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“Aumentar a oferta de casas em Lisboa a preços acessíveis para a classe média é uma prioridade”

Fernando Medina, presidente da CML, considera que o “setor imobiliário é um dos motores económicos da capital”.

Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa / Facebook da APEMIP
Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa / Facebook da APEMIP

Para Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), não há dúvidas: “O setor imobiliário é um dos motores económicos da capital”. Para responder ao momento atual que se vive na capital, nomeadamente em termos residenciais, com os preços a dispararem nos últimos anos, é preciso alargar a oferta. “Aumentar o stock de casas em Lisboa a preços acessíveis para a classe média é uma prioridade”, alerta.

Segundo Medina, que falava esta quarta-feira (29 de janeiro de 2020) durante a cerimónia de tomada de posse dos órgãos sociais da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), em que Luís Lima foi reeleito presidente para o triénio 2020-2022, “Lisboa está no centro de uma grande inflação de preços”. Um cenário que se deve (também) às baixas taxas de juro. “Enquanto continuarem muito boas, baixas, cria-se um quadro de inflação de preços que compromete o acesso tradicional [à habitação] das classes médias”, refere.

O autarca diz que “não há muitas alternativas” para combater o fenómeno da inflação dos preços, com a solução a passar pelo aumento de “oferta acessível à classe média, através de casas novas ou da conversão de casas que estão fechadas”. Caso contrário, alerta, corre-se o risco de se voltar a ter no mercado de arrendamento um regime de “condicionamento de preços”, o que reduzirá ainda mais a oferta de imóveis disponíveis no mercado. 

Licenciamentos mais rápidos

Outro dos temas abordados pelo presidente da CML está relacionado com os atrasos nos licenciamentos de projetos. Um problema que a própria autarquia reconhece existir, apesar de adiantar que está a ser regularizado. Fernando Medina diz “ter consciência” dessa dificuldade em dar resposta aos processo que dão entrada nos serviços da câmara, mas diz que a mesma já “está a ser resolvida”. Uma novidade, de resto, que já tinha sido avançada ao idealista/news pelo vereador do Urbanismo da CML, Ricardo Veludo.

Medina aproveitou a ocasião para revelar alguns números, que ajudam a perceber as mudanças que ocorreram na capital recentemente. Em 2013, foram aprovados 100 milhões de euros em licenças emitidas de todo o tipo de projetos, um número que disparou em cinco anos, já que em 2018 foram aprovados 1.000 milhões de euros. “Dez vezes mais”, diz Medina, sublinhando que o valor em causa é agora mais complexo que os 100 milhões de euros verificados em 2013, dada a natureza dos projetos.