Ursula Von der Leyen reeleita presidente da CE – habitação é prioridade
A presidente da Comissão Europeia (CE) foi, esta quinta-feira (18 de julho de 2024), reconduzida no cargo, para um novo mandato de cinco anos. Ursula von der Leyen reforça a votação de há cinco anos, com 401 votos a favor dos eurodeputados (acima dos 360 necessários), 284 contra, 15 abstenções e 7 votos nulos. Momentos antes de ser reeleita, anunciou a criação de duas novas pastas de comissários europeus, um para gerir migrações no Mediterrâneo e um para a Habitação, visando maior acessibilidade na União Europeia (UE).
Venda de casas em Portugal desce 18,7% e atinge mínimo desde 2017
Em 2023, o mercado de compra e venda sentiu – e muito - os efeitos das mudanças económicas, marcadas por uma elevada inflação e subida de juros nos créditos habitação.
Comprar casas baratas? Nestes 10 municípios portugueses é possível
Há famílias que procuram mudar de vida para o interior do país. Aqui encontram maior paz, contacto com a natureza, comunidades acolhedoras e paisagens de cortar a respiração. Mas não só. Também é aqui que conseguem ter melhor qualidade de vida e uma menor ginástica financeira, desde logo porque encontram casas à venda bem mais baratas do que nos grandes centros urbanos ou no litoral. Aliás, é nos distritos situados no interior de Portugal onde se encontram os 10 municípios mais baratos para comprar casa.
Comprar casa: descobre os preços por município neste mapa
A crise no acesso à habitação têm marcado os noticiários nos últimos tempos, com os elevados preços e a falta de oferta no cerne do problema. A verdade é que é nos grandes centros urbanos onde a crise se acentua, já que à medida que se viaja para o interior do país encontram-se casas cada vez mais baratas, podendo mesmo custar menos de 30 mil euros. Descobre os preços das casas vendidas em cada município do país neste mapa preparado pelo idealista/news, tendo por base os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Estrangeiros compram casas 39% mais caras que portugueses
A compra de casas em Portugal por estrangeiros caiu no início de 2024, coincidindo com o fim do regime de Residentes Não Habituais (RNH) nos antigos termos e do programa vistos gold para investimento imobiliário.
Preço das casas abranda em Portugal - mas acelera em 14 municípios
A venda de casas em Portugal continuou a cair no arranque de 2024, apesar de o clima económico estar mais estável, a inflação estar a descer e os juros do crédito habitação também. Este arrefecimento da procura de casa tem efeito sobre o custo da habitação, provocando uma desaceleração na subida dos preços. É isso mesmo que mostram os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) esta terça-feira divulgados: o preço das casas vendidas no país voltou a abrandar no início deste ano, tendo subido apenas 5% face ao período homólogo. Mas este não é um cenário visível em todo o país, já que o preço das casas acelerou em 14 dos 24 municípios mais populosos.
Casas à venda em Portugal: oferta volta a subir 10% no 2º trimestre
A venda de casas em Portugal continuou a cair no arranque de 2024, apesar de os juros no crédito habitação já estarem a descer há vários meses. Esta menor procura de casas à venda no país está a ter impacto na evolução dos preços, que têm vindo a subir de forma mais lenta. E também se tem refletido no aumento da oferta de habitações disponíveis para comprar. É isso mesmo que mostram os dados analisados pelo idealista, o principal Marketplace imobiliário do sul da Europa e editor deste boletim: o stock do parque habitacional português disponível para vender no segundo trimestre de 2024 subiu 10%, face ao que estava disponível no mesmo período de 2023.
Preço das casas a subir – e país mantém-se “atrativo para estrangeiros”
Os preços das casas em Portugal continuam a aumentar, tendo crescido, no primeiro trimestre do ano, 6,5% a 12 meses, 2,5% a seis meses e 2,9% a três meses, segundo o Global House Price Index, da Knight Frank. Portugal ocupa, de resto, o 14º lugar do ranking, entre 56 países analisados, encontrando-se à frente, por exemplo, de França, Alemanha, Suíça e EUA.
Preço das casas recupera na Europa – e subida abranda em Portugal
Depois de terem passado quase um ano a descer, os preços das casas na Europa já estão a dar claros sinais de recuperação, tendo descido apenas 0,4% na zona euro e subido 1,3% na União Europeia (UE) no primeiro trimestre de 2024 face ao período homólogo. Já em Portugal os preços das casas continuam a subir, mas de forma mais lenta, revelam os dados do Eurostat esta sexta-feira divulgados.
