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Futuro da reabilitação urbana ameaçado pela incerteza: encomendas abrandam em março

A produção contratada registou ainda uma "quebra abrupta" de 20%, em comparação com março de 2019, segundo a AICCOPN.

Photo by Nolan Issac on Unsplash
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Autor: Redação

Os construtores estão preocupados com o futuro setor e referem mesmo que as “perspetivas para os próximos meses ensobram a reabilitação urbana”. As palavras são da Associação de Industriais de Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), que esta segunda-feira (20 de abril de 2020), em comunicado, dá nota de que em março já se verificou uma retração do mercado, com a carteira de encomendas a cair 0,4%.

Em março, atendendo à informação obtida no inquérito mensal à Reabilitação Urbana, realizado pela AICCOPN aos empresários do setor que atuam neste segmento de mercado, “constata-se já uma retração no sentimento dos empresários em relação à perspetivas para os próximos meses apesar de, ao nível da atividade realizada, ainda não se ter sentido a plenitude dos efeitos da declaração de Estado de Emergência que, recorda-se, não determinou a suspensão das obras”, refere a associação.

No que diz respeito ao nível de atividade das empresas, apesar de se verificar em março uma quebra de 1,4% face ao mês anterior, “em termos homólogos, ou seja, comparando com março de 2019, os dados traduzem uma variação deste indicador praticamente nula (-0,01%)”. Relativamente ao índice da carteira de encomendas, que mede a opinião dos empresários quanto ao nível das obras em carteira, diz a AICCOPN que “foi interrompida a série de 7 meses consecutivos de crescimento, ao registar-se uma redução de 0,4%, em termos homólogos”.  

Quanto à produção contratada, ou seja, o tempo assegurado de laboração a um ritmo normal de produção, em março, “apurou-se uma quebra abrupta de 20% em termos homólogos, para 6,6 meses, com os empresários a revelarem uma grande preocupação na concretização das obras em carteira”.