
Combustíveis, eletricidade, gás e alimentação são bens essenciais cujos preços têm aumentado nos últimos meses. A inflação disparou, e o poder de compra dos portugueses diminuiu, cenário que está a pressionar o orçamento de muitas famílias. E a verdade é que não se avizinham boas notícias para o próximo ano, uma vez que há muitos serviços cujos preços estão indexados à inflação, como rendas e contratos de manutenção. Custo de vida poderá agravar-se ainda mais.
Rendas de casas, portagens, tarifas de telecomunicações, transportes públicos, contratos de manutenção (como dos elevadores) ou pensões de alimentos. Estas são algumas das áreas que podem sofrer um novo impacto no próximo ano, o que significa mais esforço para conseguir equilibrar as contas. O jornal ECO analisou, caso a caso, quanto é que os preços podem subir em diferentes produtos e serviços. Eis um resumo do que é preciso saber para começar desde já a planear o orçamento familiar:
Rendas das casas
Os dados da inflação até julho permitem antever um forte agravamento das rendas. A taxa média de inflação nos 12 meses terminados em julho já vai em 4,79%. É em agosto que o Instituto Nacional de Estatística (INE) publica o valor final que vai contar para o cálculo. E a continuar a subir a este ritmo, as rendas das casas poderão subir 5% em 2023.
A situação está a gerar grande preocupação, e vários partidos já pediram intervenção do Governo para travar a atualização das rendas e proteger as famílias – algo que, de resto, já está a ser feito em vários países, Espanha, França ou Dinamarca. Até ao momento, o Executivo não se pronunciou sobre a matéria, mas deverá fazê-lo em breve.
Portagens
Para saber quanto é que as taxas de portagens vão subir é preciso esperar pelo valor inflação registada em outubro. É com base nesses dados, publicados pelo INE, que as concessionárias irão apresentar as propostas de atualização dos preços das portagens ao Governo. A Brisa, a principal concessionária em Portugal, já avisou que o aumento no próximo ano deverá ser “significativo”.
Transportes públicos
O preço dos transportes públicos também poderá subir, uma vez que a taxa de atualização tarifária também dependende do Índice de Preços ao Consumidor (IPC). Esta taxa, tal como explica o ECO, tem como valor máximo a taxa de variação média do IPC, exceto habitação, nos 12 meses que decorrem entre outubro.
Telecomunicações
Operadoras de telecomunicações, como a MEO, Vodafone ou NOS, dizem estar a acompanhar de perto a evolução da inflação e a fazer um esforço para que a mesma não tenha reflexo nos preços. Para já, não há alterações, mas não se comprometem para o que aí vem.
Elevadores
Chamar o técnico para a inspeção periódica do elevador do prédio ou de uma casa vai encarecer, uma vez que os contratos de manutenção também estão geralmente ligados à evolução da taxa de inflação.
Pensões de alimentos
A atualização anual da pensão de alimentos também é feita em função da taxa de inflação verificada no ano anterior. Quer isto dizer que o montante a pagar, por parte de alguém que não tem a guarda de uma criança ou jovem, vai subir.
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