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Operador turístico Thomas Cook anuncia falência e deixa cerca de 600 mil turistas sem apoio

Wikimedia commons
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Autor: Redação

Com 178 anos de atividade, o operador turístico britânico Thomas Cook anunciou esta segunda-feira (23 de setembro de 2019) falência, depois de não ter conseguido encontrar, durante o fim de semana, fundos necessários para garantir a sua sobrevivência. Entrará, por isso, em “liquidação imediata”.

“Apesar dos esforços consideráveis, as discussões entre as diferentes partes interessadas do grupo e de novas fontes de financiamento possíveis, não resultaram em acordó”, referiu a empresa em comunicado. “Desta forma, o Conselho de Administração concluiu que não tinha escolha, a não ser tomar medidas para entrar em liquidação com efeito imediato”, acrecentou.

Segundo a Lusa, as autoridades terão agora de organizar um repatriamento maciço de cerca de 600 mil turistas em todo o mundo, incluindo 150 mil para a Grã-Bretanha.

O grupo precisava de arrecadar 200 milhões de libras (cerca de 227 milhões de euros) em fundos adicionais, reivindicados pelos bancos, como o RBS ou o Lloyds.

A grave situação financeira da empresa teve impacto imediato junto de clientes que gozam pacotes de férias organizados pela operadora de viagens no exterior. Estes não conseguiram sair dos complexos (hotéis e resorts), sem pagar os valores decorrentes das estadas, isto já depois de terem efetuado o mesmo pagamento à Thomas Cook, escreve a Lusa. 

Vários cidadãos que estavam de férias na Tunísia disseram no domingo à BBC que foram impedidos de sair dos hotéis.

A empresa tinha previsto assinar esta semana um pacote de resgate com o seu maior acionista, o grupo chinês Fosun, estimado em 900 milhões de libras (1.023 milhões de euros), mas tal foi adiado pela exigência dos bancos que o grupo tivesse novas reservas para o inverno.

As dificuldades financeiras da empresa acumularam-se no ano passado, mas em agosto foram anunciadas negociações com o grupo Fosun, que detém múltiplos ativos a nível mundial, nos setores de saúde, bem-estar, turismo (como o Clube Med), financeiro e até futebol (o clube inglês Wolverhampton Wanderers, treinado pelo português Nuno Espírito Santo).

Em Portugal, o grupo Fosun é dono da seguradora Fidelidade, que comprou à Caixa Geral de Depósitos (CGD) em 2014 e, através da seguradora, detém 5% da REN – Redes Energéticas Nacionais. É ainda o maior acionista do banco BCP (com 27,25%) e dono da Luz Saúde.