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Construção e arquitetura: 9 tendências trazidas pela pandemia

Das novas necessidades de habitação aos escritórios e espaços públicos. A Covid-19 veio mudar tudo e já dita tendências para o futuro.

Construção e arquitetura: 9 tendências trazidas pela pandemia
Photo by Fabian Kühne on Unsplash
Autor: Redação

A pandemia Covid-19 abriu um período de reflexão sobre as deficiências que existem atualmente nas casas, ou de como os espaços de trabalho ou de uso público (restaurantes, hospitais, lojas, etc.) devem ser adaptados às exigências sanitárias das instituições. Para isso, especialistas do setor da construção, arquitetura ou design de interiores passaram a valorizar a importância dos espaços abertos e flexíveis, da boa orientação solar, da qualidade dos materiais e produtos de construção, do conforto interior ou das novas tecnologias.

As cidades e os ambientes deverão readaptar-se para estar em conformidade com as novas formas de trabalhar, relacionar-se, comunicar ou desenvolver atividades. Tudo isso para melhorar a vida das pessoas e estar preparado para eventos excecionais como foi o caso da pandemia Covid-19, tal como explica a Sto Ibérica, especializada no desenvolvimento de materiais e soluções para a construção.

A empresa junta-se a esta reflexão sobre o futuro no pós-Covid e analisa as principais tendências que vão marcar o setor da arquitetura, construção e design de interiores a partir de agora. 

Tendências de futuro na construção e arquitetura

1. Tintas resistentes às técnicas de desinfeção

As técnicas de desinfeção são sem dúvida a principal forma de combater o vírus. O problema é que danificam profundamente a superfície de paredes e tetos, e acabam por deteriorar a sua aparência e durabilidade. Portanto, a solução está na utilização de tintas resistentes em hospitais, restaurantes, residências ou lojas.

2. Eficiência energética

Também se tem verificado uma maior preocupação com a eficiência energética através da instalação de soluções como isolamento térmico. Houve, durante os confinamentos, um aumento significativo do consumo energético nos lares o que reitera o papel fundamental do bom isolamento térmico, da instalação de aparelhos de baixo consumo, das soluções inteligentes de economia de energia ou ventiladores.

3. Passivhaus

O conforto interior acabará por dar maior importância aos padrões de construção como o Passivhaus. Graças ao confinamento, a importância de ter espaços interiores saudáveis e confortáveis foi reforçada em termos de temperatura, humidade, concentrações de CO2 e outros patógenos e poluentes.

Por este motivo, normas construtivas como a Passivhaus, que utiliza elevados níveis de isolamento térmico, zela pelo seu desenho e execução, eliminando pontes térmicas, altamente herméticas, com recuperação mecânica do calor graças à ventilação controlada e incluindo caixilharia térmica de alto rendimento (triplo envidraçamento, baixa transmitância e instalação correta), terão, progressivamente, maior destaque.

4. Escritórios: "câmaras de trabalho"

Dado que as medidas de distanciamento e higiene serão, a partir de agora, essenciais para prevenir futuras infeções, está a ser considerada a possibilidade de apostar em espaços de escritórios que permitam um equilíbrio entre a concentração isolada e a colaboração produtiva e significativa. No entanto, devido à proliferação do teletrabalho, muitas empresas também passarão a procurar espaços onde as salas de reunião tenham uma prioridade maior do que a criação de espaços de trabalho individuais.

Photo by Copernico on Unsplash
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5. Hospitais com construções mais flexíveis e elásticas

Em poucos meses testemunhamos a viabilidade da construção de prédios para uso hospitalar. Isto criou um precedente claro e, a partir de agora, flexibilidade e elasticidade serão uma das máximas na criação de instalações sanitárias, com o objetivo de que os espaços possam reagir de forma adequada e ser rapidamente transformados ou ampliados.

6. Isolamento acústico

Isolamento acústico em residências e acondicionamento acústico em locais abertos ao público. O problema do ruído como um dos principais inimigos do conforto interior ficou evidenciado durante os dias de confinamento. A resolução desta desvantagem passará pelo aumento da instalação de sistemas de isolamento acústico nas habitações, de forma a evitar a entrada de ruídos do exterior ou das casas vizinhas.

Em espaços públicos como restaurantes ou museus, também vai crescer o interesse pela instalação de soluções de condicionamento acústico. Graças à instalação de elementos de absorção de som, a reverberação do som será controlada e o nível de ruído nos espaços será substancialmente reduzido, assim como a sua inteligibilidade.

7. Tecnologia ao serviço das medidas de higiene

Algumas das medidas higiénicas que foram impostas vão permanecer no tempo, o que vai acabar por eliminar os botões, puxadores ou mecanismos de abertura que não permitem o seu uso automático. Isso vai favorecer a proliferação de diferentes tipos de tecnologias ou componentes que evitam o contato com as superfícies (portas automáticas, elevadores ativados por voz, interruptores mãos-livres ...) e aqueles que permitem a autolimpeza regular.

Photo by BENCE BOROS on Unsplash
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8. Design de interiores

Design de interiores com foco em cromoterapia e remoção de poluentes. Os meses de quarentena em casa mostraram a enorme importância que as casas têm para o estado de espírito. Por isso, a tendência de buscar a paz e serenidade em casa através dos tons quentes, beges, verdes suaves ou brancos, vai reaparecer, assim como chegar a uma casa que inspire positividade e alegria por meio de cores alegres em tecidos e objetos.

Por outro lado, haverá uma tendência que tenderá para a limpeza, daí que se aposte, igualmente, na utilização de têxteis ou acessórios naturais, por serem hipoalergénicos e antibacterianos, e também pela aplicação de tintas com capacidade de remoção de substâncias prejudiciais ao meio ambiente.

9. Novas necessidades de habitação

Novas necessidades de habitação ao procurar um novo imóvel. Da noite para o dia, as casas tornaram-se lares, locais de trabalho, escolas ou áreas de lazer. Isso tem levado a sociedade a perceber que vivem em espaços pouco flexíveis e com certas carências habitacionais. Por este motivo, todos aqueles que pensam em adquirir, construir ou modificar um imóvel, passarão a incorporar na sua decisão critérios menos importantes até agora, como a possibilidade de dispor de espaços exteriores (jardim, varanda, terraço, etc.), uma boa orientação solar, maior sensação de espaço e versatilidade, área para trabalhar.