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rescisões na função pública custam 650 milhões de euros

governo oferece até um salário e meio por cada ano de trabalho
Autor: Redação

o governo está disposto a oferecer até um salário e meiocompleto” – engloba o rendimento efectivo, incluindo suplementos permanentes – por cada ano de trabalho aos assistentes técnicos e operacionais que adiram ao programa de rescisões. o universo visado neste plano tem uma remuneração mensal média de 867 euros. tendo em conta que a antiguidade média rondará os 25 anos, cada trabalhador receberá uma compensação média da ordem dos 32 mil euros. ou seja, a adesão de 20 mil pessoas implica o pagamento de 650 milhões de euros

segundo as contas do dinheiro vivo, a compensação média é mais reduzida no caso dos assistentes operacionais e ligeiramente superior no dos assistentes técnicos. ontem, no final dos encontros com os sindicatos da função pública, o secretário de estado hélder rosalino recusou avançar com números de adesões e valores, referindo que não foram definidas metas porque o “programa é de livre adesão”. “o problema do financiamento do programa não se coloca porque não sabemos quantas pessoas vão aderir”, adiantou

nas carreiras em que as rescisões vão ser propostas estão cerca de 213.700 pessoas. o governante referiu que “a esmagadora maioria destes funcionários continuará a ser necessária e útil à administração pública”, mas disse esperar que haja pessoas a aderir ao plano. “o ponto de partida para a compensação será um salário”, disse hélder rosalino, admitindo que possa ir até1,5 salários”, em linha com o que foi oferecido no sector dos transportes

a primeira proposta será enviada aos sindicatos antes da próxima reunião, agendada para 10 de abril, e deverá ter em conta não o salário base mas o salário efectivo, pelo que incluirá os suplementos remuneratórios permanentes