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“Fuse Valley promete ser uma verdadeira revolução no conceito de espaços de trabalho”

Paulo Castro, CEO do Castro Group, revela ao idealista/news toda a história por detrás deste megaprojeto que vai nascer em Matosinhos, Porto.

Projeto Fuse Valley |Paulo Castro, CEO do Castro Group
Paulo Castro, CEO do Castro Group / Farfetch / Castro Group
Autor: Vanessa Sousa

Novas linhas se escrevem sobre a história do Fuse Valley, o vale tecnológico que vai nascer em Matosinhos (Porto), pela mão da Farfetch e do Castro Group. O projeto, que promete revolucionar o conceito de espaços de trabalho, foi apresentado ao público na tarde desta sexta-feira, dia 24 de setembro de 2021. E as novidades são muitas. Em entrevista ao idealista/news, Paulo Castro, CEO do Castro Group, resume: “O Fuse Valley será muito mais que um espaço de trabalho, será um local de fusão entre empresas, pessoas, cultura, arte e comunidade”.

Tudo começou quando a Farfetch lançou o desafio ao Castro Group: desenvolver uma promoção conjunta no Fuse Valley, um projeto “ambicioso” que “promete ser uma verdadeira revolução no conceito de espaços de trabalho e, simultaneamente, um espaço de conexão entre tecnologia, talento e novas ideias, aberto a toda a comunidade”, detalha Paulo Castro na entrevista. E, hoje, não tem dúvidas: “É um orgulho para o Castro Group fazer parte desta história que começa agora a ganhar forma”.

"O contacto com a natureza, as praças abertas, os telhados ajardinados, a proximidade ao rio e a forma como este vale está pensado, promove naqueles que irão lá trabalhar, e naqueles que simplesmente irão usufruir do espaço, a produtividade e o bem-estar".

Créditos: Lucian R
Créditos: Lucian R

Desta feita, o Castro Group ficou responsável por promover 55% deste complexo - que possui um total de 140.000 metros quadrados (m2) - , desenvolvendo vários espaços comerciais e e serviços de suporte, uma unidade hoteleira e edifícios de escritórios. Os outros 45% do complexo vão dar lugar aos novos escritórios da Fartfetch, a gigante tecnológica na moda de luxo.

O seu nome deste megaprojeto imobiliário foi inspirado naqueles que são os seus grandes pilares: “inovação, bem-estar e sustentabilidade”, revela Paulo Castro. E foi tendo em conta este ADN do Fuse Valley que foi eleito o seu arquiteto: o dinamarquês Bjarke Ingels – conhecido por BIG – que é mundialmente conhecido e que se destacou pela sua visão futurista e sustentável. 

Créditos: Lucian R
Créditos: Lucian R

Será só no quarto trimestre de 2025 que os primeiros 14 edifícios do Fuse Valley estarão concluídos - de um total de 24 -, mas já se antecipam as mudanças que este megaprojeto vai trazer para Matosinhos e para o distrito do Porto. Para o CEO do Castro Group o futuro vale tecnológico será “um motor para a economia de Matosinhos capaz de impulsionar a inovação, a instalação de novas empresas, a criação de postos de trabalho e gerar ainda mais valor à cidade e ao próprio distrito do Porto”.

Ainda há muito para contar sobre a história do Fuse Valley. Desde a sua génese à atualidade, com os olhos postos no futuro, Paulo Castro, CEO da Castro Group, revela todos os pormenores sobre este e outros projetos em entrevista ao idealista/news que partilhamos,agora, na íntegra.

Fuse Valley
Paulo Castro, CEO do Castro Group / Farfetch / Castro Group

Como surgiu esta parceria entre o Castro Group e a Farfetch?

Podemos dizer que esta parceria resulta, sobretudo, da confiança pelo trabalho feito entre o Castro Group e a Farfetch ao longo destes cinco anos. No caso específico do Fuse Valley, foi-nos lançado o desafio e, perante aquela que era a necessidade da Farfetch, o Castro Group, com a dedicação e empenho que nos caracterizam, respondeu às expectativas do cliente.

Foi precisamente por conhecer tão bem este projeto ambicioso, por acreditarmos no seu sucesso e por partilharmos de pilares semelhantes aos desta tecnológica, que decidimos fazer parte integrante do mesmo e desenvolver uma promoção conjunta. O Castro Group terá 55% da área total do Fuse Valley, onde irão nascer espaços de escritórios para que outras empresas se possam instalar neste novo vale, um hotel, espaços comerciais e serviços de suporte.

"O Fuse Valley será muito mais que um espaço de trabalho, este será um local de fusão entre empresas, pessoas, cultura, arte e comunidade".

Créditos: Lucian R
Créditos: Lucian R
O que está por detrás do nome do projeto Fuse Valley?

