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Viver em Lisboa: capital portuguesa deixar de ser uma das 100 mais caras do mundo

Cidade desceu 11 posições, ocupando agora o 106º lugar de um ranking internacional que integra 209 metrópoles e mede o custo de vida para expatriados.

Mercer
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Autor: Redação

O custo de vida em Lisboa diminuiu em 2020. A capital portuguesa desceu 11 posições no ranking “Cost of Living 2020”, da consultora Mercer, sendo agora a 106ª cidade mais cara do mundo para se viver, num total de 209 metrópoles. No top 10 da lista das cidades mais caras do mundo encontram-se seis asiáticas, sendo que Hong Kong volta a liderar a tabela. Já Tunes, na Tunísia, ocupa a última posição do ranking.

Segundo o estudo, “o preço da gasolina em Lisboa (1,61 euros por litro de gasolina 95 octanas) é dos mais elevados tendo em conta as restantes cidades do ranking”. “Por outro lado, e comparativamente com a cidade mais cara do ranking, no preço médio de produtos de limpeza, que inclui antissépticos, produtos de limpeza de casa ou detergente para máquina de lavar loiça, a cidade de Lisboa apresenta um custo médio de 32,90 euros e Hong Kong, a cidade mais cara do mundo para expatriados, o valor médio é de 37,80 euros”, conclui o estudo.

Mercer
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De referir que Lisboa está, na edição deste ano do ranking, à frente de Luanda (115ª posição), capital angolana, que liderava a lista em 2017 e no ao passado encontrava-se no 26º lugar.

A segunda cidade mais cara para expatriados é Ashgabat, no Turquemenistão, enquanto Tóquio (Japão) e Zurique (Suíça) mantêm-se nos 3º e 4º lugares, respetivamente. Seguem-se, por esta ordem, Singapura (Singapura), Nova Iorque (EUA), Xangai (China), Berna (Suíça), Genebra (Suíça), e Pequim (China).

Mercer
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O estudo da Mercer, que foi desenvolvido para ajudar as organizações multinacionais e os governos a definirem estratégias de compensação para os seus colaboradores expatriados, usa Nova Iorque (EUA) como cidade base para todas as comparações. 

“O estudo inclui mais de 400 cidades em todo o mundo. O ranking deste ano inclui 209 cidades distribuídas pelos cinco continentes e analisa e compara os custos de mais de 200 itens em cada local, entre eles alojamento, transportes, comida, roupa, bens domésticos e entretenimento”, refere a Mercer, em comunicado.

Citado no documento, Tiago Borges, líder de Rewards da Mercer Portugal, referiu que a pandemia de Covid-19 teve impacto na edição deste ano do estudo: “O encerramento de fronteiras, a interrupção de voos, os confinamentos obrigatórios e outras perturbações a curto-prazo afetaram não só o preço de bens e serviços, como também a qualidade de vida dos expatriados. (...) “As súbitas alterações nas taxas de câmbio foram maioritariamente impulsionadas pelo impacto que a Covid-19 está a ter na economia global. Esta volatilidade pode afetar a mobilidade dos colaboradores nas mais variadas formas, desde a escassez e ajustamento dos preços de bens e serviços às interrupções nas cadeias de abastecimento (...)”, adiantou.