Travar a crise da habitação? OCDE quer agravar IMI e limitar mais-valias
O agravamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), limites à tributação de mais-valias com a venda de habitações e agravamento fiscal sobre "habitações subutilizadas" ou devolutas em "zonas de elevada procura" são as principais recomendações de um estudo da OCDE divulgado esta terça-feira (6 de janeiro de 2026).
Subida do preço das casas é “risco mais premente” em Portugal
“Na última década e meia, a economia nacional mudou muito e para melhor”, avalia Álvaro Santos Pereira, governador do Banco de Portugal (BdP). Mas salienta também que nem tudo está feito, sendo preciso avançar com uma “nova onda de reformas estruturais que nos permitam crescer mais”.
Comprar casa: os 15 municípios onde o preço mais desceu no último ano
O ano de 2025 foi marcado por uma alta subida dos preços das casas à venda em Portugal, resultado do agravamento da escassa oferta de imóveis perante uma alta procura. Mas os dados nacionais escondem uma realidade heterogénea a nível local. Houve, pelo menos, 15 municípios onde as casas para comprar ficaram mais baratas. A maior descida anual foi registada na Golegã, distrito de Santarém, onde o preço mediano da habitação desceu 15,3% para 1.083 euros por metro quadrado (euros/m2), revela a análise do idealista, editor deste boletim e o marketplace imobiliário líder no sul da Europa.
Imobiliário em vídeo: entrevistas e reportagens que marcam 2025
À semelhança dos últimos anos, 2025 fica marcado por várias novidades relacionadas com os setores do imobiliário e da construção, que terão impacto, por sua vez, no segmento residencial. Foram muitos os players do setor, desde promotores a mediadores imobiliários, entre outros especialistas, que partilharam com o idealista/news algumas das suas visões. No final de contas, todos são unânimes, até o Governo, na necessidade, ou urgência, de aumentar a oferta de casas no mercado, de forma a dar resposta à crise na habitação – ou de acesso a habitação – na qual se encontra Portugal.
Compra de casa em alta traz subidas recorde de preços em 2025
O ano de 2025 veio acentuar tendências já visíveis no mercado da habitação em Portugal. A venda de casas, que já estava a retomar, seguiu de vento em popa ao longo do ano. E o preço da habitação, que muito tem subido nos últimos anos, atingiu mesmo aumentos recorde.
Casas vazias em Portugal: BdP explica porque existem e estão paradas
Portugal vive uma grave crise de acesso à habitação pautada por uma maior procura de casa, que não tem vindo a ser acompanhada por um aumento da oferta de alojamentos na mesma medida.
Fundo de Emergência para a Habitação com luz verde até março de 2026
São muitas as medidas anunciadas pelo Governo recentemente relacionadas com o setor da habitação em Portugal. Depois de Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e Habitação, ter revelado que o Governo iria avançar com novas medidas sobre a regulação da mediação imobiliária, despejos e heranças indivisas no início de 2026, é agora a vez do primeiro-ministro dar uma novidade, neste caso sobre o Fundo de Emergência para a Habitação: deverá ter luz verde, também, nos primeiros meses do próximo ano.
Casas à venda até 200 mil euros? Oferta cai 73% em cinco anos
O acesso à habitação em Portugal está a tornar-se cada vez mais complicado à medida que os preços das casas sobem muito mais rápido do que os salários. Afinal, há cada vez menos casas no mercado que as famílias podem pagar sem ultrapassar os seus limites de esforço. Prova disso é que a oferta de casas à venda até 200.000 euros caiu 73% no país nos últimos cinco anos, tal como revelam os dados do idealista, editor desta newsletter. Em contrapartida, estão a aparecer no mercado habitações cada vez mais caras, que custam mais de meio milhão de euros.
Crise habitacional cria “desafios” sociais em Portugal, alerta Bruxelas
A Comissão Europeia alertou esta terça-feira (25 de novembro de 2025) para “novos desafios” relacionados com a crise habitacional que aumentam os riscos de pobreza e de desigualdade social em Portugal, dado haver mais pessoas com encargos excessivos de habitação.