O nome foi inspirado naqueles que são os pilares deste projeto: inovação, bem-estar e sustentabilidade. O Fuse Valley será muito mais que um espaço de trabalho, este será um local de fusão entre empresas, pessoas, cultura, arte e comunidade. O contacto com a natureza, as praças abertas, os telhados ajardinados, a proximidade ao rio e a forma como este vale está pensado, promove naqueles que irão lá trabalhar, e naqueles que simplesmente irão usufruir do espaço, a produtividade e o bem-estar.

Fuse Valley
José Neves, fundador, CEO e Chairman da Farfetch / Farfetch / Castro Group

O projeto desenhado pelo famoso arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels foi o vencedor do concurso. O que é que o diferenciou? Que características destaca?

Bjarke Ingels é, sem qualquer dúvida, um arquiteto visionário, capaz de transportar para a realidade um cenário que pensamos ser possível apenas na nossa imaginação. A sua visão futurista e a forma como pensa a sustentabilidade como um fator potencializador da qualidade de vida, reflete o cuidado com que o BIG idealiza os espaços de modo a que coexistam no mesmo ecossistema pessoas, natureza e inovação. Reconhecemos, assim, no BIG um ADN comum ao que delineamos para o Fuse Valley.

Fuse Valley
Projeto Fuse Valley / Farfetch / Castro Group

O que significa para o Castro Group fazer parte de um projeto desta dimensão?

O Castro Group conta com vários anos de experiência no setor imobiliário e é nossa missão revolucionar e prosperar no 'real estate business'. Este projeto impulsionará o alcance dos nossos objetivos empresariais, mas também o alcance dos objetivos profissionais de toda a equipa Castro Group. O Fuse Valley promete ser uma verdadeira revolução no conceito de espaços de trabalho e, simultaneamente, um espaço de conexão entre tecnologia, talento e novas ideias, aberto a toda a comunidade. É um orgulho para o Castro Group fazer parte desta história que começa agora a ganhar forma.

Bjarke Ingels
Arquiteto Bjarke Ingels / Farfetch / Castro Group

Na sua opinião, qual é a importância do Fuse Valley para o concelho de Matosinhos? E para o distrito do Porto?

Podemos dizer que um empreendimento da dimensão do Fuse Valley traz, sem sombra de dúvida, ainda mais investimento e talento para a cidade que o abraça. Este projeto será, por isso, um motor para a economia de Matosinhos capaz de impulsionar a inovação, a instalação de novas empresas, a criação de postos de trabalho e gerar ainda mais valor à cidade e ao próprio distrito do Porto.

Que outros projetos o Castro Group tem em carteira para os próximos anos?

Neste momento, além do Fuse Valley, o Castro Group tem em carteira o desenvolvimento de projetos na área escritórios, serviços, comércio e logística. Vale a pena destacar, dentro do setor logístico, o Valpark - Centro Logístico do Porto, com uma área de cerca de 200.000 m2, onde vamos edificar aproximadamente 80.000 m2 de armazéns destinados à logística.

Créditos: Lucian R
Créditos: Lucian R

Como avalia o mercado imobiliário a nível nacional, em termos de procura, oferta e preços?

Pela nossa experiência, podemos afirmar que o mercado imobiliário é dinâmico. Por exemplo, a necessidade de mobilidade laboral, maioritariamente dos jovens, pode vir a alterar o paradigma do mercado residencial. Além disso, reflexo desta pandemia, acreditamos que o setor da logística terá uma expansão considerável nos próximos tempos. Temos vindo a assistir a uma crescente procura de espaços maiores e mais dotados de tecnologia por parte de empresas com um grande foco nas vendas online.

Por outro lado, acreditamos que vamos assistir, no futuro, a uma redução daquilo que são os espaços físicos comerciais. Estas alterações, levam-nos a rever o modelo de negócio para este segmento. Já no setor dos escritórios é notório o interesse em espaços mais amplos, abertos, dinâmicos e sociais. Mesmo as empresas que detêm escritórios mais tradicionais terão de se reformular para oferecerem condições que se coadunam com aquilo que já é o futuro dos espaços de trabalho.

A necessidade de mobilidade laboral, maioritariamente dos jovens, pode vir a alterar o paradigma do mercado residencial. Além disso, reflexo desta pandemia, acreditamos que o setor da logística terá uma expansão considerável nos próximos tempos. Por outro lado, acreditamos que vamos assistir, no futuro, a uma redução daquilo que são os espaços físicos comerciais.

Escritórios do futuro
Foto de Alexander Suhorucov no Pexels

*Notícia atualizada dia 27 de setembro de 2021 às 11h02 com a indicação do número de edifícios que vão estar concluídos em 2025 e novas fotos do projeto e da sua apresentação.