O ano de 2025 marcou uma mudança profunda no mercado imobiliário da região Oeste, com esta a afirmar-se como um dos principais polos de expansão residencial de Lisboa e reforçando o seu posicionamento como corredor alternativo e qualificado, representando uma alternativa para habitação permanente, segunda habitação e investimento a longo prazo.
Com 6.897 transações no último ano, +8,9% em comparação homóloga, os concelhos de Alcobaça, Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche registaram um crescimento na procura devido à maior qualidade de vida oferecida, ao maior espaço das habitações e ao contacto com a natureza. De acordo com os dados do Market Report Portugal 2025-2026, da Engel & Völkers, a procura por estes municípios deixou de ser sazonal, com a região a consolidar-se como um mercado estrutural no setor imobiliário português.
Verificou-se também o surgimento dois novos perfis de investidores, que se juntam às famílias nacionais: os “nómadas digitais” e os compradores do Norte da Europa e da América do Norte. O preço médio de venda da Engel & Völkers tem igualmente valorizado, situando-se nos 3.103€/m2.
Estrangeiros são quem mais investe
No total das transações realizadas no ano passado, as referentes aos compradores estrangeiros representam 55%, especialmente de norte-americanos, alemães e franceses, enquanto as restantes 45% pertencem a compradores portugueses.
O investimento imobiliário traduz-se em 40% das transações, tal como as compras para segunda habitação, enquanto a finalidade de habitação permanente apenas correspondeu a 20% do total.
Para o dinamismo deste mercado contribuiu o aumento simultâneo de obras concluídas (47,5%) e de novos projetos licenciados (30,5%) em 2025. “Estamos a assistir a uma transformação dos padrões na procura residencial. O Oeste é um mercado fortemente atrativo, onde os compradores não escolhem apenas uma casa, mas sim um lugar para desfrutar da vida. A conjugação de património, natureza, acessibilidades e diversidade de oferta responde a diferentes perfis de compradores e permite a esta região afirmar-se como um destino residencial de eleição, não apenas pela localização complementar a Lisboa. A sólida procura que estamos a observar confirma o crescente protagonismo do Oeste e o seu potencial de valorização a médio e longo prazo”, indica, em comunicado, Anna Yurk, Office Manager da Engel & Völkers Sintra e Oeste.
Esta tendência de desenvolvimento de novos corredores residenciais deverá intensificar-se nos próximos anos, de acordo com as previsões da Engel & Völkers.
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