Revive: hotel nos pavilhões das Caldas da Rainha sai do papel em breve

Investimento no Montebelo Bordalo Caldas da Rainha Hotel, concessionado à Visabeira por 48 anos, ronda os 15 milhões de euros.
Programa Revive
Imagem retirada do site Revive Turismo de Portugal

As obras para a recuperação dos telhados e do sótão dos Pavilhões do Parque D. Carlos I, nas Caldas da Rainha, devem arrancar em breve, prevê a autarquia. Em causa está um contrato de concessão “ganho” pela Visabeira e assinado em 2017, ao abrigo do programa Revive, que prevê a transformação dos três edifícios dos Pavilhões do Parque D. Carlos I num hotel de luxo, sendo que o investimento no futuro Montebelo Bordalo Caldas da Rainha Hotel, de cinco estrelas, ronda os 15 milhões de euros.

“Temos nota que a obra de recuperação do incêndio que sofreram os pavilhões em setembro de 2023 se iniciará muito brevemente” e “cremos que este início de obras se ligará com todo o projeto de construção”, disse a autarquia, citada pelo ECO. 

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Segundo a publicação, através de um dos concursos públicos do programa Revive, os Pavilhões do Parque D. Carlos I foram concessionados à Visabeira por um prazo de 48 anos, sendo que o plano inicial seria inaugurar a nova unidade hoteleira de cinco estrelas em dezembro de 2020. De referir que o contrato de concessão prevê o pagamento de uma renda mensal de 3.500 euros, a que se soma 23% de IVA, que só começa a ser paga cinco anos depois da abertura da unidade hoteleira. 

Até agora, no entanto, as obras não arrancaram. E só em setembro de 2023 é que a Câmara Municipal das Caldas da Rainha enviou à empresa Empreendimentos Turísticos Montebelo, da Visabeira, um ofício a comunicar que a “licença se encontra em condições de ser levantada e a dar-se início às obras”, conta fonte oficial da autarquia.

Os Pavilhões do Parque D. Carlos I foram construídos nos finais do século XIX (1896) por Rodrigo Berquó, engenheiro e arquiteto de raízes açorianas, para serem o novo hospital termal D. Carlos I. O projeto previa a construção de sete pavilhões, destinados a enfermarias, uma galeria com 55 metros de comprimento e instalações sanitárias. Acontece que Berquó morreu antes da conclusão do projeto e os pavilhões acabaram por servir, durante mais de 100 anos, para albergar um quartel militar, uma esquadra da polícia e várias escolas, estando os imóveis, desde 2005, devolutos.

Até 2015 a propriedade dos edifícios era do Ministério da Saúde, tendo passado nesse ano para as mãos do município das Caldas da Rainha. 

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