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Crédito malparado vai ter solução em breve, garante primeiro-ministro

António Costa diz que saúde do sistema financeiro é uma prioridade do atual Governo
Gtres
Autor: Redação

A solução para o problema do crédito mal parado - que está a gerar constrangimentos no sistema financeiro nacional, bem como na atividade das empresas e na economia, de uma forma global - , está para breve. A garantia foi dada pelo próprio primeiro-ministro. António Costa anunciou esta terça-feira que estão em vias de ser concluídas as negociações das autoridades nacionais com as instituições europeias neste sentido.

“Conjuntamente com o Banco de Portugal (Bdp), estamos a concluir a negociação com as instituições europeias de uma boa solução para o elevado nível de crédito malparado que importa resolver. Tal é essencial para criar melhores condições para as empresas poderem investir, mas também para que os bancos tenham melhores rácios para poderem financiar o desenvolvimento da economia”, diz António Costa, citado pela Lusa. 

António Costa falava num almoço no âmbito de um seminário económico luso-francês, no qual também esteve presente o ministro das Finanças e da Economia de França, Michel Sapin, numa intervenção em que também defendeu a tese de que a venda do Novo Banco encerrará a fase de dificuldades com o setor financeiro nacional. 

Sistema financeiro mais forte

O líder do executivo, segundo relata a agência de notícias, declarou que o seu Governo assumiu como prioridade a estabilização do sistema financeiro, afirmando que “ao longo deste ano, temos conseguido ir vencendo, passo a passo, as diferentes ameaças que ainda há um ano se perfilavam em relação ao sistema financeiro. Hoje temos um BPI e o Millenium/BCP capitalizados”.

Com o presidente do banco público, Paulo Macedo, presente na plateia, o primeiro-ministro aproveitou ainda para frisar que que a Caixa Geral de Depósitos “está em vias de concluir o seu processo de capitalização”. “E temos em fase final o processo de negociação do Novo Banco, com o que encerraremos os problemas existentes nas diferentes instituições financeiras”, acrescentou.