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Lisboa: Câmara requalifica Alfama e Madragoa e mantém aposta na Zona Ribeirinha

Gtres
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Depois do sucesso que foi a requalificação do bairro da Mouraria, que ainda não está 100% concluída, a Câmara Municipal de Lisboa centra agora atenções noutros bairros típicos, como Alfama ou Madragoa. Já a Frente Ribeirinha é e continuará a ser alvo de obras de melhoramentos. Perto do Parque das Nações recomeçaram as obras no empreendimento “Jardins Braço de Prata”, que há muito estavam paradas. 

Lisboa tem estado nas bocas do mundo. Os turistas dão nota positiva à capital e a autarquia enaltece o facto de a cidade ser reconhecida internacionalmente. “É muito relevante que Lisboa seja uma das melhores cidades do mundo para se viver, conforme revelam estudos recentes”, diz Manuel Salgado, vereador da Câmara Municipal de Lisboa, em entrevista ao idealista News Portugal

"Estamos a trabalhar em vários bairros"

A autarquia aposta forte na reabilitação urbana. Um caso de sucesso é a requalificação da Mouraria. Mas será que há outros bairros alvos de obras? “Estamos a trabalhar em vários bairros. Continuamos a fazer projetos na Mouraria, como a transformação do antigo Hospital do Desterro e uma grande residência para estudantes, uma obra que já começou. Em Alfama estamos a investir bastante em termos de reabilitação e na Madragoa acabámos agora um plano, que está na Assembleia Municipal”, revela o Manuel Salgado.

(Vista geral de Alfama)

Obras na Frente Ribeirinha em 2014 e 2015

A Frente Ribeirinha também continua a sofrer obras de reabilitação. Segundo o vereador, os trabalhos na Ribeira das Naus estão praticamente concluídos. “A seguir começamos com o Cais do Sodré, o projeto está concluído e as obras começam em 2015. No Campo das Cebolas há uma obra que deve começar em 2015, que é o parque de estacionamento. O arranjo dos exteriores também deve ser nessa altura. E depois há o Terminal de Cruzeiros de Santa Apolónia. Penso que as obras começam ainda este ano. Queremos crescer para um lado e para o outro na Zona Ribeirinha”, conta. 

(Cais das Colunas, no Terreiro do Paço)

Avenida 24 de julho, a nova Expo?

Quando questionado sobre se seria exagerado afirmar que a Avenida 24 de julho poderia tornar-se num novo Parque das Nações – como preveem algumas consultoras –, Manuel Salgado é claro: “Se calhar não. Tem vantagens de localização ainda melhores: tem a mesma relação com o rio, é virada a sul em vez de ser a nascente e está mais perto do centro. É uma área que tem um potencial de valorização muito grande”. 

“Jardins Braço de Prata” com edifícios prontos no final do ano

Na outra ponta da cidade, na direção Parque das Nações-Terreiro do Paço, também há novidades. O empreendimento “Jardins Braço de Prata”, do arquiteto italiano Renzo Piano, voltou a ganhar vida. As obras, que começaram em 2010 mas pararam, “recomeçaram há cerca de um mês e pouco”. “Está previsto dentro de dias o pau de fileira do primeiro bloco. O projeto demorou mutos anos a ser aprovado, já o foi por este executivo, e a obra começou, mas com o estalar da crise parou. Agora recomeçou”, adianta o responsável. 

Colado a este projeto encontra-se um outro, o da Matinha. Segundo Manuel Salgado, o “projeto do Braço de Prata está em obra e deve ter edifícios prontos no final do ano” enquanto o da Matinha “está a acabar a aprovação de loteamento”, por isso está “um pouco mais atrasado”. 

(Maquete do projeto "Jardins Braço de Prata")

“Estamos abertos a tudo na Avenida da Liberdade”

Na moda voltou a estar a Avenida da Liberdade, que tem motivado o interesse de muitos investidores, sobretudo estrangeiros. Manuel Salgado revela que ainda “há espaços que podem ser reutilizados”. “Falou-se na reutilização da sede da EPAL, que tinha um projeto para transferir a sua sede para os Olivas. Há também um edifício ao lado que pertence a um banco, que era o antigo Centro Comercial Guérin e que está à venda. Têm aparecido vários interessados”, conta.

Mas o que faz mais falta atualmente na Avenida da Liberdade? “Estamos abertos a tudo. Desde um hotel, edifícios tipo armazéns, apartamentos… Tudo é possível, desde que o projeto seja uma mais-valia. Também a antiga Loja do Cidadão dos Restauradores está vazia, porque o Estado considerou que a renda era muito elevada”, recorda. 

(Vista da Praça do Marquês de Pombal e da Avenida da Liberdade desde o Parque Eduardo VII)

Vê em baixo uma galeria de imagens com projetos de reabilitação já realizados ou que estão ainda a ser realizados por parte da CML.