Novo pacote fiscal para atrair proprietários para arrendamento
O ministro das Infraestruturas e Habitação reiterou o compromisso do Governo em construir 150 mil novas habitações públicas até 2030, defendendo uma intervenção robusta do Estado no setor imobiliário residencial, mas sem abdicar do papel do mercado. Miguel Pinto Luz, que falava durante a conferência anual da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP), realizada recentemente, disse ainda que para atrair ao mercado as cerca de 300 mil habitações que o Executivo estima estarem fora do circuito de arrendamento foi necessário aprovar um pacote fiscal “agressivo”.
Bruxelas admite alta pressão na habitação em Portugal até 2027
Portugal foi um dos três países da zona euro sinalizados pela Comissão Europeia (CE) que têm sofrido o maior aumento dos preços das casas, a par de Espanha e da Croácia.
Bruxelas apresenta plano de emergência para a habitação a 16 de dezembro
A Comissão Europeia (CE) confirmou esta quinta-feira (13 de novembro de 2025) que irá apresentar antes da próxima cimeira de chefes de Estado e de Governo, marcada para dezembro, um plano para enfrentar a falta de oferta de casas e o aumento dos preços da habitação na Europa, sublinhando a necessidade de uma resposta conjunta por parte das instituições europeias, nacionais e locais.
Também há falta de casas de ultraluxo à venda em Portugal e Espanha?
O imobiliário continua a ser um dos principais ativos refúgio para investidores e famílias com alto poder de compra. Mas quem procura casas de ultraluxo em Portugal e Espanha para comprar vai encontrar uma oferta pequena e concentrada em apenas alguns territórios, com destaque para as ilhas Baleares, Málaga, Lisboa e Madrid. Os dados do idealista (editor desta newsletter) revelam que as habitações de ultraluxo, que custam mais de 3 milhões de euros, representam apenas 18% da oferta residencial premium existente na Península Ibérica.
Pouca oferta e preços altos: como enfrentar a procura de casa
Encontrar casa é, hoje, uma verdadeira prova de resistência.
Procura de habitação junto a Lisboa resiste às rendas elevadas
A vontade de viver junto à cidade de Lisboa não é apenas visível no mercado de compra e venda. O mesmo se observa no mercado de arrendamento, com os concelhos periféricos à capital a dominar a lista de 10 municípios mais procurados para arrendar casa no verão de 2025. Os dados mais recentes do idealista (editor deste boletim) sugerem que a procura de habitação junto a Lisboa continua em alta apesar das rendas das casas superarem os mil euros mensais em praticamente todos os seus municípios limítrofes.
Maioria dos concelhos preferidos têm casas à venda acima de 300 mil euros
Comprar casa em Portugal revela-se, hoje, um verdadeiro desafio devido aos altos preços sentidos, sobretudo, nos centros urbanos de Lisboa, Porto e Faro. Mas as famílias continuam a ter interesse em viver perto destas grandes cidades, com destaque para os municípios limítrofes da capital que voltaram a liderar a procura de casa a nível nacional. Acontece que, mesmo fugindo para as periferias, não se livram de suportar o elevado custo da habitação, que tende a subir por feito de contágio. Os dados mais recentes do idealista (editor desta newsletter) revelam que a grande maioria dos 50 municípios mais procurados para comprar casa têm preços medianos que superam os 300 mil euros.
Vender e arrendar casas? Imobiliário perde confiança no final de 2025
O custo da habitação continua a aumentar em Portugal, com os preços das casas à venda a atingir um crescimento recorde. Mas não se perspetiva uma subida salarial da mesma dimensão, os juros no crédito habitação tendem a estabilizar, os portugueses estão a perder poder de compra e o crescimento económico abrandou. E neste contexto os profissionais do setor estão a perder confiança no mercado de venda e arrendamento na reta final de 2025, face ao início do ano, tal como revela o mais recente Índice de Sensibilidade do Setor Imobiliário (ISSI) feito pelo idealista (editor deste boletim) a partir de um inquérito aos agentes imobiliários.