Casas à venda em Portugal: preço volta a subir 2,8% no 2º trimestre
As casas à venda em Portugal continuam a ficar mais caras (embora a menor ritmo), agravando cada vez mais o problema de acesso à habitação que hoje assola o país. É isso mesmo que revela o índice de preços do idealista, editor deste boletim: o preço das casas em Portugal subiu 2,8% no segundo trimestre do ano face ao trimestre anterior, uma evolução que fixou o custo mediano da habitação nos 2.683 euros por metro quadrado (euros/m2) no final de junho. Este é um cenário visível em quase todo o território português, já que as casas ficaram mais caras em 18 capitais de distrito entre abril e junho, com Ponta Delgada a liderar as subidas (8%). As casas também ficaram mais caras em Lisboa (1,3%) e no Porto (0,9%). Já em relação à variação anual, os preços das casas no país subiram 7%.
Preços das casas voltam a subir a nível global: porquê?
Está em curso um novo ciclo de alta no setor imobiliário? Em abril, o índice de preços das casas em todo o mundo, excluindo a China, subiu mais de 3% em termos homólogos. Os preços das casas nos EUA estão 6,5% mais altos do que há um ano, os da Austrália aumentaram 5%, e em Portugal seguem a mesma tendência. Em outros países, o mercado parece surpreendentemente forte, face às altas taxas de juros.
As casas mais caras à venda em Portugal: preço subiu 6,5% num ano
No mercado habitacional português, há casas à venda por valores compatíveis com os salários das famílias (embora a oferta seja escassa). E há também aquelas habitações que se encontram entre as mais caras de todas, que só as famílias mais endinheiradas têm poder de compra para as adquirir. A análise mais recente do idealista - editor desta newsletter - revela que as casas à venda que apresentam os preços mais elevados do mercado (10% do total da oferta) estão a ficar ainda mais caras, já que o preço subiu 6,5% em abril de 2024 face ao mesmo mês do ano anterior. A subida do preço destas habitações mais exclusivas do país foi equivalente à registada pelo mercado como um todo, cujo aumento se fixou em 6,4% neste período
Preços das casas na Alemanha acumulam 18 meses de queda
O preço dos imóveis residenciais na Alemanha caiu 5,7% no primeiro trimestre de 2024 face ao período homólogo de 2023, após a queda de 7,2% no último trimestre de 2023, alargando assim a sequência de descida dos preços das casas na Alemanha para seis trimestres consecutivos.
De
Fim do RNH e vistos gold impacta compra de casas por estrangeiros
O bom clima, segurança e qualidade de vida que Portugal oferece parece não ser suficiente para continuar a atrair estrangeiros para viver no nosso país. Isto porque, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a venda de casas a compradores internacionais caiu na ordem dos 20% no início de 2024 face ao trimestre anterior. E, por conseguinte, entrou menos capital estrangeiro no mercado residencial português. O que salta à vista é que esta queda na compra de casas em Portugal por estrangeiros coincide com o fim do regime para Residentes Não Habituais (RNH), nos antigos termos, e o término dos vistos gold para investimento imobiliário. Este impacto do fim dos benefícios fiscais no mercado residencial já havia sido, de resto, antecipado pelos especialistas ouvidos pelo idealista/news.
Venda de casas volta a cair no início de 2024 – subida de preço abranda
A recente descida dos juros no crédito habitação, por si só, não está a estimular a compra de casas em Portugal. Isto porque nos primeiros três meses de 2024 foram vendidas menos 4,1% de habitações do que no trimestre homólogo. Esta menor procura por casas à venda também continua a refletir-se nos preços das habitações: embora tenham subido 7% entre estes dois momentos, este foi o “aumento de preços menos expressivo desde o primeiro trimestre de 2021”, destacou o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta sexta-feira.
Mais casas (e mais baratas) com reabilitação de devolutos do Estado
O Estado é um dos maiores proprietários do país, estando muitos dos seus imóveis subtilizados e degradados. Afinal, ao longo dos últimos anos faltaram iniciativas para recuperar estes imóveis públicos devolutos e colocá-los no mercado residencial, apesar de a crise da habitação em Portugal se continuar a agravar a olhos vistos. Foi neste sentido que o Governo de Montenegro propôs criar um regime legal para que haja uma “injeção semiautomática de imóveis devolutos” públicos no mercado, sobretudo para habitação. Esta é uma medida “fundamental”, que tem potencial de subir a oferta de habitação, promover a reabilitação dos centros urbanos e até de reduzir o preço das casas, defendem os especialistas de mercado ouvidos pelo idealista/news. O grande desafio está na articulação da medida entre o Estado, as autarquias e os privados, apontam.
