A União Europeia (UE) e a Índia concluíram esta terça-feira (27 de janeiro de 2026), após 18 anos, as negociações para “o maior de todos os acordos comerciais”, visando um mercado sem barreiras para dois mil milhões de pessoas, anunciou a Comissão Europeia (CE).
“A Europa e a Índia estão a fazer história hoje: concluímos o maior de todos os acordos comerciais e criámos uma zona de comércio livre com dois mil milhões de pessoas, da qual ambas as partes irão beneficiar”, anunciou a líder do executivo comunitário, Von der Leyen, numa publicação no X, que está em Nova Deli para a cimeira UE-Índia, que termina esta terça-feira.
“Isto é apenas o começo [pois] iremos fortalecer ainda mais a nossa relação estratégica”, adiantou a responsável, dando então conta do fim das negociações comerciais entre os dois blocos iniciadas em 2007, que estiveram bloqueadas por receios ambientais e agrícolas e foram retomadas em 2022.
Em comunicado entretanto divulgado em Bruxelas, a CE assinalou que este é “o maior acordo alguma vez celebrado por qualquer uma das partes”, que vai criar um mercado comercial sem barreiras para dois mil milhões de pessoas e eliminar até 4.000 milhões de euros em direitos aduaneiros por ano para os exportadores europeus.
De acordo com a instituição, o acordo vai também “reforçar os laços económicos e políticos entre a segunda e a quarta maiores economias mundiais, num momento de crescentes tensões geopolíticas e desafios económicos globais”, nomeadamente após as ameaças tarifárias dos EUA à UE, entretanto atenuadas.
A UE e a Índia já comercializam mais de 180 mil milhões de euros em bens e serviços por ano, gerando cerca de 800.000 postos de trabalho na UE, pelo que se espera que este acordo duplique as exportações de bens da UE para a Índia até 2032 ao eliminar ou reduzir as tarifas aduaneiras em 96,6% do valor das exportações de bens europeus para a Índia.
“Trata-se da abertura comercial mais ambiciosa que a Índia alguma vez concedeu a um parceiro comercial”, referiu ainda a CE, falando numa “vantagem competitiva significativa aos principais setores industriais e agroalimentares da UE”, dado o acesso ao país mais populoso do mundo, com 1,45 mil milhões de habitantes, e à grande economia com o crescimento mais rápido, com um PIB anual de 3,4 biliões de euros.
Durante a presidência portuguesa do Conselho da UE, no primeiro semestre de 2021, a Índia e a UE concordaram em negociar um acordo comercial, outro de proteção de investimentos e um de indicações geográficas.
A UE é o maior parceiro comercial da Índia e o segundo maior destino das exportações indianas, pelo que pretende reforçar tal posição devido à concorrência da China e dos EUA
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