O Banco Português de Fomento tem disponíveis 500 milhões de euros este ano para financiar cooperativas de habitação, disse esta segunda-feira (dia 1 de junho) o presidente do banco em conferência de imprensa em Lisboa.
Os 500 milhões de euros são o valor da garantia que o Banco de Fomento presta à banca comercial no financiamento destes projetos, para que esta tenha mais 'conforto' em conceder crédito a cooperativas de habitação.
Ainda este ano, Gonçalo Regalado afirmou que o Banco de Fomento tem disponíveis 1.000 milhões de euros para parcerias público-privadas de construção de habitação acessível.
Em janeiro, à margem de um evento em Lisboa, Regalado tinha falado no total de 4.000 milhões de euros para apoiar a construção e reabilitação de casas a custos acessíveis, incluindo cooperativas de habitação, mas então ainda não era conhecido qual o valor destinado a cada área.
Hoje, explicou que o BPF espera mobilizar 1.500 milhões de euros para a habitação este ano (500 milhões para cooperativas de habitação e 1.000 milhões para parcerias público-privadas) e que o valor de 4.000 milhões de euros é o previsto até 2028.
"Começamos com as cooperativas de habitação que são mais ágeis, depois as parcerias público-privadas e depois de forma musculada o financiamento de habitação pública", disse Regalado aos jornalistas.
Em 2025, não houve financiamento do Banco de Fomento destinado à habitação.
Banco de Fomento vai emprestar 1.000 milhões em apoio pós-tempestades
O Banco Português de Fomento vai emprestar 1.000 milhões de euros a empresas e entidades públicas com atividades afetadas pelas tempestades, anunciou o presidente.
Do valor total, há 500 milhões de euros para pequenas e médias empresas, em empréstimos até 12 anos, sendo que as candidaturas terão de ser feitas diretamente junto do Banco de Fomento.
Há ainda mais 250 milhões de euros em financiamento, mas nesse caso as candidaturas terão de ser feitas através dos bancos comerciais.
Por fim, serão disponibilizados 250 milhões de euros a entidades públicas para financiamento de infraestruturas (caso de estradas), sendo neste caso o prazo até 30 anos.
Estes 1.000 milhões de euros de apoio pós-tempestades são resultado de uma parceria com o Banco Europeu de Investimento (BEI), em que este empresta o dinheiro ao Banco de Fomento a taxas de juro muito baixas para este emprestar por sua vez às entidades/empresas que precisem.
Ainda quanto aos apoios para fazer face aos impactos das tempestades do início do ano, o Banco de Fomento presta garantias a créditos que os bancos comerciais concedem às empresas.
Segundo Gonçalo Regalado, as candidaturas de empresas já somam 1.900 milhões de euros, a maioria nos distritos da zona Centro (Leiria, Santarém e Coimbra), e mais de 1.500 milhões de euros já foram aprovados.
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