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Estado encaixa 56 milhões em três meses com venda de imóveis a privados

Autor: Redação

No primeiro trimestre, a Estamo, empresa do grupo Parpública que gere o património imobiliário do Estado com o objetivo de o rentabilizar, encaixou 56 milhões de euros em alienação de imóveis a privados. Algo que só foi possível com a chegada em força de investidores estrangeiros.

Segundo o Observador, entre janeiro e março, a empresa pública de imobiliário encaixou uma receita mais alta que a conseguida nos últimos 15 anos, isto considerando apenas as vendas de imóveis a entidades fora do Estado.

Depois de anos a comprar imóveis a departamentos públicos, com recurso a empréstimos bancários que acabaram por pesar no défice, a Estamo está a começar a tirar partido da retoma do mercado imobiliário, pelo menos nas zonas mais procuradas sobretudo por investidores estrangeiros, com Lisboa à cabeça, escreve e a publicação.

O principal comprador de imóveis do Estado foi o grupo imobiliário belga Krest, através da Krestlist. O negócio em causa envolveu 10 imóveis em zonas nobres da capital, incluindo a antiga Alfândega de Lisboa, por 46,5 milhões de euros.

Para as contas do primeiro trimestre entram ainda imóveis em Lisboa alienados por quase 10 milhões de euros à KSHG Real State Investments. Trata-se de uma imobiliária portuguesa lançada em 2013 por residentes de Macau que tem estado muito ativa na compra de património à Câmara Municipal de Lisboa.

Entretanto, a Estamo colocou no mercado mais 25 imóveis localizados sobretudo em Lisboa, Porto e Setúbal com preços de referência que superam os 60 milhões de euros. O prazo para apresentar ofertas já terminou para cerca de metade destas propriedades, mas fonte oficial da Parpública revelou que ainda “decorrem negociações com os interessados nos vários imóveis, sujeitas a reserva, pelo que qualquer informação será divulgada após a assinatura dos contratos promessa de compra e venda”.

Ainda estão à venda 13 imóveis que vão à praça com preços de referência que rondam os 40 milhões de euros e cujo prazo final para a apresentação de ofertas termina a 7 de julho, refere o Observador.