, entrou em vigor o Código dos Contratos Públicos (CCP) e o Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação (RJUE), que visam contribuir para aumentar a oferta habitacional do lado público e privado. Em causa estão reformas que “atuam em fases diferentes, mas complementares, do processo de criação de oferta habitacional”, diz ao idealista/news Ricardo Maia Magalhães, especialista em Direito Público e professor do ISCTE.
Mais casas no mercado? Vai depender do PT2030 e do IFFRU2030
Esgotadas as verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a expansão da oferta de habitação voltará a depender, nos próximos anos, de fundos europeus, estando em causa quer habitação pública quer de iniciativa privada para construir ou reabilitar e disponibilizar novas frações a preços definidos como acessíveis. Significa isto, na prática, que a nova oferta de habitação dependerá do Portugal 2030 (PT2030) e do Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas 2030 (IFFRU2030).
Crise da habitação: “O acumular de um problema” e expectativas goradas
Vivem-se dias conturbados em Portugal, com a crise da habitação, ou de acesso à habitação, a subir de tom. O problema da falta de oferta de casas no mercado a preços que as pessoas possam comprar, bem como as medidas anunciadas pelo Governo para o setor, estão na origem de vários protestos e manifestações. Para a economista Vera Gouveia Barros, este é um problema que se tem vindo a arrastar no tempo, sendo que as soluções encontradas pelos vários Executivos têm defraudado as expectativas. E a fatura acaba por ser paga sobretudo pelos mais jovens.
“Fundos abutres” no mercado imobiliário português? Não, diz Pinto Luz
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, rejeitou que existam “fundos abutres” no mercado imobiliário português, afirmando que os fundos imobiliários representam menos de 2% do parque habitacional nacional e se dedicam sobretudo ao comércio e aos serviços.
Habitação acessível: AHDPP prevê lançar concursos no início de 2027
A Associação Habitação e Desenvolvimento por Portugal (AHDPP) foi recebida na Presidência da República, onde apresentou a associação, a sua missão e o modelo que defende para responder à crise da habitação, ou de acesso à habitação. “A proposta articula municípios, promotores privados e investidores para aumentar a oferta de habitação acessível, em particular para a classe média”, havendo uma meta delineada: “Lançar concursos públicos em vários municípios, ao mesmo tempo e com as mesmas regras, no primeiro trimestre de 2027”.
Reino Unido avança com medidas de apoio à compra da primeira habitação
O ministro das Finanças do Reino Unido, John Healey, apresenta esta quarta-feira (28 de outubro de 2026) o orçamento para o próximo exercício (Orçamento de Outono de 2026), que incluirá medidas de apoio a quem compra a primeira habitação, além de respostas aos elevados custos da energia que pesam no custo de vida. Os economistas alertam há algum tempo para uma possível queda do rendimento das famílias ao longo da atual legislatura, entre 440 e 770 libras (525 e 920 euros), devido à subida dos preços do petróleo e do gás.
Construir mais casas (e mais baratas)? Setor mostra-se confiante
Dados recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que os preços das casas continuam a subir em Portugal (18,4% no 2º trimestre face ao mesmo período do ano passado), sendo este, no entanto, um crescimento homólogo menos acentuado que o verificado no 1º trimestre (19,8%). Isto num cenário em que o setor imobiliário reclama, há muito, pela chegada de mais casas ao mercado – e mais baratas –, estando o Governo atento ao tema, e em que os custos de construção não param de aumentar. Do lado do setor privado, parece haver a convicção de que a oferta poderá mesmo vir a aumentar.
Crise da habitação "é um problema que demora tempo", diz Miranda Sarmento
O ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, insistiu, no Parlamento, que o Governo já tomou “muitas medidas” para responder à crise na habitação, repetindo que “foi praticamente tudo feito”, mas avisando que as iniciativas demorarão tempo a surtir efeito.
Mais construção e habitação pública são o caminho, diz Governador do BdP
O governador do Banco de Portugal (BdP) insistiu que as soluções para a crise na habitação têm de vir do lado da oferta, com mais construção e habitação pública, apelando a consenso a nível nacional. Num seminário organizado pelo BdP com o Banco de Espanha realizado em Lisboa, Álvaro Santos Pereira salientou que o banco central tem estado a falar no tema da habitação, mas que a sua função é apresentar os dados e não entrar no debate político.
