Dinheiro da venda servirá para apoiar a construção do novo Hospital Central e Universitário da região.
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Hospital do Funchal vendido
Miguel Albuquerque, presidente do Governo da Madeira Getty images
Lusa
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O imóvel do Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, será vendido e a verba arrecadada servirá para apoiar a construção do novo Hospital Central e Universitário da região, anunciou esta sexta-feira, 23 de janeiro, o presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque.

“A utilidade [do imóvel] é o que está já consignado, que é nós alienarmos todo aquele espaço e a receita dessa alienação amortizar parte dos custos do Hospital Central e Universitário”, disse o chefe do executivo madeirense aos jornalistas, à margem do I Fórum Living Care, que decorre no Museu de Imprensa da Madeira, em Câmara de Lobos.

Miguel Albuquerque assegurou que a medida “já está decidida”.

O Hospital Dr. Nélio Mendonça foi inaugurado em 1973, ocupando uma área na ordem dos 54 mil metros quadrados.

O novo Hospital Central e Universitário da Madeira, que está em construção na zona de Santa Rita, deverá entrar em funcionamento em 2030, com seis pisos acima da cota de soleira e um piso abaixo da cota de soleira, ocupando uma área bruta de construção de 172.100 metros quadrados.

Imóvel do hospital do Funchal vendido
Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal CC_by-sa_4.0_by_mattes

Lares financiados com PRR com obras atrasadas na Madeira

O líder madeirense admitiu, por outro lado, existirem atrasos, devido a questões burocráticas, em projetos de lares financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A ampliação do Lar do Carmo, em Câmara de Lobos, referiu, terá a sua capacidade aumentada de 120 para 160 camas, através de um contrato-programa com o Governo Regional, enquanto no caso do de São Jorge, no concelho de Santana, será lançado um novo projeto apenas para a valência de lar.

O social-democrata sublinhou que “hoje não se pode instalar um lar num edifício que não foi concebido para esse fim, porque isso implica custos excessivos e disfuncionalidades que não são sustentáveis do ponto de vista financeiro e funcional”.

Questionado sobre a demora na criação do grupo de trabalho entre o Governo da República e os executivos da Madeira e Açores visando a revisão da Lei de Finanças Regionais das Regiões Autónomas, o responsável madeirense considerou que se deve à realização das eleições presidenciais.

“Esta semana já fizemos diligências para que esse grupo de trabalho seja fixado e ontem [quinta-feira] falei com o secretário-geral e com o líder parlamentar [do PSD]. Há consciência política da necessidade de avançar”, mencionou.

Miguel Albuquerque acrescentou que está prevista uma reunião do Conselho de Ministros com a participação dos presidentes dos Governos Regionais para formalizar esse processo de revisão.

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