Crédito à habitação: bancos mais disponíveis, mas jovens viram-se para o arrendamento

Crédito à habitação: bancos mais disponíveis, mas jovens viram-se para o arrendamento

O mercado de arrendamento está a ganhar adeptos em Portugal, mas ainda há muitas pessoas que preferem comprar casa em vez de arrendar. Os bancos, por seu turno, fecharam a torneira do crédito à habitação com a crise, mas mostram-se agora mais disponíveis para financiar a aquisição de imóveis. O problema é que os jovens parecem estar renitentes em pedir dinheiro emprestado ao banco, receando, por exemplo, ficarem desempregados.
Crédito à habitação: pagar a casa é mais caro em junho

Crédito à habitação: pagar a casa é mais caro em junho

A mensalidade a pagar ao banco pelo empréstimo da casa vai aumentar em junho. Em causa está o facto de as taxas Euribor – usadas como referência em Portugal no crédito habitação – terem aumentado em abril, à semelhança do que tem acontecido nos últimos meses. Ou seja, os contratos revistos em maio vão sofrer um agravamento nas prestações.
Prestação da casa sobe para máximos de 2012

Prestação da casa sobe para máximos de 2012

Más notícias para quem pediu dinheiro emprestado ao banco para comprar casa, já que a prestação vai aumentar em maio. Em causa está o facto de as taxas Euribor a três, seis e 12 meses estarem a aumentar, o que faz com que a mensalidade também suba. Em maio, a prestação a pagar ao banco deve atingir o nível mais elevado desde 2012.
Crédito à habitação: compensa amortizar em cinco bancos

Crédito à habitação: compensa amortizar em cinco bancos

Há cinco bancos em Portugal nos quais é preferível antecipar a amortização do crédito à habitação do que esperar pelo fim do prazo contratado. Segundo um estudo da revista da Deco Dinheiros & Direitos, publicado esta quarta-feira (dia 23), esta opção é mais vantajosa no Millennium BCP, Banco Popular, Montepio, Banco BIC e Crédito Agrícola.
Bancos começam a abrir a porta ao crédito à habitação

Bancos começam a abrir a porta ao crédito à habitação

Há três anos, quando a Troika chegou a Portugal, os bancos mostravam-se muito pouco disponíveis para emprestar dinheiro para a compra de casa. A banca tinha fechado a torneira ao crédito à habitação. Hoje, apesar das condições exigidas pela banca ainda serem bastante restritivas, o cenário mudou e há luz ao fundo do túnel para quem necessita de financiamento.
Crédito malparado na habitação em máximos históricos

Crédito malparado na habitação em máximos históricos

As famílias estão a sentir cada vez mais dificuldades para pagar a prestação da casa ao banco. Segundo dados do Banco de Portugal (BdP), o crédito de cobrança duvidosa nos empréstimos à habitação bateu um novo recorde em fevereiro, atingindo o máximo histórico de 2.446 milhões de euros, mais 0,74% que em janeiro e mais 7,85% que no período homólogo.
Crédito à habitação: bancos já baixam spreads

Crédito à habitação: bancos já baixam spreads

Boas notícias para quem está a pensar pedir dinheiro emprestado ao banco para comprar casa. Isto porque a banca está a começar a reduzir os custos no crédito à habitação: desde dezembro, seis dos 12 maiores bancos a operarem no mercado português baixaram os respetivos spreads, uma tendência que chegou este mês ao maior banco nacional, a Caixa Geral de Depósitos (CGD).
BES baixa spreads a clientes antigos que querem trocar de casa

BES baixa spreads a clientes antigos que querem trocar de casa

O BES lançou uma solução para as famílias que querem trocar de casa, mas que não o fazem devido aos custos elevados que teriam de suportar nos novos créditos. Na prática, os clientes com créditos mais antigos – anteriores a 2010 – que procuram uma casa nova perdem os spreads que tinham, próximos dos 0%, mas garantem spreads inferiores aos praticados no mercado atualmente, a rondar os 2%.
Prestação da casa vai aumentar em abril

Prestação da casa vai aumentar em abril

Más notícias para quem pediu dinheiro emprestado ao banco para comprar casa e vê em abril os respetivos contratos de crédito à habitação serem revistos. Isto porque a prestação vai voltar a ficar mais cara, sobretudo nos financiamentos indexados à taxa Euribor a três meses, que devem subir pelo quinto mês consecutivo.
Avaliação bancária das casas volta a subir

Avaliação bancária das casas volta a subir

Em fevereiro, à semelhança do que já tinha acontecido no primeiro mês do ano, o valor médio de avaliação bancária em Portugal, para fins de crédito à habitação, aumentou em termos homólogos. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), os bancos avaliaram as casas, em média, por 1.001 euros por m2 em fevereiro, menos nove euros (-0,9%) que em janeiro.
As vantagens de comprar casas de bancos

As vantagens de comprar casas de bancos

Os bancos foram acumulando muitas casas nos seus balanços. Para de “desfazerem” desses imóveis, criaram condições mais vantajosas face às concedidas nos empréstimos tradicionais para a compra de casa. Desde logo está a possibilidade de financiarem até 100% do valor da compra do imóvel. Já os spreads variam entre os 2% e os 3%, quando nos créditos relativos a casas que não estão na posse dos bancos aproximam-se dos 5%.
“Vamos voltar a ter spreads de 1%”, prevê Luís Lima

“Vamos voltar a ter spreads de 1%”, prevê Luís Lima

Os bancos fecharam a torneira do crédito à habitação, tendo, por exemplo, subido bastante os respetivos spreads nos últimos anos, o que tornou praticamente impossível pedir dinheiro emprestado ao banco para comprar casa. Para Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), a situação tende a inverter-se “dentro de um ano ou dois”.
Casas dos bancos são “lixo”, diz Luís Lima

Casas dos bancos são “lixo”, diz Luís Lima

Os bancos foram acumulando, com o passar do tempo e com o avolumar da crise, muitas casas, que ficaram na sua posse na sequência de incumprimentos com o crédito à habitação. Para Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), estes imóveis são de baixo valor e estão localizados em zonas com baixa procura.
Fisco penhorou a casa a mais de 55 mil famílias

Fisco penhorou a casa a mais de 55 mil famílias

O Fisco penhorou a casa a quase 56.000 famílias na sequência de dívidas, mas como as coloca à venda por uma fração do seu valor e o banco é primeiro credor nem sempre recupera as verbas em dívida.O caso de Célia Brissos, contado pelo Diário Económico, é revelador.