Venda de casas expresso: 12% da oferta fica menos de 7 dias no mercado
Comprar casa continua a ser desafiante para muitas famílias, ou porque os preços são demasiado elevados ou porque há falta de oferta no mercado. Ao mesmo tempo, os bancos têm mantido aberta a torneira do crédito habitação e o Governo tem lançado medidas de apoio à compra de casa por parte dos jovens, nomeadamente com a isenção de IMT e a garantia pública. Fatores que ajudam a explicar o facto de cerca de 12% das casas à venda anunciadas em setembro terem saído do mercado em menos de uma semana, mostra a análise publicada pelo idealista, o Marketplace imobiliário do sul da Europa (e editor desta newsletter).
OE2026: as novidades para a habitação e imobiliário
A existência de uma “grave crise habitacional” é assumida na proposta de Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), com o Governo a apontar como solução a existência de um travão na “escalada de preços, que passa sobretudo por um aumento decisivo da oferta habitacional”. São várias as medidas relacionadas com o setor imobiliário e com o segmento residencial que constam no documento, apresentado esta quinta-feira (9 de outubro de 2025) pelo ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, no Ministério das Finanças, tendo o mesmo já sido entregue no Parlamento, um dia antes do fim do prazo. Explicamos, em detalhe, o que vai mudar no setor.
Crise na habitação: plano do Governo custa 511 milhões aos OE até 2030
O Governo está determinado em reforçar a oferta pública de imóveis a custos acessíveis, de forma a dar resposta à falta de casas no mercado. E apesar de haver dinheiro “em cima da mesa” do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e de ter sido contratado, recentemente, um empréstimo com o Banco Europeu de Investimento (BEI), é preciso mais financiamento, pelo que os vários Orçamentos do Estado (OE) terão de suportar 511 milhões de euros até 2030.
Comprar casa em Portugal? Oferta está só 5% acima do mínimo histórico
A venda de casas em Portugal está a ocorrer a bom ritmo em Portugal, absorvendo rapidamente o stock existente no mercado, sejam casas novas ou usadas. Prova disso é que a oferta de habitação à venda no país está a cair, mantendo-se muito próxima do mínimo histórico registado no terceiro trimestre de 2022. Aliás, segundo a análise mais recente do idealista (editor desta newsletter), o número de casas para venda em Portugal no segundo trimestre de 2025 está apenas 5% acima do menor stock registado nos últimos anos.
Falta de casas acessíveis: a receita de Bruxelas para resolver a crise
A habitação está no topo das preocupações da sociedade portuguesa, com as casas à venda cada vez mais caras e rendas altas, dificultando o acesso a uma casa digna por quem tem salários baixos ou médios. Mas este não é um problema só de Portugal, estendendo-se a todo o continente europeu.
Casas à venda em Portugal: oferta cai 26% desde o máximo de 2020
O mercado da habitação em Portugal apresenta uma escassez de imóveis, sobretudo, a preços acessíveis. E tudo indica que há cada vez menos casas disponíveis para comprar no país, numa altura em que a procura está bem elevada. A oferta de casas à venda no país caiu 26% desde o máximo histórico atingido no final de 2020, tal como revelam os dados até ao segundo trimestre de 2025 analisados pelo idealista, editor desta newsletter.
Habitação no Grande Porto está mais dinâmica – mas preços sobem
O mercado residencial do Grande Porto está mais dinâmico do que há um ano. Há mais empreendimentos a nascer, novas centralidades a emergir e mais casas vendidas. A nova construção tem vindo a impulsionar e a diversificar a oferta habitacional na metrópole da Invicta.
IMT Jovem já fez um ano: procura de casas à venda dispara e oferta cai
A vida dos jovens que querem comprar casa em Portugal mudou há cerca de um ano, quando que entrou em vigor a isenção de IMT e de Imposto de Selo. De lá para cá, já mais de 40 mil jovens beneficiaram desta medida do Governo, que ajuda a poupar milhares de euros em impostos. A verdade é que a procura de casas à venda até 324.058 euros – o limite para beneficiar da isenção total dos impostos – disparou no último ano, ajudando a oferta de habitação a cair, mostram os dados do idealista, editor desta newsletter.