Mais um recorde: avaliação das casas está nos 2.122 euros por m2

Valor mediano de avaliação bancária de apartamentos foi 2.478 euros/m2, superior em 21,9% face ao mesmo mês de 2025.
avaliação bancária
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Desde o pedido de crédito habitação ao banco até à escritura da casa há um longo caminho a percorrer, e um dos momentos fundamentais é o da avaliação bancária, que em Portugal continua a bater recordes mês após mês. Em fevereiro, o valor mediano fixou-se nos 2.122 euros por metro quadrado (m2), um novo máximo histórico, segundo dados divulgados esta quarta-feira (25 de março de 2026) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

“Em fevereiro de 2026, o valor mediano de avaliação bancária, realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação, fixou-se em 2.122 euros por metro quadrado (euros/m2), tendo aumentado 17 euros (0,8%) relativamente a janeiro de 2026”, lê-se na nota do instituto. Em termos homólogos, a taxa de variação fixou-se em 17,2% (18,7% em janeiro).

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A análise por regiões revela que a Grande Lisboa, o Algarve e a Península de Setúbal apresentaram valores de avaliação superiores à mediana do país em 52,4%, 32,8% e 23,0%, respetivamente. Terras de Trás-os- Montes, Beiras e Serra da Estrela e Alto Tâmega e Barroso foram as regiões que apresentaram valores mais baixos em relação à mediana nacional (-52,5%, -51,6% e -50,1%, respetivamente).

No apuramento do valor mediano de avaliação bancária de fevereiro de 2026, foram consideradas 29.625 avaliações (18.380 apartamentos e 11.245 moradias), menos 15,6% que no período homólogo. “Em comparação com o período anterior, realizaram-se menos 1.691 avaliações bancárias, o que corresponde a um decréscimo de 5,4%”, indica o boletim do INE.

Apartamentos: valor do m2 sobe 21,9% em termos homólogos

O valor mediano de avaliação bancária de apartamentos foi 2.478 euros/m2, superior em 21,9% face ao mesmo mês de 2025. Os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (3.298 euros/m2) e no Algarve (2.856 euros/m2), tendo o Alentejo e o Centro apresentado os valores mais baixos (1.477 euros/m2 e 1 612 euros/m2 respetivamente). 

A Região Autónoma dos Açores apresentou o crescimento homólogo mais expressivo (29,8%), não se tendo verificado qualquer descida. Comparativamente com o mês anterior, o valor de avaliação subiu 1,3% em fevereiro, tendo o Centro registado o maior aumento (3,3%) e o Alentejo a única descida (-1,9%). 

  • Tipologia T1: valor mediano dos apartamentos subiu 27 euros, para 3.126 euros/m2;
  • Tipologia T2: aumentou 31 euros para 2.560 euros/m2;
  • Tipologia T3: subiu 36 euros para 2.157 euros/m2.

No seu conjunto, estas tipologias representaram 92,8% das avaliações de apartamentos realizadas no período em análise.

Moradias: valor mediano na avaliação bancária cresce 13,5%

Nas moradias, o valor mediano da avaliação bancária foi de 1.529 euros/m2 em fevereiro de 2026, o que representa um acréscimo de 13,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior.  No seu conjunto, estas tipologias representaram 87,9% das avaliações de moradias realizadas no período em análise. 

Os valores mais elevados observaram-se na Grande Lisboa (2.792 euros/m2) e no Algarve (2.761 euros/m2), registando o Centro e o Alentejo os valores mais baixos (1.133 euros/m2 e 1.250 euros/m2 respetivamente). A Região Autónoma dos Açores apresentou o crescimento homólogo mais elevado (18,0%), não se tendo registado qualquer descida.

  • Tipologia T2: valor mediano das moradias manteve-se em 1.514 euros/m2; 
  • Tipologia T3: aumentou nove euros para 1.506 euros/m2;
  • Tipologia T4: desceu 2 euros, para 1.585 euros/m2.

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