A construção da linha ferroviária de alta velocidade e a expansão da rede do Metro do Porto podem ajudar a aumentar a oferta de casas na Área Metropolitana do Porto (AMP), nomeadamente a preços comportáveis para a classe média nacional. A ideia foi deixada por vários players do setor imobiliário, nomeadamente promotores, durante a Semana da Requalificação Urbana do Porto, que decorreu recentemente em Vila Nova de Gaia.
Segundo o Diário de Notícias, as zonas onde o impacto destas grandes obras públicas na construção de novas casas será maior serão a freguesia de Campanhã e a margem sul do Douro, em Vila Nova de Gaia, bem como a zona de Santo Ovídio.
A autarquia do Porto considera fulcral haver planeamento e está a trabalhar, nesse sentido, com a Infraestruturas de Portugal. Pedro Baganha, vereador do Urbanismo e Espaço Público e da Habitação, alerta para a necessidade de promover “um plano de urbanização que permita planear o crescimento que vai ser inevitável em Campanhã" com a chegada da alta velocidade, e salientou que o investimento público é um multiplicador do investimento privado".
Citado pela publicação, o autarca referiu que ainda há espaços de expansão na cidade do Porto, como por exemplo o Aleixo, Contumil, Aldoar e Avenida Nun' Álvares Pereira. Nos próximos dez anos deverão surgir nessas localização mais de cinco mil fogos, adiantou.
Rui d' Ávila, administrador da construtora Ferreira, defendeu, por seu turno, que “a alta velocidade e a expansão do metro, principalmente a linha Rubi, vão criar oportunidades para os segmentos residencial e de escritórios".
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