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há mais casas vazias e sobrelotadas no país – resumo 2012

entre 2001 e 2011, o número de edifícios em portugal aumentou 12%, para 3.544.389
Autor: Redação

este ano foram conhecidos novos dados sobre o panorama do parque habitacional português, graças ao censos 2011. e como seria de esperar muita coisa mudou nos últimos dez anos, comparativamente com o censos 2001. em jeito de síntese, há mais edifícios, há mais casas desabitadas, há mais casas sobrelotadas, há mais casas para arrendar e há mais edifícios devolutos

os dados do censos 2001 permitem desde logo concluir que há muito mais alojamentos em portugal que famílias. ou seja, o número de alojamentos existentes no país superou em 45% o número de famílias, pelo que existem mais 1,8 milhões de casas do que famílias. uma situação que aumentou a olhos vistos com o passar dos anos, já que em 1981 existia uma situação relativamente equilibrada: o número de casas era apenas 16% superior ao de famílias

se actualmente o sector da construção atravessa uma das piores fases de sempre, o mesmo não se verificou entre 2001 e 2011, já que o número de edifícios em portugal aumentou 12% durante esse período, para 3.544.389. já o número de alojamentos aumentou 16%, para 5.878.756. os dados recolhidos permitem ainda concluir que a maior parte dos alojamentos (57,8%) são vivendas com uma ou duas famílias

o excesso de construção no passado e a falta de condições para ter casa própria fazem com que haja muitas casas vagas no país. numa década, o número cresceu 35%, havendo actualmente mais de 735 mil casas desabitadas, sendo que a maior parte está pronta a habitar

igualmente reveladores são os dados relativos ao número de casas sobrelotadas: há mais de 450 mil no país, sendo que a maioria destas habitações, que têm moradores a mais para o espaço disponível, precisa de mais uma divisão. mas em cerca de 80 mil imóveis era necessário haver mais duas assoalhadas

apesar de o mercado de arrendamento ter cada vez mais adeptos, os portugueses continuam a ser maioritariamente proprietários. em 2011, 73,2% dos cidadãos nacionais eram proprietários, 19,9% eram arrendatários e 6,8% encontravam-se noutras situações

ainda assim, existem no país cada vez mais casas para arrendar, não sendo de estranhar, por isso, que o número de casas vazias destinadas para arrendamento tenha aumentado 37,6% entre 2001 e 2011, de 80.094 para 110.207

outro dado curioso diz respeito ao número de famílias com rendas antigas anteriores a 1990 –, que diminuiu mais de 40%: eram 430 mil agregados e actualmente são 255 mil.
refira-se que os principais alvos da nova lei das rendas – entrou em vigor em novembro – têm mais de 65 anos e pagam menos de 50 euros de renda

recentemente, em novembro, a confederação portuguesa da construção e do imobiliário (cpci) veio a público revelar que a grande maioria (62,4%) dos contratos de arrendamento em portugal correspondem a uma renda inferior a 300 euros. as rendas superiores a esse montante equivalem “a apenas 297.345 contratos, ou seja, 38% do total” dos contratos, concluiu a confederação

a mesma entidade traçou, em dezembro, um cenário negativo para o parque habitacional português, salientando que o mesmo está “longe de suprir as necessidades efectivas das famílias portuguesas

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