Hong Kong promove em Portugal tecnologia na construção de casas públicas

Autoridades de Hong Kong vão organizar em Portugal um almoço de negócios no qual serão partilhadas experiências com empresários.
Habitação pública
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Lusa
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O Governo da região semiautónoma chinesa de Hong Kong anunciou esta segunda-feira (30 de junho de 2025) que vai promover em Portugal o uso de tecnologia na construção de habitação pública.

De acordo com um comunicado, as autoridades de Hong Kong vão organizar em Portugal, na quinta-feira (3 de julho de 2025), um almoço de negócios intitulado "Desvendando Novos Horizontes: Habitação Acessível e Oportunidades em Hong Kong e na Grande Baía".

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A Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau é um projeto de Pequim para integrar Hong Kong, Macau e nove cidades da província de Guangdong numa região com mais de 86 milhões de habitantes e uma economia superior a um bilião de euros em 2023.

A Comissária para o Desenvolvimento da Grande Baía, Maisie Chan Kit Ling, vai fazer um discurso sobre "as enormes oportunidades de negócio" que o projeto regional oferece aos empresários portugueses.

No evento vai-se "partilhar as experiências de Hong Kong no aumento da quantidade, rapidez, eficiência e qualidade da construção de habitações públicas, através da adoção de diversas tecnologias inovadoras de construção rápida e robótica".

A secretária para a Habitação de Hong Kong, Winnie Ho Wing Yin, convidou mais de 20 representantes do setor da construção da região e da China continental para participarem no evento.

Estas empresas vão falar sobre tecnologias como os módulos pré-fabricados, a integração das instalações mecânicas, elétricas e de canalização, e a utilização de robôs na construção civil.

O evento poderá servir "para fortalecer as ligações entre os setores de Hong Kong e Portugal e explorar oportunidades" de negócios, sublinha-se no comunicado.

Tanto Maisie Chan como Winnie Ho irão ainda participar no 17.º International Forum on Urbanism, que irá decorrer entre 1 e 4 de julho, no renovado Pavilhão de Portugal, que, depois das obras levadas a cabo pelo arquiteto Siza Vieira, foi transferido para a Universidade de Lisboa.

Governo prevê a construção de 59 mil casas públicas

O programa político do novo Governo português, liderado por Luís Montenegro, prevê a construção de 59 mil casas públicas até 2030 e financiamento para mais habitação, incluindo parcerias público-privadas em imóveis do Estado devolutos.

Em 17 de junho, o primeiro-ministro admitiu no Parlamento que a anterior meta, construir 26 mil casas públicas até 2026, teve “uma execução difícil”, mas recusou ser “derrotista e pessimista”.

“Eu acho que nós temos ainda capacidade para estimular a construção no setor público”, disse Montenegro, assinalando que “a taxa de execução está agora a aumentar”.

“Nós estamos com uma taxa de execução no universo destas 26 mil casas de 27% e, segundo a informação que os municípios nos transmitiram até o final do mês de junho, 13.429 habitações estarão prontas nesse programa”, indicou.

O primeiro-ministro considerou também que foi preciso ultrapassar “bloqueios administrativos e burocráticos” que atrasaram a construção de novas casas.

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