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Bancos vão cortar no crédito à habitação

2014 será um ano difícil para quem quiser contrair um empréstimo para comprar casa.
Autor: Redação

Quem pediu dinheiro emprestado ao banco para comprar casa vai sentir este ano um ligeiro aumento na prestação, já que se prevê um pequeno agravamento dos juros. Mas 2014 será, sobretudo, um ano mais difícil para quem quiser contrair um novo empréstimo. Isto porque as garantias exigidas pelos bancos para o crédito à habitação são maiores e raramente asseguram a totalidade do valor da casa, dificultando a vida a quem não tem poupanças para adiantar um sinal. Por outro lado, os spreads vão continuar a agravar-se, o que fará com que nos contratos entretanto celebrados a mensalidade a pagar seja maior.

Segundo o Dinheiro Vivo, que cita alguns analistas, o maior problema está no pouco interesse dos bancos em emprestar dinheiro para a compra de casa. “Vão manter as margens de lucro altas e continuar a apertar as garantias pedidas às famílias”, disse Filipe Garcia, analista da Informação em Mercados Financeiros (IMF), salientando que os bancos “não vão financiar mais de 70% do total da avaliação”. “Em alguns casos, pedir às famílias que paguem 30% do custo do imóvel é muito elevado”, explicou.

Na prática, para uma casa avaliada em 200 mil euros, o sinal pedido pelo banco seria de 60 mil euros, um valor impossível de pagar para muitos portugueses.

“Mais sorte” têm os portugueses que já estão a pagar um empréstimo pela casa. Segundo Filipe Garcia, as subidas na prestação serão muito ligeiras. “Não voltaremos a ver uma taxa Euribor abaixo da taxa diretora (0,25%), como aconteceu em 2013, mas acredito que a subida seja muito ténue”, frisou.