
Em 2005, a imobiliária estatal Estamo vendeu, por 28,1 milhões de euros, os 15 hectares da antiga Seca do Bacalhau à Dulivira - empresa ligada aos antigos deputados do PSD Duarte Lima e Vítor Raposo, presos depois por terem sido condenados por burla ao BPN. Para ali foi então projetado o Douro Atlantic Garden, que tinha um financiamento de 55 milhões de euros do falido BES, mas este megaprojeto imobiliário junto à foz do Douro, nunca saiu do papel. Agora, com uma dívida superior a 58 milhões de euros, quase toda ao Novo Banco, está em fase de conclusão o processo de insolvência do Invesfundo III, o fundo imobiliário lançado na época pelo BES para concretizar este projeto na ponta fluvial sul de Gaia.
O Invesfundo III foi enviado para liquidação pela própria instituição financeira, que pouco mais irá receber além dos 32 milhões que já recuperou com a venda de ativos, resultantes do parcelamento do terreno que chegou a ser palco do Festival Marés Vivas. Ou seja, o Novo Banco terá de registar uma perda à volta de 26 milhões de euros, segundo conta o Negócios.
Na conta da massa insolvente há agora pouco mais de três milhões de euros, que servirá para “pagar” as custas processuais e a remuneração do gestor judicial, de acordo com o que o tribunal vier a determinar sobre esta matéria, detalha a publicação.
O que sobrar destes três milhões de euros será alocado ao último rateio, estando já reservados 111,5 mil euros para o Fisco, que tinha sido já reembolsado em 27,5 mil euros. O terceiro credor, a Gesfimo – sociedade do Grupo Espírito Santo (GES) gestora do fundo –, credora de 155 mil euros, não irá receber nada, de acordo com o que escreve ainda o diário.
No último relatório de gestão do Investfundo III, antes ao envio da insolvência e liquidação dos ativos do Investfundo III, era explicado pelo Novo Banco que “nas diversas sessões realizadas não foi possível encontrar uma solução com vista à viabilização do fundo, na medida em que os participantes não se mostraram disponíveis para aportar os meios financeiros necessários para que essa viabilização se verificasse”.
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