Dívida a fornecedores do Estado voltou a aumentar no ano passado

Dívida a fornecedores do Estado voltou a aumentar no ano passado

Entre 2011 e 2016, segundo os especialistas da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), assistiu-se a uma “redução significativa" no nível de pagamentos em atraso das administrações públicas. Em cinco anos, o “stock” de dívida passou de 4.724 milhões para 854 milhões de euros, mas 2017 veio inverter essa tendência. No ano passado o total de pagamentos em atraso voltou a aumentar.
Contribuintes gastaram 14,6 milhões para salvar bancos

Contribuintes gastaram 14,6 milhões para salvar bancos

A fatura é de milhões, mas não ficará por aqui. Números do Tribunal de Contas (TdC) revelaram que entre 2008 e 2016 os contribuintes gastaram cerca de 14,6 milhões de euros para salvar a banca. A maior ameaça? O BNP, que deve muito dinheiro à Caixa Geral de Depósitos (CGD).
Estado já recebeu mais 1.763 milhões em impostos que em 2016

Estado já recebeu mais 1.763 milhões em impostos que em 2016

Entre janeiro e setembro, entraram nos cofres do Estado 31.078 milhões de euros em impostos, mais 6% (1.763 milhões) que no mesmo período do ano passado. O aumento da receita fiscal é explicado pelo maior ganho com impostos diretos, com destaque para o IRC, que registou um crescimento da ordem dos 22%.

Estado poupa 60 milhões de euros em juros por ano com reembolsos ao FMI

Portugal pagou antecipadamente 3.550 milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI) este verão depois de, no final de junho, os parceiros europeus terem dado luz verde para mais reembolsos deste tipo. Para compensar estas amortizações sem ter de aumentar o recurso ao mercado, o Tesouro utilizou um empréstimo concedido pelo Santander e instrumentos de retalho, e assim pode poupar cerca de 60 milhões de euros ao ano em juros.
Estado tem 4.000 imóveis sem registo

Estado tem 4.000 imóveis sem registo

O Estado e várias entidades públicas terão cerca de 4.000 imóveis por registar. Em causa estão, entre outros, prédios rústicos e urbanos que o Estado e outras entidades compraram ou expropriaram e não registaram. Este número não contempla os imóveis das autarquias, que terão também muitos problemas a este nível.
RTP gasta três milhões de euros com arrendamento e manutenção de edifícios

RTP gasta três milhões de euros com arrendamento e manutenção de edifícios

A RTP gastou mais de três milhões de euros no ano passado com o arrendamento e com a conservação de edifícios. Os custos com a reparação e conservação de espaços ascendeu aos 808.000 euros enquanto as rendas de edifícios totalizaram 698.000 euros, sendo que a este valor é preciso juntar os 1,5 milhões de euros pagos pelo edifício-sede, em Lisboa, em sistema de leasing financeiro.

Estado continua impedido de vender imóveis (e outros bens) apreendidos em processos criminais

O Gabinete de Recuperação de Ativos (GRA) da Polícia Judiciária (PJ) criou, em outubro de 2012, o Gabinete de Administração de Bens (GAB) com o objetivo de rentabilizar o património apreendido em processos criminais, ou seja, para o vender. Passados quase quatro anos, foram apreendidos bens, entre os quais imóveis, avaliados em 222 milhões de euros, mas o GRA continua sem poder vendê-los.

Estado gasta 8,3 milhões de euros por mês em rendas de imóveis

O Estado é, ao mesmo tempo, um dos maiores proprietários e inquilinos de Portugal. Por mês, em média, o arrendamento de imóveis a privados custa à volta dos 8,3 milhões de euros ao erário público, sendo que no primeiro trimestre deste ano tinha perto de 1850 rendas ativas, segundo o último relatório do Sistema de Informação de Imóveis do Estado (SIIE), da Direção-Geral do Tesouro.
IMI: Barragens passam a pagar imposto

IMI: Barragens passam a pagar imposto

As barragens vão passar a pagar Imposto Municipal Sobre Imóveis (IMI), após a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) ter esclarecido as interpretações sobre este tipo de infraestruturas. Em causa está a parte edificada da barragem: os terrenos e construções. Ou seja, o edificado das barragens está mesmo sujeito a imposto, mesmo quando construído no domínio público.

Banif na mira do Ministério Público

O Ministério Público está a analisar "os elementos que têm vindo a público relacionados com a situação do Banif". O Governo e o Banco de Portugal optaram no domingo por vender o Banif ao Santander Totta, no âmbito da medida de resolução aplicada ao banco, cuja maioria do capital pertencia ao Estado português, de forma a impedir a sua liquidação.
Santander Totta é o novo dono do Banif: que ganham e perdem clientes e contribuintes?

Santander Totta é o novo dono do Banif: que ganham e perdem clientes e contribuintes?

O Santander Totta é a partir de hoje o novo dono do Banif, tornando-se no segundo maior banco privado a operar em Portugal. A entidade pagou 150 milhões de euros pelos balcões do Banif e outros negócios bons, que o Estado português estava a tentar vender. A fatura da intervenção pública no banco totaliza, para já, 2.930 milhões para os contribuintes e o primeiro-ministro garante que não irá superar este valor.

Afinal os portugueses podem mesmo vir a pagar falhanço da venda do Novo Banco

O Governo sempre garantiu e teima em insistir que o Novo Banco não terá custos para os portugueses, mas esta realidade é cada vez mais difícil de assegurar. Em vias de falhar a venda do "banco bom" do antigo BES, há um buraco iminente nos cofres do Estado de, pelo menos, 3,9 mil milhões de euros correspondentes à amortização do empréstimo efetuado ao Fundo de Resolução no âmbito do processo de resolução do Banco Espírito Santo.