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Queres trabalhar num dos escritórios mais “cool” do mundo? A Uniplaces está a contratar...

Autores: @Frederico Gonçalves, Luis Manzano, Ione Ibabe

Assim que se começa a subir a escadaria que conduz ao escritório da Uniplaces em Lisboa, em plena Estação do Rossio, fica-se com a ideia de que o que vai acontecer a seguir é uma experiência única. Nem mais. O ambiente jovem e descontraído, a par da decoração mostram, desde logo, que o espaço promete. Não é de estranhar, por isso, que a startup portuguesa tenha um dos escritórios mais “cool” do mundo, segundo o ranking da edição de 2016 dos World’s Coolest Offices, da revista nova-iorquina Inc. E a empresa dedicada ao alojamento de estudantes está a contratar, havendo mais de 40 posições abertas até final do ano.

Desde que foi lançada, em 2012, que a Uniplaces foi das startups portuguesas que mais financiamento conseguiu angariar, totalizando até agora um investimento de cerca de 28 milhões de euros. Foi uma das primeiras empresas a integrar a Startup Lisboa – na Rua da Prata – e tem vindo a crescer ano após ano. Em março, a plataforma online para alojamento de estudantes universitários mudou de “quartel general”, e agora está na estação do Rossio, após um projeto do gabinete de arquitetura Paralelo Zero.

“A nossa ideia sempre foi procurar um local no centro da cidade”, começa por dizer em entrevista ao idealista/news Miguel Santo Amaro, um dos três fundadores da Uniplaces. “Não sei se na altura estávamos à espera que fosse mesmo na estação do Rossio, mas quando encontrámos o espaço apaixonámo-nos e percebemos que, com algumas mudanças que eram mais ‘corporate’, podíamos fazer uma transformação muito interessante”, conta. 

"Quando encontrámos o espaço apaixonámo-nos e percebemos que com algumas mudanças que eram mais ‘corporate’ podíamos fazer uma transformação muito interessante"

O responsável considera que a mudança de escritórios “foi uma aposta ganha” e revela que a empresa tem a ideia de “trabalhar a cultura da organização, o que nem sempre é fácil”. 

“Temos uma cultura bastante colaborativa, bastante aberta, e isso vê-se na forma como trabalhamos. Não há ‘fixing areas’, ninguém tem gabinetes, só open spaces. As salas são todas de vidro para haver grande comunicação e transparência entre as várias equipas. A ideia é conseguir promover ainda mais esse espírito de equipa e de colaboração e o escritório é hoje ainda um sítio para inspirar e para promover esse tipo de trabalho”, explica.

“Espero continuar pelo menos mais três anos aqui”

A sede da Uniplaces é também um dos escritórios mais “cool” do mundo devido ao enfoque dado às questões ambientais. Algo que é bem visível e que Miguel Santo Amaro faz questão de enaltecer. 

"Estamos muito satisfeitos e espero continuar pelo menos mais três anos aqui, depois logo se vê"

“Neste espaço onde estamos, a ideia era criar um jardim vertical natural, que era algo que faria sentido ter. E depois foi adaptar o espaço à nossa cultura, aos valores que temos, um pouco criativos. Pensar ‘outside of the box’ e não ter o escorrega típico que várias startups têm. Tentámos fugir para as redes. A ideia foi deitar o máximo de paredes abaixo e criar um minicasulo, que é a nossa biblioteca, para promover o espírito de aprendizagem e de partilha, o que tem corrido bastante bem. Estamos muito satisfeitos e espero continuar pelo menos mais três anos aqui, depois logo se verá”.

Quase 150 trabalhadores e mais a caminho

O jovem empreendedor português revela que a empresa tem atualmente entre 130 e 150 colaboradores, “dependendo das épocas altas ou baixas”, bem mais que no ano passado, quando havia cerca de 60 colaboradores. “[Os colaboradores são] provenientes de cerca de 17, 18 nacionalidades e 40% são mulheres”, adianta.

A expetativa é de crescimento, uma tendência que se tem verificado anualmente. “Temos mais de 40 posições abertas que pretendemos fechar, pelo menos a grande maioria, nos próximos três meses", revela o empreendedor, frisando que a empresa está "numa boa fase”.