Jovens vão comprar mais casas em Portugal com isenção do IMT
Os jovens até aos 35 anos já vão poder comprar casa em Portugal sem ter de pagar IMT e Imposto de Selo, depois de a proposta do Governo de Montenegro ter sido aprovada no Parlamento esta quarta-feira, dia 12 de junho. Esta é uma medida “positiva” que vai facilitar o acesso à habitação por parte dos jovens e que tem potencial para impulsionar a compra de casas por estas famílias, admitem os vários especialistas ouvidos pelo idealista/news. Mas também alertam que há riscos a serem considerados, nomeadamente o potencial de subir ainda mais o preço das casas por via do aumento da procura, e ainda o facto de abranger a população jovem que não precisa de apoio para adquirir casa.
Procura de casa online tem “forte” impacto sobre preços da habitação
É de conhecimento geral que os preços das casas em Portugal têm vindo a subir nos últimos anos devido ao desequilíbrio entre a alta procura face à oferta estruturalmente escassa. E uma análise do Banco de Portugal (BdP) revela agora que basta haver procura de casas online para que haja impacto em alta sobre os preços, mesmo sem transações em causa. Em concreto, o regulador observou uma “forte correlação” entre a pesquisa de casas online e os preços no mercado residencial português. Mais: as pesquisas desde os EUA e de França também têm impacto.
Comprar casa em Portugal ficou 1,2% mais caro em maio
O acesso à habitação continua a agravar-se em Portugal por via do aumento do preço das casas à venda, gerado pelo desequilíbrio entre a alta procura e a escassa de oferta de habitação. Depois de terem passado alguns meses a estabilizar, devido à queda na venda de casas, os preços das casas em Portugal subiram 1,2% em maio face ao mês anterior. Segundo o índice de preços do idealista, comprar casa tinha um custo mediano de 2.654 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de maio deste ano. Já em relação à variação anual, os preços das casas em Portugal subiram 6,9%.
Empresas públicas e privadas reforçam compra de casas - quanto?
Quem mais compra casas em Portugal são as famílias portuguesas (e também estrangeiras). Mas a verdade é que há uma percentagem de habitações que é adquirida por entidades, como empresas públicas e privadas, e por ainda instituições sem fins lucrativos.
Preço dos imóveis comerciais volta a crescer menos que preço das casas
Os preços dos imóveis comerciais aceleraram em 2023 para 5,5%, mais 1,3 pontos percentuais (p.p.) do que em 2022. Mas continuam a apresentar um crescimento mais lento face aos preços das casas, que aumentaram 8,2% nesse mesmo ano.
UE tem poder limitado para resolver crise da habitação na Europa
A crise da habitação que assola Portugal também se sente por toda a Europa, refletindo-se nos altos preços das casas e na falta de oferta quer para comprar, quer para arrendar.
Viver no campo: a moda da pandemia virou tendência no pós-covid?
O modo de vida dos portugueses foi – e muito – moldado pela pandemia da Covid-19. Os confinamentos mostraram a importância de viver em casas com áreas maiores e com espaços ao ar livre. E o teletrabalho, que se massificou em 2020, criou a possibilidade de trabalhar à distância. Tudo isto acabou por criar uma tendência em Portugal: viver no campo, em contacto com a natureza e longe dos grandes centros urbanos. Até porque aqui as casas para comprar tendem a ser mais baratas. Mas será que esta tendência veio para ficar? Ao que tudo indica, sim (e até está reforçada): os dados do idealista/data revelam que a procura de casas à venda disparou em 81% dos concelhos com menos de 10 mil habitantes entre o início de 2020 e o arranque de 2024. E contam-se mesmo 48 municípios menos populosos do interior e ilhas onde o interesse em adquirir casa mais que duplicou neste período.
Construção de casas com IVA a 6% deve sentir-se “em baixa nos preços”
A obras de reabilitação e construção de casas vão ter o IVA reduzido para 6%, estando previstos limites em função dos preços. Esta é uma das 30 medidas incluídas no novo programa do Governo de Montenegro para dar resposta à crise habitacional que o país enfrenta. “Queremos que este ganho em IVA seja repercutido, de facto, na baixa de preços para quem compra", disse Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e Habitação. Esta é uma medida que deverá ser aplicada até ao final da legislatura.
Crise na habitação? Há mais de 154 mil casas vazias e... sem "dono"
A crise da habitação em Portugal tem duas faces, como uma moeda. A alta procura de casas está na “cara”. E a falta de oferta de habitação é a “coroa”, o núcleo estrutural do problema. Acontece que há mais casas para vender ou arrendar sem necessidade de obras do que carências habitacionais em Portugal, marcadas sobretudo por situações de sobrelotação, tal como concluiu o Instituto Nacional de Estatística (INE) na sua análise à Habitação publicada esta quarta-feira, dia 8 de março. Ainda assim, Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e da Habitação, diz que é preciso “construir e reabilitar mais” casas no país. O que está em falta em Portugal são casas no mercado a preços acessíveis e compatíveis com os salários das famílias.