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“Nada fazia prever que o setor imobiliário registasse este comportamento em 2020”, diz Luís Lima

Presidente da APEMIP considera que a pandemia da Covid-19 impediu a realização de muitos negócios.

Autor: Redação

No segundo trimestre de 2020, venderam-se em Portugal 33.398 alojamentos familiares, menos 23,3% que no trimestre anterior e menos 21,6% que no período homólogo. Um decréscimo que já era esperado e que se deve à pandemia da Covid-19, refere Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), adiantando que “nada fazia prever que o setor imobiliário registasse este comportamento no decorrer de 2020”.

“Estávamos preparados para um ligeiro aumento do número de transações, eventualmente de uma manutenção, devido à falta de stock que se fazia sentir, mas nunca de quebras desta natureza que se justificam exclusivamente pelo período de confinamento e Estado de Emergência que vivemos, e que impediu a realização de muitos negócios”, diz o representante das imobiliárias, citado em comunicado.

Apesar de estar preocupado com o impacto que a pandemia terá na economia, e consequentemente no mercado imobiliário, Luís Lima considera que o setor continua a ser uma boa opção de investimento.

“O impacto que a pandemia tem nas empresas e na vida laboral dos jovens e famílias refletir-se-á nos números de transações. É natural que, em determinada altura, o receio e a instabilidade financeira passem a ser um travão a este tipo de investimento. Será por isso necessário que o mercado saiba estar preparado para gerir as mudanças de paradigma e se ajuste às necessidades da procura, através de alternativas como a aposta no arrendamento de longa duração”, comenta.

No que diz respeito aos preços das casas, os números – apesar da pandemia, subiram 7,8% entre abril e junho de 2020 face ao mesmo período do ano passado – mostram que o mercado imobiliário está saudável, alerta Luís Lima: “Não é assim tão surpreendente que, mesmo durante a pandemia, o imobiliário continue a registar subidas no segmento habitacional. Apesar de nas principais cidades os preços terem aumentado de uma forma mais célere, no resto do país esta valorização tem sido mais gradual, ajustando-se à procura e ao stock existente. No entanto, e tendo em conta as incertezas que o momento atual representa, será difícil avaliar o comportamento do mercado nos próximos tempos”.