Heranças indivisas: Governo aprova diploma que regula novas regras
O Governo aprovou um decreto-lei que regula as novas regras destinadas a desbloquear a separação das heranças indivisas entre herdeiros, anunciou o ministro da Presidência, António Leitão Amaro. O diploma procura responder ao "flagelo das heranças indivisas", afirmou, no final da reunião do Conselho de Ministros.
Municípios disponíveis para ajudar Estado a reforçar oferta de casas
Os municípios estão "disponíveis e motivados" para ajudar o Estado a aumentar a oferta de habitação pública e trabalham atualmente com entidades para a reprogramação das prioridades do Portugal2030 e para acelerar a burocracia, disse a ANMP.
Criação de empresa municipal de habitação em Gaia aprovada
A criação da empresa municipal de habitação de Gaia, com nome proposto de Habigaia, foi aprovada em reunião de câmara, com votos dos vereadores com pelouro (PSD/IL e independente) e abstenção do PS, que manifestou "reservas".
Protestos pela habitação: Montenegro afasta "climas de instabilidade"
Os protestos pela habitação e contra o aumento do custo de vida no Porto subiram de tom na semana passada, com confrontos entre os manifestantes e a polícia, sendo que pelo menos 37 pessoas terão ficado feridas, duas delas com gravidade. Depois de Luís Montenegro ter pedido que não se "caia na tentação de importarem para Portugal climas de instabilidade", as manifestações pelo direito à habitação multiplicaram-se para outras cidades do país, como Lisboa, Coimbra e Faro.
BdP: crise da habitação não se resolve com políticas "do lado da procura"
O aumento da procura conduz a subidas nos preços, nas rendas e no rácio preço-renda das casas, demonstrando que a crise habitacional não se resolve "através de políticas do lado da procura", segundo um estudo. A análise, publicada na Revista de Estudos Económicos do Banco de Portugal (BdP), assinala também que os choques da procura refletem-se de forma mais intensa "no valor da habitação enquanto ativo do que no custo de arrendamento".
Casas à venda em Portugal: oferta volta a cair recuando 4% no verão
A oferta de casas para comprar continua a encolher em Portugal e a empurrar os preços para novos máximos. Os dados do idealista (editor desta newsletter) revelam que o stock de habitação disponível para venda desceu 4% no terceiro trimestre de 2026 face ao mesmo período do ano anterior, tratando-se do sétimo trimestre consecutivo de quedas. Para aumentar as casas disponíveis para venda (sobretudo a preços acessíveis), o Governo lançou uma série de medidas no pacote fiscal da habitação já em vigor, que inclui o IVA a 6% na construção. Mas os seus efeitos só se farão sentir quando as novas casas chegarem ao mercado. Até lá, a escassez, sobretudo na faixa acessível, continua a pressionar os preços num contexto de alta procura.
Cooperativa de habitação reclama linhas de crédito do Banco de Fomento
A cooperativa de habitação colaborativa A Casa exigiu no Parlamento o lançamento de linhas de crédito do Banco Português de Fomento, que estarão prontas a avançar, defendendo que seria um sinal claro para o desenvolvimento do setor.
"Em vez de se falar em habitação é preciso falar em urbanização”
João Moura é licenciado em Economia e trabalha há 25 anos na área de imobiliário, turismo, construção e infraestruturas. Lida de perto com promotores e fundos imobiliários e “enfrentou” profissionalmente várias crises e/ou momentos económico-financeiros conturbados, como o subprime, a Troika, a pandemia e, agora, as guerras na Europa e Médio Oriente. Em entrevista ao idealista/news, aborda vários temas, desde a crise na habitação, ou de acesso à habitação, até ao investimento imobiliário em Portugal. E deixa um alerta: “Em vez de se falar em habitação, devia falar-se em urbanização, grandes projetos de urbanização. Isso é a grande solução e o grande compromisso de longo prazo”.
Casas à venda: preço aumenta 7,9% em setembro e atinge novo recorde
O acesso à habitação continua a agravar-se e Portugal, perante novas subidas dos preços das casas que estão muito acima do crescimento dos salários das famílias. Embora o ritmo esteja mais moderado, o custo das casas à venda no país aumentou 7,9% em setembro face ao mesmo mês de 2025. Este crescimento foi suficiente para que o custo mediano de comprar casa atingisse um novo recorde de 3.228 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de setembro, revela o índice de preços do idealista (editor desta newsletter). A nível trimestral, os preços mantiveram-se estáveis (0,5%).