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Projeto residencial Riverside e lote de escritórios do Skyline em Gaia colocados à venda

Fortera decidiu comercializar dois dos projetos imobiliários que estava a desenvolver no concelho do grande Porto.

Riverside Gaia / Fortera
Riverside Gaia / Fortera
Autor: Elisabete Soares (colaborador do idealista news)

O grupo israelita Fortera colocou à venda dois dos projetos imobiliários que estava a desenvolver no concelho de Vila Nova de Gaia. Por um lado, está em causa o projeto residencial Riverside Gaia, com cerca de 590 frações, numa área bruta de 44.200 metros quadrados (m2) - com o loteamento já aprovado, o projeto está avaliado em cerca de 13 milhões de euros. Por outro lado, o segundo projeto em comercialização é um lote de 16.500 m2, destinado a escritórios, que está incluído no Skyline, um megaempreendimento localizado nas traseiras dos Paços do Concelho de Gaia e que resulta de uma parceria com a autarquia para a construção de um centro de congressos.

Este último projeto imobiliário, que será assinado pelo arquiteto Souto Moura, implica um investimento total superior a 100 milhões de euros, e contempla também construção de um hotel de 160 quartos, e de 100 apartamentos. De acordo com fontes do mercado ouvidas pelo idealista/news, o lote tem um valor de venda de cerca de cinco milhões de euros.

A Fortera, que nasceu em 2015, tem como objetivo "tornar-se líder no desenvolvimento e gestão imobiliária em Portugal, passando pela especialização em reabilitação e renovação”, segundo diz na sua página oficial na Internet. Neste momento, a empresa tem 17 projetos em curso, somando 400 milhões de investimento.

Ao idealista/news, o CEO e cofundador, Elad Dror, indica que o grupo Fortera “tem um enorme pipeline (mais de 300 mil m2) atualmente em desenvolvimento", destacando que "faz parte de nossa política de gestão de ativos revender se acharmos apropriado”. Sobre o impacto da pandemia da Covid-19 no negócio e no imobiliário, em geral, garante que “estamos muito otimistas no mercado e continuamos a fazer transações ainda mais do que nunca”.

Fortera
Fortera

Fortera confirma “possibilidade de vender”

Em relação ao projeto Skyline, que no total terá aproximadamente 54 mil m2 de construção, Elad Dror, CEO e cofundador do grupo Fortera, refere ao idealista/news que “nunca tivemos a intenção de desenvolver tudo sozinhos, pelo que decidimos explorar as possibilidades de vender 16.500 m2, que é o espaço de escritórios, e apostar no restante que é grande e, atualmente, o nosso principal interesse”.

O responsável garante, porém, que a venda do lote de escritórios no projeto Skyline não coloca em causa a parceria com a autarquia de Gaia, nem vai atrasar a sua concretização.

“O interesse do município é principalmente o centro de congressos, para o qual temos um protocolo e estamos a desenvolver 100% por nós”, precisa o responsável, frisando que “recentemente contratamos o sr. Souto Moura justamente para este propósito. E o mesmo vale para o hotel/apartamentos”.

Fortera
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Quanto ao empreendimento Riverside, um projeto residencial localizado no lugar de Regadas, Gaia - “a poucos minutos da ponte da Arrábida” e “com acesso direto ao rio Douro” -, o gestor conta que “recebemos um pedido da CBRE para poder apresentá-lo aos investidores e acertarmos as condições de venda por um preço alvo específico”, dando nota de que ainda “estamos a desenvolver o projeto a todo o vapor e os dois cenários estão em cima da mesa”.

Porto continua muito apetecível para os investidores

Também Luís Mesquita, Head of CBRE Porto, confirmou ao idealista/news que os dossiers relativos aos dois projetos imobiliários da Fortera têm sido apresentados aos investidores. Contudo, sobre o processo de venda e os valores que estão em negociação não adiantou mais pormenores.

O responsável destaca que o Skyline é constituído por um conjunto de peças que “podem avançar umas independentemente das outras”, frisando que o centro de congressos será a “ancora do empreendimento”.

Quanto ao Riverside,  alerta para a escassez de habitação na região, sendo que o projeto, ao já ter loteamento aprovado, “permite o início quase imediato da construção, via o mecanismo de comunicação previa”.

Na apresentação do Riverside, pode ler-se ainda “que o projeto concedeu áreas abundantes ao município para uso público, portanto, não há impostos devidos pela construção dos lotes”.

Luís Mesquita considera que a Invicta “está ainda no radar dos investidores” e a cidade continua a atrair o investimento estrangeiro, declarando que "não falta interesse por parte dos investidores e o Porto e a sua região continuam a ser atrativos”. Mas admite que a atual situação de pandemia está a levar os investidores a um compasso de espera, precisando que, depois de agosto e setembro - devido à atual segunda vaga da Covid-19 - “notou-se um abrandamento, uma pausa”, com os investidores a preferirem “aguardar”.

Edifícios na Av. Boavista foram vendidos

Na carteira de investimentos recentes previstos pelo grupo Fortera estava o empreendimento B-Well, localizado no início da Avenida da Boavista, em frente à Casa da Música, mas que, entretanto, foi vendido. A confirmação é dada ao idealista/news pelo responsável do grupo Fortera,

Constituído por dois “edifícios do século XIX, duas magníficas obras de arquitetura que naturalmente proporcionam a elegância e o estilo que cada pessoa procura obter, os edifícios serão restaurados e adaptados para as necessidades de hoje”, podia ler-se, na altura, no site da Frontera Properties, sobre o futuro projeto.

Projetos em desenvolvimento no Porto, Gaia e Espinho

Sobre os projetos em desenvolvimento, Elad Dror revela que “atualmente estamos a terminar 38 frações no Espinho One, 14 unidades na Rua Nossa Senhora de Fátima, Porto, e acabamos de finalizar 8 unidades em Gaia (Moments)”, indicando que, “em janeiro, vamos iniciar a construção do empreendimento Azul, com 64 quartos na General Torres, em Gaia; 15 apartamentos na Rua da Fontinha, Porto e 77 apartamentos no Convento do Carmo, Braga”.

Fortera
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Ainda sobre os projetos para 2021, fala sobre “258 quartos no Camilo (projeto Leonardo Hotels, na Rua do Camilo); 200 apartamentos no (rua) Bonfim (projeto To.Be Camilo, um conceito que combina alojamento de estudantes com albergue e segundo o website consistirá em 300 unidades, 700 camas, espaço de trabalho, área de festas, biblioteca, cinema, serviços de concierge, sala de ioga e meditação, além de um bar e restaurante); 14 apartamentos na 5 de outubro e o Skyline”.

E, finalmente, dá a conhecer que a empresa vai anunciar em breve “mais um projeto muito grande em Espinho", sem revelar detalhes.