
Marcelo Rebelo de Sousa, depois de aprovar o polémico Orçamento do Estado para 2016, acaba de tomar a sua primeira grande decisão enquanto Presidente da República. O novo chefe de Estado decidiu colocar à venda o emblemático Palácio de Belém, por três mil milhões de euros, apurou o idealista/news.

O processo de venda deste imóvel "premium", que tem servido como residência oficial dos presidentes da República de Portugal, arranca oficialmente no início da próxima semana, mas há já vários interessados entre os grandes fundos de investimento internacionais que têm vindo a investir no mercado imobiliário em Portugal, segundo fontes do mercado.

O grande objetivo dos interessados será transformar o Palácio de Belém num "resort" de luxo e, entre outras coisas, aproveitar a localização, junto ao rio, para criar um acesso direto e exclusivo por barco.

Marcelo Rebelo de Sousa já tinha feito saber que não iria habitar no Palácio, tal e qual como os seus antecessores. Em democracia, só Ramalho Eanes viveu ali, de facto.
Para onde vão os Serviços da Presidência?
No Palácio de Belém está instalada a Casa Militar e a Casa Civil do Presidente da República, com gabinetes numa área modernizada pelo arquiteto Carrilho da Graça. Estes serviços, com a alienação do Palácio a privados, terão agora de ser deslocalizados. A Presidência da República estará já a trabalhar num programa de reafetação, tendo para isso recorrido à ajuda de consultores internacionais que operam no ramo imobiliário.

Até ao momento, aberto para visitas guiadas todos os sábados na chamada ala pública, o palácio do século XVI tem, no entanto, salas e gabinetes da ala privada onde o chefe de Estado trabalha todos os dias e que estão fechadas ao público.

Para que conheças melhor os meandros da Presidência, enquanto ainda funciona em Belém, apresentamos-te agora a planta da residência oficial do PR e algumas das suas divisões, como a sala das Bicas, a sala dos Embaixadores, o salão onde se reúne o Conselho de Estado ou o gabinete de trabalho do Presidente da República.

Nota editorial: O Palácio de Belém é propriedade do Estado e aí funciona a Presidência da República, não havendo qualquer indicação pública e oficial de que esteja à venda. Feliz dia das mentiras.
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