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Arquitetura do Grande Porto "de portas abertas” no próximo fim de semana

Alfândega Nova do Porto é um dos 65 espaços que pode ser visitado / Open House Porto
Alfândega Nova do Porto é um dos 65 espaços que pode ser visitado / Open House Porto
Autor: Redação

Porto, Vila Nova de Gaia e Matosinhos serão uma espécie de “museu a céu aberto” no próximo fim de semana. Na quarta edição do Open House Porto, que se realiza nos dias 30 de junho e 1 de julho, vão estar abertos ao público 65 espaços, mais cinco que na edição do ano passado. 

Celebrar a arquitetura é o mote do evento, que foi criado há mais de 25 anos em Londres (Reino Unido) e que hoje é replicado em mais de 40 cidades mundiais, entre elas Porto e Lisboa. 

Segundo a Casa da Arquitetura (CA) – Centro Português de Arquitetura, responsável pela organização e produção da iniciativa, 70% dos 65 espaços são inéditos, sendo os mesmos foram escolhidos por Inês Moreira e João Rapagão, arquitetos e comissários desta edição.

Para a organização, o roteiro “oferece uma oportunidade única para se descobrir e usufruir de locais singulares, novos ou antigos, prostrados no tempo, recuperados ou reconstruídos”. 

João Rapagão referiu, em entrevista ao P3, que se pretende, nesta edição, “quebrar a ideia de que os espaços industriais têm uma conotação pejorativa” e acabar com “uma espécie de má vontade” existente em relação a estes locais, até porque “as cidades como as conhecemos hoje devem muito à era industrial”.

Entre os imóveis que vão estar de portas abertas está a Fábrica de Chumbo e Caça, a fábrica de moagem Germen, o centro de engenharia e desenvolvimento CEiiA, a Tipografia Peninsular, o Reservatório de Água Nova Sintra e os Silos de Leixões.
O programa inclui também o Teatro Anatómico da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e o Cemitério de Agramonte, a única visita noturna agendada.

À semelhança da edição do ano passado será possível visitar a Casa de Chá da Boa Nova, a Piscina das Marés, a Casa de Serralves e o Mosteiro da Serra do Pilar, entre outros espaços. 

De referir que as visitas são gratuitas – algumas exigem pré-marcação – e dividem-se em três tipos: livres, acompanhadas por voluntários e comentadas por especialistas, escreve a publicação.

O evento recebeu 11.000 visitantes em 2015, 30.000 em 2016 e 25.000 no ano passado, com a organização a estar otimista para a edição deste ano.