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Empresa de turismo criada por Vaz Guedes e António Mexia declarada insolvente

Em 2014, a Aquapura Hotels Villas & SPA pediu a abertura de um PER (Foto: Expresso).
Autor: Redação

A Aquapura Hotels Villas & SPA, empresa de projetos turísticos criada em 2007 pelo gestor Diogo Vaz Guedes, com o apoio de António Mexia (presidente da EDP), foi declarada insolvente, depois de um pedido nesse sentido apresentado por um antigo administrador da empresa, Miguel Simões Almeida.

Segundo o Expresso, a sentença de insolvência foi proferida no Tribunal da Comarca de Lisboa a 10 de fevereiro, facto que já foi publicado no portal judicial Citius. Os credores têm agora menos de 30 dias para reclamar os valores que têm a receber.

Em novembro de 2014, a própria Aquapura Hotels Villas & SPA avançou para os tribunais pedindo a abertura de um Processo Especial de Revitalização (PER), um procedimento ao qual empresas em sérias dificuldades financeiras podem recorrer para pedir a intervenção de um administrador judicial e o diálogo com os credores.

Esse pedido de PER da Aquapura surgiu dias depois de ter dado entrada em tribunal um pedido de declaração de insolvência da empresa por parte de Miguel Simões de Almeida, que procurava reaver em tribunal vencimentos que lhe eram devidos na qualidade de administrador da Aquapura.

Durante o PER da empresa, que suspendeu o requerimento de insolvência interposto pelo antigo administrador, houve 13 entidades que reclamaram créditos sobre a Aquapura Hotels Villas & SPA. Na lista provisória de credores, de março de 2015, as dívidas apontadas à empresa ascendiam a 46 milhões de euros. A maior fatia, 43 milhões, eram créditos do BES Investimento, que entretanto passou para as mãos do banco chinês Haitong.

Entre os credores estão também a CGD e o Banco Português de Gestão, a Gespura (empresa de Diogo Vaz Guedes que era o acionista maioritário da Aquapura) e António Mexia, que já deixou de ser acionista daquela empresa, mas que terá sido incluído na lista por via de suprimentos feitos à Aquapura quando ainda tinha uma participação, escreve a publicação.