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Investidores com perfil especulativo posicionam-se para adquirir imóveis e carteiras de hotelaria

A nota é dada pela consultora imobiliária B. Prime, no âmbito da divulgação da nova edição do estudo de mercado Prime Watch.

Turismo tem sido uma das maiores vitimas da pandemia. / Photo by Luke Dean-Weymark on Unsplash
Turismo tem sido uma das maiores vitimas da pandemia. / Photo by Luke Dean-Weymark on Unsplash
Autor: Redação

Apesar da chegada da pandemia da Covid-19, o primeiro trimestre de 2020 bateu todos os recordes de investimento totalizando 1.45 mil milhões de euros e ficou marcado pela venda de 50% da posição da Sonae, nalguns dos seus centros comerciais, impulsionando o setor do retalho para uma quota de mercado de 60%. O setor da hotelaria e dos escritórios somaram respetivamente 300 milhões de euros (21%) e 220 milhões (15%), em investimento imobiliário.

Os dados constam da nova edição do Prime Watch, estudo de mercado da autoria da Prime Watch, que normalmente é lançado em março, no MIPIM. "Este ano a sua publicação foi adiada, para que pudesse ser atualizada, tendo em conta o impacto que a pandemia está a ter no mercado imobiliário", segundo explica a consultora em comunicado.

"Num ano atípico mantivemos a análise, pela qual o Prime Watch é reconhecido, mas decidimos adicionar alguns dados e comentários sobre o impacto desta conjuntura anormal, nestes primeiros meses de 2020", declara Jorge Bota, Managing Partner da B. Prime, salientando que "embora o primeiro trimestre tenha sido um dos melhores de sempre no mercado português, a partir de abril, tudo se alterou e apesar de estarmos a assistir a sinais interessantes de retoma de atividade, essa tem vindo a ser assimétrica nos vários setores, com maior dinamismo nos escritórios e logística e ainda a aguardar por melhores tempos, no retalho e no turismo".

B. Prime
B. Prime

Análise e perspetivas sobre o mercado imobiliário com a pandemia

O Prime Watch prevê que vários investidores, com um perfil mais especulativo, venham a posicionar-se para adquirir imóveis ou carteiras inteiras no que diz respeito ao setor mais afetado pela pandemia (a hotelaria). 

Quanto à performance dos vários segmentos no mercado imobiliário comercial, o efeito da pandemia foi mais adverso no retalho, fruto do confinamento e do encerramento dos estabelecimentos comerciais, que se traduziram numa queda abrupta do consumo. O setor logístico está em sentido contrário, ou seja, a pandemia foi-lhe favorável devido a um incremento vertiginoso do e-commerce, que expos a importância da logística ao garantir o fluxo entre o setor produtivo e o consumidor final.

No segmento de escritórios, o mercado de arrendamento continua a ser pautado pelo pré-arrendamento, que leva a que novos projetos cheguem ao mercado praticamente arrendados. Para este ano de 2020, da área prevista que ascende a 44.581m2 mais de metade já terá um ocupante final. A falta de oferta limita o volume de negócios concluídos, no entanto não trouxe uma quebra nas rendas, tendo a prime atingido a fasquia dos 25€/m2.