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Boom de turistas no Porto faz disparar vendas de lojas de moda

Luís Buchinho, um dos designers do Porto cujo negócio está a florescer com o turismo / Espalha-Factos
Luís Buchinho, um dos designers do Porto cujo negócio está a florescer com o turismo / Espalha-Factos
Autor: Redação

O Porto anda nas bocas do mundo, tendo sido eleito o melhor destino turístico europeu em 2017, pela terceira vez. E a explosão de turistas, com perto de sete milhões de dormidas oficialmente contabilizadas, está a ter efeitos positivos não apenas na indústria hoteleira e do alojamento local, ou restauração. A moda é um dos negócios que está também a ganhar, com aumentos de vendas nas lojas na ordem dos 20% e taxas de crescimento na ordem dos 100%.

"O volume de vendas aumentou mais ou menos 20%, devido à faixa de clientes internacionais", contou à Lusa o 'designer' Luís Buchinho, com loja na Baixa do Porto, enumerando que quem a procura cada vez mais são os turistas asiáticos, mas também espanhóis, muitos franceses, clientes do Canadá, Austrália e Holanda.

Já a criadora Katty Xiomara, com ateliê montado na Rua da Boavista, junto à Casa da Música, e que recentemente apresentou em Nova Iorque a sua coleção outono/inverno 2017/2018, indica à agência de notícias que recebe turistas oriundos dos Emirados Árabes, China, passando pelo Brasil, Canadá, EUA ou Bélgica.

Devido ao aumento do turismo na cidade, a 'designer' Inês Torcato, 26 anos, abriu loja com o seu pai, Júlio Torcato, em janeiro deste ano junto à igreja de Cedofeita, bem perto da zona do Porto conhecida como 'Bairro das Artes'.

Apesar de não ter termo de comparação, porque não tinha loja antes do 'boom' de turismo no Porto, as vendas "para já têm corrido bem" e estão a "corresponder às expectativas" que a marca Júlio e Inês Torcato delineou.

Na loja Daily Day, na Avenida dos Aliados, detentora da marca portuguesa LaGofra, o proprietário, Filipe Prata assume à Lusa que notou um "óbvio" aumento de vendas, desde que abriu há 15 meses o seu ponto de venda.

"O verão e o pós Natal trazem turistas longínquos, da China, México, Austrália, Brasil e Rússia. É um turismo muito especial, com critérios e poder de compra" e que quer "saber da origem das peças e dos tecidos", conta Filipe Prata, 41 anos, que colocou de lado o seu curso de Engenharia Civil para se dedicar ao setor têxtil.

Já o criador Pedro Pedro, que tem dois pontos de venda no Porto e, à Lusa, destaca que o alargado número de turistas na cidade também se reflete na procura das suas peças, havendo mesmo uma "filosofia engraçada" de vendas, porque como os turistas muitas vezes são de países nórdicos, onde está frio, gostam de comprar peças de inverno quando no Porto é verão.