Second Home vai investir mais de 10 milhões para abrir um segundo espaço em Lisboa

A aceleradora de empresas britânica Second Home vai investir mais de dez milhões de euros num segundo espaço em Lisboa. A garantia foi dada por Rohan Silva, cofundador da empresa, para quem Lisboa é uma cidade com maior potencial que Paris (França) ou Berlim (Alemanha).

O primeiro espaço da Second Home na capital abriu em dezembro do ano passado no primeiro piso do Mercado da Ribeira. Está “cheio desde o primeiro dia” e a fila de espera de empresas e empreendedores interessados em ocupar uma secretária é longa.

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O novo espaço terá uma área significativamente maior do que os atuais 1.300 metros quadrados (m2), já que o objetivo é ter capacidade para manter empresas que estejam a crescer. “Atualmente, se forem precisas mais três pessoas, [as empresas] precisam de sair porque não há espaço adicional”, disse Rohan Silva, em entrevista à Lusa.

Segundo o responsável, o investimento com o primeiro espaço foi de “um montante de sete dígitos em euros”, mas agora, no novo local, os investidores deram luz verde para gastos num “montante de oito dígitos”, ou seja, superior a dez milhões de euros. “É um passo muito grande”, referiu, frisando que Lisboa é “uma ótima cidade para fazer negócios”.

A Second Home invoca ser mais do que um espaço de trabalho partilhado [coworking] e descreve-se como um “acelerador criativo” e um espaço cultural que oferece concertos, sessões de cinema ou conferências.

Não queremos dar apenas uma secretária num espaço bonito. Estamos a criar um sítio onde seja mais provável ser criativo e bem sucedido. Nós temos um papel ativo em apresentar as pessoas umas às outras, em dar formação, para expor as pessoas a ideias e conselhos para crescerem”, explicou Rohan Silva.

O cofundador da aceleradora de empresas adiantou, de resto, que não quer que se pense que “Lisboa só é boa para startups, e que para crescer é preciso mudar para Londres”. “É isso que precisa de mudar, passar desta ‘economia de startup’ para uma economia de maior escala. É esse passo que a nova Second Home vai tentar dar”, concluiu.

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