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CGD empurra mais duas imobiliárias do Grupo QDL para a insolvência após dívidas de 307 milhões

Primeiro foi a Birchview e agora a Bridgedown Imobiliária e a Chapelmoor Imobiliária.

Autor: Redação

Depois da Birchview, a principal empresa construtora do empreendimento The Keys, na zona de Loulé, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) empurrou outras duas imobiliárias do grupo QDL para a insolvência, a Bridgedown Imobiliária e a Chapelmoor Imobiliária. Em causa estão dívidas ao banco público superiores a 307 milhões de euros, apesar de, na sua maioria, o valor já deva estar reconhecido como perdido.

Segundo o Expresso, o banco público entrou com dois processos no juízo de comércio de Lisboa em que requereu a insolvência da Bridgedown Imobiliária e da Chapelmoor Imobiliária, empresas sediadas em Portugal a quem emprestou milhões para um fim, mas em que o financiamento acabou por reverter para outro. Um montante que ainda não foi recuperado.

As duas empresas são do grupo QDL, centrado na construção e promoção imobiliária, que já detinha a Birchview, um dos principais devedores da CGD.

As três empresas eram as donas dos lotes para construção imobiliária na zona da Quinta do Lago, em Loulé, Algarve, mas o empreendimento em causa ainda não tem atividade, escreve a publicação.

A Birchview já está a caminho do seu fim desde 2016, mas só este ano se deu a sua sentença de insolvência. “A Birchview foi considerada insolvente há poucos meses. Só depois disso é que avançámos para a Bridgedown e da Chapelmoor”, disse fonte da CGD, citada pelo Expresso. 

De acordo a lista de créditos reconhecidos na insolvência, a CGD tinha um crédito sobre a Birchview de 307,5 milhões de euros, entre aberturas de crédito e garantias bancárias. Aqui, estão os cerca de 7 milhões relativos a empréstimo e aval da Bridgedown e outros 7 milhões da Chapelmoor. O banco representa 90% da dívida total do grupo da Birchview, que ascende a 339 milhões, escreve a publicação, acrescentando que o valor já estará reconhecido como perdido, já que, com a capitalização de 2017, o banco conseguiu limpar a grande maioria dos créditos tóxicos herdados do passado.