Hoje, pedir crédito habitação para comprar casa está em alta. Mas várias regras do jogo mudaram em abril, com a introdução de novos prazos limite de pagamento consoante a idade e com a escalada das taxas Euribor. Será que a mudança de cenário poderá afastar as famílias do mercado? Segundo o Banco de Portugal (BdP), não. Isto porque as expectativas apontam para um “ligeiro aumento da procura de empréstimos para habitação” no segundo trimestre de 2022.
As taxas Euribor fazem parte do léxico obrigatório a saber por quem quer ou vai pedir um crédito habitação. E muito se tem falado sobre as taxas de juro Euribor, que têm andado em terreno negativo nos últimos anos, mas que voltaram esta terça-feira (12 de abril de 2022) – a taxa a 12 meses – a valores positivos. Um cenário que já era esperado e que ganhou força com o eclodir da guerra na Ucrânia. O que poderá significar esta subida? Que impacto terá na prestação da casa a pagar ao banco? O que são, afinal, as taxas Euribor? Explicamos tudo.
Desde o início do ano que as taxas Euribor têm dado sinais de subida, uma tendência que se tem vindo a agravar depois de eclodir a guerra da Ucrânia e de o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras já em 2022 para travar a inflação na Zona Euro.A verdade é
A subir desde o início do ano. Esta é a trajetória que as taxas Euribor têm assumido em 2022, uma evolução que acelerou ainda mais em março, dias depois de eclodir a guerra na Ucrânia.
A subida generalizada dos preços faz-se sentir na carteira dos portugueses, espelhando-se na conta do supermercado, na fatura dos combustíveis e da energia. E poderá também refletir-se na prestação da casa a pagar ao banco? Sim.
A prestação da casa, ou seja paga todos os meses pelos clientes ao banco pelo crédito habitação, vai subir em abril nos contratos indexados à Euribor a seis e a três meses, face às últimas revisões, segundo a simulação da Deco/Dinheiro&Direitos.Um cliente com um empréstimo no valor de 150 mil eu
A incerteza paira sobre o clima económico e financeiro atual, marcado pela guerra da Ucrânia, num contexto agravado pela crise gerada pela pandemia. E são várias as dúvidas que se levantam.
Os limites na duração dos novos créditos habitação em função da idade levará a que o empréstimo tenha uma prestação da casa 12% mais cara para clientes com mais de 35 anos, segundo estima a BA&N.A 1 de abril de 2022 entra em vigor a recomendação do Banco de Portugal que impõe
Na hora de contratar um crédito habitação para comprar casa são vários os documentos que é necessário entregar à entidade bancária. E muitos deles são necessários para o banco conseguir calcular a capacidade de uma família pagar o crédito que pretende contratar.
A elevada inflação na Zona Euro - que atingiu os 5,9% em fevereiro de 2022 e que se vai a agravar com a guerra na Ucrânia - está a pressionar o Banco Central Europeu (BCE) a subir as taxas de juro diretoras, algo que pode acontecer em breve.
A prestação paga ao banco pelo crédito habitação sobe este mês de março nos contratos indexados à taxa Euribor a seis e a três meses, face às últimas revisões, segundo a simulação da Deco/Dinheiro&Direitos.
A subida dos juros no crédito habitação está à espreita. Os alarmes soaram depois do Banco Central Europeu (BCE) admitir uma subida da taxa de juro diretora já em 2022 para travar a inflação na Zona Euro. Os mercados antecipam que as taxas Euribor podem voltar a terrenos positivos já no final do ano, uma mudança que vai afetar as prestações das famílias. Mas quanto? Contas feitas, até 2024 os encargos com a casa podem subir 993,6 milhões de euros.
Milhares de famílias portuguesas recorrem ao crédito habitação para comprar casa. E, agora, deparam-se com várias mudanças à espreita. As taxas Euribor – às quais estão indexados os créditos habitação com taxa variável - podem subir já na segunda metade do ano, à boleia de um eventual aumento da taxa de juro diretora pelo Banco Central Europeu (BCE). E, por outro lado, as idades limite para pagar o empréstimo da casa também vão mudar para quem tem mais de 30 anos, tal como anunciou o Banco de Portugal (BdP). Sabe como tudo isto vai influenciar a prestação da casa a pagar ao banco e como te podes acautelar.
Há novidades no que toca aos novos créditos habitação. O Banco de Portugal (BdP) emitiu uma recomendação macroprudencial que vem limitar os prazos máximos de pagamento dos empréstimos consoante a idade dos titulares. Esta alteração entra em vigor já a partir do próximo dia 1 de abril de 2022. E tem objetivos bem definidos: convergir a maturidade média dos novos contratos de crédito habitação para 30 anos até ao final de 2022 para, assim, diminuir os riscos de incumprimento e proteger o sistema financeiro de “potenciais choques adversos”. Mas como é que estas mudanças vão afetar a prestação mensal a pagar ao banco? Explicamos tudo com recurso a exemplos concretos.
A prestação paga ao banco pelo crédito habitação desce ligeiramente este mês de fevereiro nos contratos indexados à Euribor a seis e a três meses, face às últimas revisões, segundo a simulação da Deco/Dinheiro&Direitos.
A eventual subida das Euribor agravaria o crédito habitação, quando as famílias ainda recuperam da crise e enfrentam o aumento dos preços, com um acréscimo para 1% a significar mais 61 milhões de euros/mês pagos aos bancos.A Deco/Dinheiro&Direitos fez contas caso a Euribor passasse dos valo
A prestação paga ao banco pelo crédito habitação desce ligeiramente este mês de janeiro nos contratos indexados à Euribor a seis meses e a três meses, face às últimas revisões, segundo a simulação da Deco/Dinheiro&Direitos. Um cliente com um empréstimo no valor de 150 mil euros a 30 anos, indexado à Euribor a seis meses e com um spread (margem de lucro do banco) de 1%, passou a pagar a partir deste mês 445,83 euros, o que se traduz em menos 1,97 euros face à última revisão (julho).
Conquistar a independência e comprar uma casa - ou arrendar - é o objetivo de muitos. Mas esta mudança tem custos. Há que pagar a prestação do crédito habitação ou a renda da casa. E depois ainda há as faturas dos serviços de água, luz e gás. Mas qual é o peso destas despesas com a habitação nos orçamentos das famílias? Em Portugal, estes gastos com a casa representam mesmo a maior fatia das despesas do agregado – cerca de 19,4% em 2020, segundo os dados mais recentes do Eurostat. E olhando para os 27 estados-membros, salta à vista que Portugal é mesmo o sétimo país da UE onde os custos com a casa pesam menos no total de despesas familiares.
Mais de 60% dos proprietários de casa em Portugal não tem encargos financeiros mensais relacionados com a aquisição da habitação, segundo os resultados provisórios dos Censos 2021 divulgados esta quinta-feira, dia 16 de dezembro de 2021, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).“Os Censos 2021 -
A prestação paga ao banco pelo crédito à habitação desceu ligeiramente este mês de dezembro nos contratos indexados à Euribor a seis meses e a três meses, face às últimas revisões, segundo a simulação da Deco/Dinheiro&Direitos.Um cliente com um empréstimo no valor de 150 mil euros a 30 anos, ind
Depois de passar um ano a descer mês após mês, a taxa de juro implícita no crédito à habitação subiu para 0,803%, um valor superior em 1,8 pontos base (p.b.) ao registado em setembro (0,785%), revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta terça-feira, dia 23 de novembro de 2021.
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