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Imobiliário e construção lideram ofertas de trabalho do IEFP

A par do alojamento e restauração, são os setores que mais querem contratar. E também os que mais dificuldades têm em conseguir recrutar.

Ofertas de trabalho
Foto de Alena Darmel en Pexels
Autor: Redação

O imobiliário e a construção, que têm sido apontados como dois dos setores mais resilientes à crise gerada pela pandemia em Portugal, são também os que mais querem contratar, liderando as ofertas nos centros de emprego. De um total de mais de 23 mil vagas no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), mais de 4 mil ofertas respeitam aos setores da construção e atividades imobiliárias e administrativas. Também o alojamento e restauração, com a reabertura da economia e o regresso à "normalidade", está demonstrar ter mais necessidade de mão de obra, atualmente.

Juntas, estas três áreas são também aquelas que registam maior dificuldade em conseguir fechar contratações. No final de julho, respondiam por 56% das vagas que aguardavam há mais de um mês por candidatos.

Novas ofertas de emprego superam as antigas

Do stock total de 23.236 ofertas de emprego por preencher (menos 3,5% face às 24.081 de junho), metade das ofertas em stock são recentes, registadas há menos de 30 dias, segundo publicou o Expresso, dando nota de que em junho as novas ofertas foram de 16.186 e as que estavam por preencher há mais de um mês foram de 7.895, elevando para as ofertas acumuladas de meses anteriores (11.750 versus 11.486). 

Ofertas de trabalho
Foto de RODNAE Productions en Pexels

O Expresso isolou, do stock total de ofertas por preencher contabilizado em julho pelo IEFP, as vagas registadas há mais de 30 dias, para identificar os sectores onde se registam maiores dificuldades de contratação. Ofertas com menos de 30 dias foram excluídas da análise por se considerar que são demasiado recentes para aferir a ausência de candidatos.

Considerando um universo de 11.486 ofertas acumuladas de meses anteriores — 49% do stock total — 22,3% (2562) dizem respeito ao setor da construção, 20,5% (2358) ao alojamento e restauração e 13,2% (1509) às atividades imobiliárias, administrativas e serviços de apoio, segundo os dados do IEFP em análise.