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CGD fica "a arder" com 278 milhões da imobiliária Birchview que entra em insolvência

Autor: Redação

A Birchview Imobiliária, uma sociedade cuja atividade está centrada “na construção do empreendimento imobiliário” conhecido como “The Keys”, na região da Quinta do Lago (Algarve), entrou em insolvência. A Caixa Geral de Depósitos (CGD), reclama 278 milhões de euros, sendo que representa 93% dos créditos reconhecidos à empresa.

“No Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, Juízo de Comércio de Lisboa - Juiz 3 de Lisboa, no dia 31-05-2017, ao meio dia, foi proferida sentença de declaração de insolvência do devedor: Birchview - Imobiliária, S.A”, indica a apresentação à insolvência da sociedade, publicada no portal Citius dia 2 de junho.

Segundo o Jornal de Negócios, há promessas de compras e vendas dos apartamentos e moradias qie integram o empreendimento, que não está, no entanto, licenciado.

No ano passado, a Birchview Imobiliária pediu para entrar em Processo Especial de Revitalização (PER), tendo Jorge Calvete sido nomeado o administrador judicial. No processo de reconhecimento de dívidas, a conclusão é que o banco público é o credor maioritário, representando 93% do valor total registado no PER (299 milhões). O banco público recusou, no início de 2017, a salvação da sociedade, mostrando-se favorável à sua insolvência.

Um processo que já se iniciou, com Jorge Calvete a manter-se como administrador da insolvência. Há agora um processo para a reclamação de créditos por 30 dias, sendo que dia 26 de julho haverá uma reunião da assembleia de credores, escreve a publicação.

Em 2015, a Birchview tinha um ativo de 135 milhões de euros, que se deve sobretudo à contabilização do empreendimento – do terreno e das construções. Uma avaliação mais recente, citada no antigo PER, falava num valor atualizado de 116 milhões de euros.

De referir que o contrato de financiamento inicial entre a sociedade e CGD foi assinado em 2007 e que no início deste ano, quando a Birchview Imobiliária pediu o PER, o empreendimento ainda não estava concluído. Já existiam, no entanto, contratos de promessa de compra e venda. E mais: além de não estar totalmente construído, não se encontrava licenciado.